quinta-feira, 22 de junho de 2017

ESTRELAS

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"Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado.",diz um provérbio árabe.Já Carl Sagan disse: "Nós somos feitos de poeira de estrelas". No início de 1980, o astrônomo Carl Sagan escreveu e narrou uma série de televisão de 13 partes chamada "Cosmos" que foi ao ar na PBS. No show, Sagan explicava muitos tópicos relacionados com a ciência, incluindo a história da Terra, evolução, a origem da vida e do sistema solar.

"Nós somos a maneira do universo conhecer a si mesmo. Alguma parte de nosso ser sabe que é de lá que nós viemos. Nós desejamos retornar. E nós podemos, pois o cosmos está também dentro de nós. Somos feitos de matéria estelar," Sagan famosamente declarou em um episódio.

Sua declaração resume o fato de que o carbono, nitrogênio e átomos de oxigênio em nossos corpos, bem como os átomos de todos os outros elementos pesados, foram criadas em gerações anteriores de estrelas mais 4,5 bilhões de anos atrás. Os seres humanos e todos os outros animais, bem como a maior parte da matéria na Terra contêm estes elementos, que são literalmente feitos de matéria estelar, disse Chris Impey, professor de astronomia da Universidade do Arizona.

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As primeiras concepções sobre a formação de estrelas por via gravitacional surgiram com Kant (1755) e Laplace (1796), no entanto, foi só em meados do século XX que a teoria de formação de estrelas de pequena massa (semelhantes ao nosso Sol), ficou mais explícita.

As estrelas formam-se dentro de grandes nuvens moleculares (GMC), que correspondem a grandes condensações de gás (essencialmente hidrogénio) e poeira. As GMC contém mais de 50% da matéria interestelar (o gás e a poeira) das galáxias.

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Gênesis 1:11-25:

Deus Enche O Que Está Vazio

Depois de haver criado um lugar bem organizado e com bastante luz, Deus olhou para a sua criação e viu que ainda estava vazia. Notamos que é a natureza de Deus encher todas as coisas com o bem, para a glória dele. Assim, ele transformou o estado vazio da terra, colocando plantas sobre a terra firme, planetas e estrelas no céu, e animais na terra, nas águas e no céu. Podemos ver que Deus colocou ordem em tudo, governando até a reprodução das espécies de plantas e animais com a sua palavra (Gênesis 1:11-12,21,24-25

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É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela. -  Friedrich Nietzsche
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No famoso livro de John Green, o título " A Culpa é das Estrelas” faz uma referência a uma citação ao Ato I, cena 2 da obra Júlio César de Shakespeare, em que Cassius está conversando com Brutus e diz a ele que a culpa não é das estrelas deles, mas deles mesmos por não serem mais que subordinados. Ao dizer que as estrelas não têm nada a ver com a situação deles, Cassius está afirmando as decisões e ações de uma pessoa são feitas por ela mesma e que a sorte e o destino não interferem nessas escolhas.(....)

Ao contrário da obra de Shakespeare, John Green não culpa sempre as pessoas, mas a sorte delas, por isso o nome do livro é “A Culpa é das Estrelas”. John consegue provar no livro inteiro o quão errado é falar com toda a certeza do mundo que a sorte e o destino não afetam as decisões de uma pessoa em certas situações, quando eles podem afetar e afetar MUITO. ( http://www.nemumpoucoepico.com/2012/07/culpadojohngreen-por-que-a-culpa-e-das-estrelas/)

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“A culpa, caro Brutus, não está nas estrelas, mas de nós mesmos, que nos rebaixamos ao papel de instrumentos (…)” ( William Shakespeare, "Júlio César ")

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domingo, 4 de junho de 2017

ESTRELAS : CECÍLIA FIDELLI


No post de hoje, mais um poema com temática de "estrelas". Dessa vez. um poema da saudosa Cecília Fidelli, fanzineira e ativista cultural.
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UM OLHAR SOBRE O PASSADO 



A gente se vê,
 mas não no local combinado,
não no local de sempre.
A gente se vê além do verde do mar,
do clarear do dia, 
além dos copos de vinho. 

A gente se vê além das flores vermelhas
com miolinhos amarelos,
além das lágrimas esgotadas,
 já secas,
além dos beijos caramelizados no cinema.

A gente se vê,
além daqueles sorrisos,
com aqueles acabamentos incríveis.
A gente se vê além dos gestos,
dos toques,
dos abraços afetuosos e apertados.
A gente se vê além das sombras
onde empacam as luzes.

A gente se vê, 
além do cappuccino noturno,
além das estrelas mais antigas.

A gente se vê além dos acasos aleatórios
e autoritários do destino,
além dos sonhos acumulados,
construídos e reconstruídos,
indestrutíveis.
É lá que a gente se pega,
bem longe da multidão,
além da imaginação.
Na saudade.
A gente se vê na saudade.

Não confortàvelmente, 
a vontade.
A gente se vê na mais profunda saudade,
nas artimanhas da vida,
além dos detalhes nostálgicos da poesia.
No paraíso.
A gente se vê, além.
Muito além da vida.

Cecília Fidelli.


terça-feira, 16 de maio de 2017

ESTRELAS

No post de hoje e nos seguintes,teremos poemas com o tema "estrelas". Iniciamos com poemas de Teresinka Pereira, e Octavio Paz.

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NOITE

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A neve cobre o chão
Não há estrelas no céu.
A tristeza
vem com a noite
e se encosta em minhas
pálpebras
para que eu não sonhe
contigo

Teresinka Pereira
tpereira@buckeye-espress.com.
Ohio/EUA

in: Cotiporã Cultural
edição: Adão Wons

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IRMANDADE

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Sou homem: duro pouco
e é enorme a noite.
Mas olho para cima:
as estrelas escrevem.
Sem entender compreendo:
Também sou escritura
e neste mesmo instante
alguém me soletra.

Octavio Paz

quinta-feira, 27 de abril de 2017

INTERCÂMBIO - JORNAL A VOZ


No post de hoje, textos e informações referentes ao Jornal A Voz, de Teijipió, Recife, PE, edições 150, 151.

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A HISTÓRIA DO CARNAVAL - PERNAMBUCO

Os festejos carnavalescos foram trazidos pelos portugueses com o nome de entrudo. Era uma brincadeira violenta, onde os foliões lançavam farinha, tinturas e até água suja. Foi proibida oficialmente e aos poucos as batalhas passaram a usar confete e serpentina.

No século XIX, surgem o frevo e o passo, dando ao carnaval de Pernambuco uma identidade única no Brasil. A partir de então, operários urbanos organizaram as primeiras agremiações nos bairros populares.

No início, muitas corporações mantiveram identidade profissional: os caiadores desfilavam juntos, assim como os lenhadores. Mas, com o tempo, foram sendo criados clubes mais abertos, com nomes engraçados: Canequinhas Japonesas, Marujos do Ocidente, Toureiros de Santo Antonio.

Ao lado dos maracatus, dos ursos, dos caboclinhos, das escolas de samba, estes clubes, troças e blocos, unindo as influências européias, africanas e indígenas, transformaram o carnaval de Pernambuco no maior caldeirão cultural do Brasil.

Fonte:
http://www.pousadapeter.com.br - http://maniadehistoria.wordpress.com

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SONHOS ANTIGOS
Maria de Melo Bandeira

No baú da minha vida
Onde guardei minhas lembranças
Adormecem sonhos antigos
Desfalecendo esperanças

No baú da minha vida
Guardei também alegria
Quando criança sonhava
Com um mundo de fantasia

Felicidades desfeitas
Deixaram marcas no coração
Mas curei as cicatrizes
Com os pés firmes no chão.

JULIANA LIMEIRA - Primavera - 40,7 x 30,6

NOITES
José Vieira

Noites ausentes e vazias
deslizam indiferentes
A imensidão fez-se cinzas
Lá fora contempla a calmaria
muitas se perdem no abismo

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Jornal A Voz, publicação bimestral , incentivo cultural
Av. Dr José Rufino, 3625- Teijipió- Recife- PE. Cep 54930.000
Filiado à FEBAC - Federação Brasileira de Alternativos Culturais

jornalavozdecavaleiro@gmail.com
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Edição digital : http//genildoferreirasil.wix.com/jornal-a-voz
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Diretor Presidente e Publicitário : Genildo F. da Silva
Redação: Fátima Costa
Colaboradores : Aline Costa, Vanderli Leandro

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Crônicas,poemas,reportagens,informações,curiosidades, piadas e charges.
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tejipio

Teijipió -
Saiba mais sobre Tejipió; siga o link :
http://semiraadlervainsencher.blogspot.com.br/2009/05/chama-se-tejipio-desde-o-seculo-xvii.html

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iLUSTRAÇÃO : JULIANA LIMEIRA

terça-feira, 14 de março de 2017

INTERCÂMBIO - BINÓCULO

 

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Recebemos e agradecemos o envio da edição 182, da publicação Binóculo, de Fortaleza, Ceará.
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O Binóculo é editado por Dias da Silva (ivonildodiasdasilva@gmail.com.) e Batista Lima (jbatista@unifor.br)
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O auto denominado "Caderno de Leitura",traz em seu conteúdo, ensaios,crônicas,contos,resenhas,sugestões literárias e poemas.
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Da seção Cordel e Repente,extraímos os seguintes trechos:
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O VALOR DA HONESTIDADE
Edésio Batista

Revoltante na política
A falta de honestidade,
Políticos fazem fortuna
Com muita facilidade
Isso da noite pro dia,
Sem ganhar na loteria,
Mas jurando austeridade.

Nos diz Laurentino Gomes,
Em seus bons livros de história,
Mas a cruel corrupção
Chegou cantando vitória
Em nossa terra inda virgem,
E aqui deixou a fuligem,
Da sua mais torpe escória.

O grande Rui afirmava:
"De tanto ver nulidade,
Triunfando na desonra".
Mas sem ter capacidade
Só praticando injustiça
"O homem ri da justiça
Se envergonha da verdade"

Edésio Batista é poeta e cordelista. Da Academia de Cordelistas do Crato,cadeira 5.

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SOBRE CRIMES,LADROAGENS,ASSALTOS,DOENÇAS E MORTE
Benedito B. de Sousa

Cadeias superlotadas
Rebeliões em presídios
Droga,armas,homicídios
Autoridades caladas
Com as leis violentadas
Pelo crime organizado
Que tantos já têm matado
Velhos,jovens e guris
Desse jeito meu país
Vai se fazendo afundado.

Tem os assaltos na esquina
Em bancos, joalherias
Ataque a delegacias.
Por quem rouba e assassina
Esse regime domina
Porque não é dominado.
Até quando será cortado
Esse mal pela raiz
Desse jeito meu país
Vai se fazendo afundado.

Em filas dos hospitais
É tanta gente morrendo
Em corredores gemendo
Em fases já terminais
Sem ter profissionais
Pro problema agravado
Que é por isso culpado
Ele sabe mais não diz
Desse jeito meu país
Vai se fazendo afundado

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EXPEDIENTE

BINÓCULO - Caderno de leitura fundado em janeiro de 1999. Correspondência: Dias da Silva- Rua Monsenhor Otávio de Castro, 863/601- Cep 60.050-150 - Bairro da Fátima - Fortaleza- Ceará. E-mail: ivonildodiasdasilva@gmail.com.

Batista Lima - Rua José Alves Cavalcante,1163- Cep; 60822- 570- cidade dos Funcionários - Fortaleza-Ceará - E-mail: jbatista@unifor.br

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Ilustração: Militão Dos Santos

quinta-feira, 9 de março de 2017

É NO OUTONO QUE TE ESPERO

 

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NO FINAL DO VERÃO É QUE TE ESPERO,
QUANDO AS FOLHAS, ARDIDAS DO SOL,
MORREM DE UM AMARELO TÃO INTENSO,
QUE MAIS PARECEM INVEJA-LO.
QUALQUER VENTO É CAPAZ DE DERRUBA-LAS
FORMANDO UM TAPETE,
AO LONGO DA ESTRADA,
PRONTA PRA NOS LEVAR.
CHEGAS DE MANSINHO,
SEM QUE PERCEBA,
E EU, SENTADA NO BANCO,
MOÍDA DE TANTO ESPERAR,
ABRO UM SORRISO.
ME TOMAS PELA MÃO.
DA BOCA, NENHUMA PALAVRA,
APENAS O BEIJO IMAGINADO,
E CAMINHAMOS LADO A LADO,
OUVINDO O RUÍDO DO VENTO
A PREPARAR O CAMINHO
QUE TEMOS PELA FRENTE.

VALENTINA FRAGA

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Confira os textos de Valentina Fraga, publicados no site Usina de Letras, entre eles,  artigos, cartas, contos, crônicas, ensaios, erótico,frases, humor, letras de música ,poesias , textos religiosos, em
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=valentina