segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Para Ben


Toda madrugada eu acordo, seja por susto, barulho, ou mesmo só por acordar. Mas não saio da cama, fico ali, olhando na direção da minha janela com as cortinas abertas, e sabe o que eu vejo? Uma estrela, solitária com o brilho tão radiante que consegue ficar maior que as outras e ofuscá-las. E toda noite está lá, até com o tempo um pouco nublado, como se tivesse me olhando, me vigiando, me protegendo, eu diria até que eu poderia sentir seu toque. Não conte a ninguém, mas dei seu nome a ela, porque ela se parece contigo com esse jeito radiante de transmitir alegria, e também é o único jeito de te sentir perto de mim, de não me sentir sozinha. Você sempre quis ser estrela, agora é minha estrela protetora.


Carina Lima/Epístolas para Ben.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

LIVROS RECEBIDOS – HUMBERTO DEL MAESTRO

Recebemos e agradecemos o envio do livro “Ditos, Adágios e Aforismos, quinto volume”, de Humberto Del Maestro, gentilmente nos enviado pelo autor, diretamente de Vitória, ES.


Impressão e acabamento: Grafitusa S/A, Vitória,ES
Endereço do autor: Rua Aurora de Aguiar Pereira,171/702,Ed.San Juan, Jardim Camburi, Vitória, ES, Cep: 29090-310


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INCOMPREENSÃO
Humberto Del Maestro,
“ Quando somos eixos da incompreensão, não há travesseiro macio nem posição cômoda na cama que nos auxilie a conciliar o sono”.

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VERDADES
Humberto Del Maestro,
“ É preferível ser criticado dizendo verdades do que ser aplaudido espalhando infâmias.”
-
OPINIÕES
Humberto Del Maestro,

“ Antes de emitir precipitadamente seu parecer, pergunte dez vezes ao coração se você não está enganado”
-

FUTURO
Humberto Del Maestro,
“O futuro é tão somente uma perspectiva”
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Humberto Del Maestro, natural de Vitória-ES, nasceu a 27 de março de 1938. Concluiu todos os seus estudos na mesma cidade. Já se dedicou ao teatro, com inúmeras peças escritas e encenadas. É poeta, contista, exerce a crônica e o ensaio. Dedica-se ainda à crítica literária. Possui os seguintes livros publicados: - de poesia LANY, POESIAS MODERNAS, SERÔDIOS, PAVANAS / MINHA MENINA, BONINAS / SONETOS, TROVAS & HAICAIS, SONHOS E CANÇÕES, BREVES, VERSOS DE ONTEM e VERSOS DE HOJE - de prosa ESTÓRIAS DO MORRO DO PINTO E OUTRAS ESTÓRIAS (contos) e KAVAKOS (Ditos, Adágios e Aforismos). Em preparo, inúmeros livros de poesias, contos, crônicas e um conto infantil.



In: https://letrastaquarenses.blogspot.com.br/p/humberto-del-maestro-haicais-e-trovas.html?view=classic

terça-feira, 3 de outubro de 2017

SOLIDÃO LETAL




O silêncio que abranda
o barulho da solidão letal
Feito brasa que consome
Amanhecidas noites sem luar
Dispersa o brilho d’alma
Em universos vendavais

Ah, quem dera um dia ser
As flores do caminho
Em primaveras alegres
Sob o sol de Setembro
Bradando a mais pura felicidade
Da vida fatal
Que nos consome
Todos os dias em silêncio

Adão Wons

Adão é editor do fanzine Cotiporã Cultural
Facebook.com/poetaadaowons

Ilustração: Afa Vasquez


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

LIVROS RECEBIDOS- HUMBERTO DEL MAESTRO


















Recebemos e agradecemos o envio do livro “Ditos, Adágios e Aforismos, quinto volume”, de Humberto Del Maestro, gentilmente nos enviado pelo autor
, diretamente de Vitória, ES.

Impressão e acabamento: Grafitusa S/A, Vitória,ES

Endereço do autor: Rua Aurora de Aguiar Pereira,171/702,Ed.San Juan, Jardim Camburi, Vitória, ES, Cep: 29090-310


















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INCOMPREENSÃO
Humberto Del Maestro,

“ Quando somos eixos da incompreensão, não há travesseiro macio nem posição cômoda na cama que nos auxilie a conciliar o sono”.
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VERDADES
Humberto Del Maestro,

“ É preferível ser criticado dizendo verdades do que ser aplaudido espalhando infâmias.”
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OPINIÕES
Humberto Del Maestro,

“ Antes de emitir precipitadamente seu parecer, pergunte dez vezes ao coração se você não está enganado”


FUTURO
Humberto Del Maestro,

“O futuro é tão somente uma perspectiva”
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Humberto Del Maestro, natural de Vitória-ES, nasceu a 27 de março de 1938. Concluiu todos os seus estudos na mesma cidade. Já se dedicou ao teatro, com inúmeras peças escritas e encenadas. É poeta, contista, exerce a crônica e o ensaio. Dedica-se ainda à crítica literária. Possui os seguintes livros publicados: - de poesia LANY, POESIAS MODERNAS, SERÔDIOS, PAVANAS / MINHA MENINA, BONINAS / SONETOS, TROVAS & HAICAIS, SONHOS E CANÇÕES, BREVES, VERSOS DE ONTEM e VERSOS DE HOJE - de prosa ESTÓRIAS DO MORRO DO PINTO E OUTRAS ESTÓRIAS (contos) e KAVAKOS (Ditos, Adágios e Aforismos). Em preparo, inúmeros livros de poesias, contos, crônicas e um conto infantil.



















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In: https://letrastaquarenses.blogspot.com.br/p/humberto-del-maestro-haicais-e-trovas.html?view=classic

Ilustração: José Moniz

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

ESTRELAS - TUMBLR

southernsky-IMG_9815

manual pra capturar estrelas

eu te fotografei emoldurada pelo pôr-do-sol enquanto ria distraidamente.
teu sorriso é uma constelação inteira
.

Fonte: gastrites
http://gastrites.tumblr.com

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Conte as estrelas comigo, não vou me importar de passar as noites ao seu lado.

Flagelos de um poeta
https://wakingmind22.tumblr.com

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Somos  constelações perdidas, feitos do pó de estrelas, restos de passado, pedaços do presente, tentando apenas seguir em frente ao futuro.
—  Será que somos estrelas perdidas?

Florejus
http://florejus.tumblr.com


Tumblr é uma plataforma de blogging que permite aos usuários publicarem textos, imagens, vídeo, links, citações, áudio e "diálogos". A maioria dos posts feitos no Tumblr são textos curtos, mas a plataforma não chega a ser um sistema de microblog, estando em uma categoria intermediária entre os blogs de formato convencional Wordpress ou Blogger e o microblog Twitter.

A plataforma foi inicialmente desenvolvida em 1992 pelo francês Thomas Müller. O Tumblr foi depois fundado, comercialmente, em 2007 por David Karp e Marco Arment.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A ARTE POÉTICA DE ARICY CURVELLO



Recebemos do amigo e escritor Aricy Curvello , o livro  "A Arte Poética de Aricy Curvello," de Cleber Pacheco, segunda edição revista e ampliada, livro que recebeu a Medalha de Ouro da Academia Brasileira de Pesquisas Literárias e que contém a análise de todos os livros do poeta . Agradecemos o envio .

Aricy é de Uberlândia, MG,  Poeta, ensaista e tradutor. Durante a ditadura militar sofreu prisões e perseguições. Participou intensamente de publicações e movimentos literários em Minas, Rio, S. Paulo e outros Estados. (https://pt-br.facebook.com/public/Aricy-Curvello)

Sobre o livro de Cleber, Rubens Jardim comenta: "Nesta edição incluiu estudos a respeito dos primeiros livros de Aricy Curvelllo (...) É justo ressaltar que o livro de estreia teve ótima acolhida por críticos da pesada como Fábio Lucas, Edgard G. da Matta Machado , Hermann Reipert,  Waldemar Cavalcanti".

Cleber Pacheco, escritor e crítico, é Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul . (http://livrosdecleberpacheco.blogspot.com.br)
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TRECHOS :
                               
POESIA EM MOVIMENTO OU O POETA ALQUIMISTA














"Ser é uma invenção constante" nos diz o poeta Aricy Curvello e com tais versos resume parte de sua poética. Para o autor, não somente a forma é provisória,perecível,constanto fluxo. O próprio Ser é movimento.

O Ser,portanto, está inteiramente ligado à Criação, o eterno Ir e Vir.

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A FUNDAÇÃO DE UMA POÉTICA



"A palavra é rio e fio,fluxo,movimento,onde será realizada a travessia, a passagem, tornando possível a criação.Ela é renovação e também tentativa de fixar o fluído.

Para realizar essa travessia é preciso violar portas,muros,alicerces. É preciso sacudir,explodir,romper limites, vencer o sufocamento , a podridão,o retrocesso, o silêncio.

Poder-se-ia dizer, aliás, de que a única épica possível no mundo contemporâneo é a construção de uma arte poética própria. Ela exige não só o conhecimento da história literária como um posicionamento diante da vida e do mundo, bem como uma atitude em relação a este."

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A QUESTÃO DA LINGUAGEM NA POESIA DE ARICY CURVELLO

















" O homem é homem graças à linguagem."  (Otávio Paz)             
                 
"Durante a leitura podemos perceber que o poeta busca  a fundamentação da identidade  do humano. Ele aborda a necessidade de criação, de construção, o instinto de vida que nos impulsiona a fazer, refazer, recomeçar e recuperar aquilo que parece inacessível ou perdido devido tanto ao caos inicial e ao desconhecido, quanto a inexorável passagem do tempo.

Esta busca pela identidade se dá por meio da palavra. Graças a ela lidamos com o insondável Mistério, como Desconhecido, o Caos, o Pré-Histórico, podemos lidar com os mundos interno e externo, buscamos a nossa pátria, tanto no sentido literal quanto no de um lugar  que serve de referência para nós seres humanos.

No binômio palavra-realidade está presente também o medo do desconhecido. A palavra é ainda imagem que desafia o escuro, o vazio, o disperso tentando dar-lhes alguma coerência e ordem, lidando sempre com o limite.

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A QUESTÃO DA LINGUAGEM NA POESIA DE ARICY CURVELLO (II)      














Diz Umberto Eco (1986, p. 73) " A linguagem é o próprio fundamento da cultura."

O poeta torna-se, então, o discursador, pois ele nomeia o que some, o fugaz. Ele preenche um importante papel, pois não há heróis  ou intérpretes. O poeta situa-se entre o calar e o falar. Ele e a linguagem elaboram o fundamento, a construção do humano e do real.

 É preciso ultrapassar o silêncio e o interdito, vencer a paralisia, a ditadura, a burocracia, o imperialismo, a imobilidade e refazer, como um operário, a casa, ou como um soldado, o caminho. É fundamental recomeçar, passando sempre pelo processo morrer-renascer, renovando a história, fazendo-a avançar. A vida é um eterno recomeçar.

Como diria Alfredo Bosi ( 1983, p 21 ) " O fenômeno verbal é uma conquista na história dos modos de franquear o intervalo que medeia entre corpo e objeto."

Afinal de contas, conhecimento é só linguagem. O movimento, o efêmero nos move. É preciso compreender que é breve a busca do lugar-pátria. É a linguagem que nos vive.

Os dicionários e enciclopédias são os alicerces.

Afirma Otávio Paz (1982, p 37 ) " A palavra é o próprio homem. Somos feitos de palavras." ( In: )

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UM POEMA DE ARICY CURVELLO


















Às vezes

o substantivo carece
de mais substantivos
o verbo de verbos
verbos de advérbios
as palavras fazem crescer o mundo
mas a língua não é a realidade
nem a arte se assemelha à natureza
criam outra
realidade que expande a realidade
(às vezes)
              no branco da página 

( Mais que os Nomes do Nada, 1996)





sábado, 29 de julho de 2017

ESTRELAS - FRANCISCO CARVALHO


No post de hoje, mais um poema  com o tema "estrelas", um poema de Francisco Carvalho. Para ele, uma nuvem é  " a vertigem da estrela na escuridão". Saiba mais lendo o seu poema "Taça de Nuvem"
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TAÇAS DE NUVEM
















Uma nuvem pode ser uma taça. Uma         
torre de espuma. Um pássaro
de cambrais. Uma ovelha a procura
de lã. Uma cabra de leite. Um cavalo
árabe. Uma égua de crinas de veludo que
amamenta as crias do vento.
O mugido de uma vaga na tarde.     
Um barco onde pusam gaivotas histéricas.
A vertigem da estrela na escuridão.
O salto da pantera cor-de-rosa.
O umbigo de vidro das anpolas de ópio.
A indiferença dos mortos em seus aposentos
de areia. A mortalha de ouro da múmia
do rei. A corda que acaricia o colarinho da
forca. O sexo de veludo entre barris de vinho.
A sopa no prato de prata para as moscas.
as portas que se fecham e abrem.
Os banquetes noturnos para prostitutas
que se divertem num pântano
onde se afogam estrelas apagadas.

Francisco Carvalho
(Esquinas do tempo).
in: Binóculo, Fortaleza, edição 169                 
editado por Dias da Silva e Batista Lima
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Francisco Carvalho (1927-2013) foi um escritor e poeta brasileiro Prêmio Nestlé de Literatura em 1982, com Quadrante Solar.
Prêmio da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro em 1997, com Girassóis de Barro.
Comenda Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Câmara Municipal de Russas (2006).
Prêmio Francisco Carvalho de Poesia, Casa dos Amigos de Russas (2008-2009).
Membro da Academia Cearense de Letras

O maior destaque na mídia cultural talvez tenha sido dado em 2004, quando o cantor e compositor Raimundo Fagner, conterrâneo de Francisco Carvalho, musicou cinco poemas dele (“O Bicho Homem”, “Esse Touro Vale Ouro”, “Cesta Básica”, “Reino” e “Minueto da Porta”) e incluiu as canções, algumas inclusive em ritmo de samba e rap, no CD “Donos do Brasil”. E o destaque aumentou com o lançamento, no mesmo ano, do livro “Memórias do Espantalho - Poemas Escolhidos”, antologia da obra do poeta cearense.