quarta-feira, 9 de junho de 2010

IMPRENSA ALTERNATIVA


O MELHOR DA POESIA EVANGÉLICA

Veículo de divulgação editado por Sammis R.C. Silva
São Gonçalo – RJ -
http://azulcaudal.blogspot.com/ 
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Trata-se de um livreto de poesias . O editor mantém ainda vários blogs sobre o mesmo tema, entre eles " http://poesiaevanglica.blogspot.com/" .
O livreto traz ainda
uma breve biografia dos poetas publicados .
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poesia evangelica
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OLHAI AS AVES

Vi um pássaro aceso como um grito
palpitando canções e movimento,
o corpo solto navegando ao vento,
a alma a sorrir num vôo circunscrito.

Festa no azul, surpresa, anseio e rito,
espanto e espasmo de deslumbramento:
nas penas o lampejo do infinito
e no bico os limites do momento.

Vi um pássaro alegre e descuidado
sem lições de futuro ou de passado,
sem aflições ou pensamentos graves...

e pensei na Palavra que me acalma:
Confio em Cristo e sei do fundo da alma
que Ele cuida de mim como das aves!

Gióia Júnior

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A HORA DE DEUS

Estará sempre o homem
longe da hora de Deus?
O Céu dispensa calendários
e ponteiros, a colher o infinito
O homem se perde a cada instante
na imensidão do tempo.
A hora do homem se cansa
entre luzes e noites
A hora de Deus flutua,
intocada, acima de todas as galáxias
Se acaso me aflijo ou me aproximo
dos impérios da morte,
Deus acaricia o tremor do meu rosto
com a mais doce palavra
Assim, me ergue e me restaura.
Canções de vida me visitam.
A hora de Deus não conhece
as amarras do tempo
traz firmíssimo fulgor
a quantos se estendem
em seus ombros eternos.
A hora do homem: instável e escura.
Sempre e sempre um perigo
-ensina-me, ó Deus, a acertar
os rumos de meus passos
pelo esplendor de Tua hora.

Joanyr de Oliveira 

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amanhecer2
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 CANTARES

Pelas pisadas dos rebanhos
na quietude do outono,
Deus espraia o mel de Sua voz-
Ouvi, ó tendas de pastores
rodas de carros faraônicos,
equinos revestidos de auroras-
Tranças debruçadas no silêncio
somam-se à bondade das videiras
e aos cachos bailarinos da seara.
No dorso intangível da solidão
Deus espraia o mel de Sua voz-

Joanyr de Oliveira

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AFIRMAÇÃO

"Nada ,jamais, será capaz de separar-nos do amor de Deus. "
Paulo de Tarso

Nem a fome, nem a espada, nem a morte
O vento que detém o pássaro
Na árvore, o ar severo
De um céu de nuvens
Nem as palavras dos dias maus
O mar com seu coração
Acelerado sobre as terras Tão-pouco a tempestade
Escondendo as cores aos olhos dos homens
Nada me impedirá de caminhar
De braço dado contigo
Ou me separará do bater
Divino do teu peito
Nem um pequeno rumor de rio sem corrente
Nem que o sol me ignore ou pese em mim
Como pedra incandescente.

J. T. Parreira
http://www.papeisnagaveta.blogspot.com/

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A CALIGRAFIA

Com o dedo escrevia as linhas
que desenharam as estrelas
no chão escrevia com elas
um enigma, um retrato, uma declaração
de amor que faltava inventar
A paixão de perdoar
Como o céu de verão que arde
sem perder do azul a compostura escrevia no chão, a luz na treva
um salmo, uma jaula aberta
para no ar a ave se alongar
uma velha estrofe da lei do coração.
Foi tudo o que escreveu na vida
um verso de Amor à sua altura

J. T. Parreira
http://www.papeisnagaveta.blogspot.com/

3 comentários:

  1. Ei! Passando...
    Bjins entre sonhos e delírios

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  2. Meu terno amigo Touché, obrigado pela divulgação, e parabéns pelo blog, está muito bom e é uma excelente extensão do Versos Livres.

    Deus lhe abençoe meu amigo!

    Um abração do Sammis

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