quarta-feira, 14 de julho de 2010

VERSOS LIVRES nº 07

Neste blog estou disponibilizando o conteúdo das edições do fanzine Versos Livres, editado em Guarulhos, São Paulo, cujo objetivo é a divulgação de poesias.
No post de hoje, mais alguns poemas que foram publicados na edição nº 07 do fanzine Versos Livres.

VERSOSLIVRES 7

CONTABILIDADE
Candida M.L.Papini

O meu coração está fechado
para balanço
Estou contabilizando
as perdas e ganhos
dos meus sonhos :
-quantos foram abandonados
-quantos ainda vivem
-quantos exigem cuidados
-quantos já morreram
E quantos, vivos,
foram enterrados

Ex- presidente da ASES- Associação dos Escritores de Bragança Paulista. Sua biografia está em http://www.asesbp.com.br/escritores/escritores05.htm

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AMANHÃ E DEPOIS
Doroni Hilgenberg

O amanhã é outro dia,
E bem sei, não sou eterna.
Por isso, vivo os agoras
Na realidade das horas,E na esperança dos depois

Conheço Doroni há algum tempo. Nos correspondíamos, depois perdemos contato. Fui reencontrá-la no site Overmundo. Mais informações sobre essa poetisa amazonense está em http://recantodasletras.uol.com.br/autores/doroni

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NO MEIO DO NADA
Nívea

Nada será como antes amanhã !
Viva o momento, o minuto, o segundo..
Esqueça tudo de ruim,
Guarde na lembrança
tudo que já viveu de bom.

Encontre no meio do nada
tudo que lhe agradou
Encontre tudo, no meio do nada.

Encontre você

Nívea é de Guarulhos/SP.

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PAGINAINTERNA

 

EU
Leda B.S. Figueiró

Quem sou eu ?
Sou o recheio de um óvulo
fecundado. no ventre materno
Trago sentimentos ali contidos
Traços, olhos, cabelos, modelos obtidos
Não conhecia o frio
Não conhecia o calor
Quem me dera ficar ali guardada

Mas a hora chegou.

Rompe-se a capa de proteção
Passei a morar em seu coração.
Minha mãe !
Obrigada pela morada
Deu-me tudo, sem pedir nada
Hoje sei o que sou : tua filha !
O recheio do óvulo
O bebê protegido
Agora sou mãe aquela do óvulo,
Da proteção que se rompeu,
E tenho um filho que mora
No meu coração

Obrigada minha mãe !

A poetisa gaúcha Leda Figueiró participou de algumas edições do Versos... 

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COSMOAGONIA
Luiz Fernandes da Silva

Deixe cair as palavras lentamente
Visto –me de agonia
Acordo depressa
Para não envelhecer
minha solidão ..

Analiso os meus sonhos
e vejo que eles trouxeram –me
Um sentimento de repouso.

Então, as minhas idéias
Se perdem no meu pensamento .

Luiz Fernandes é de João Pessoa, na Paraíba . Além de poeta frequentemente publicado em alternativos, é também editor de fanzines literários.

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O TEMPO
Elisa Zanotto

Efêmera a orbe clamando enaltece
Poder caprichoso de um símbolo nobre
O vácuo do espaço infinito é perene
No íntimo excita e um manto recobre
O ar que perpassa já é percebido
Na cúpula acima qual sino de bronze
Além de primórdios a brisa se espalha
A assim vagarosa, vai, clama, de longe
Perduram enredos sem crase nem lume
O vento constante lhe dá o prefixo
Soprando nos mares a luz se irradia
Sorri e braveja - já é mais um dia

Elisa Zanotto é de São Paulo.

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