segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

No post de hoje, referências a algumas correspondências enviadas para a redação do Versos Livres, cujos recebimento agradecemos.

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O CAPITAL 
Diretamente de Aracajú, Sergipe, recebemos da sua editora Ilma Fontes,  uma edição do excelente jornal "O Capital", que tem como dístico " Jornal de Resistência ao Ordinário", .
Redação: Av. Ivo do Prado, 948 , Aracaju /SE , Cep 49015.070.  Dele, transcrevo um poema de Hunald Alencar, extraído da coluna "Rede Alternativa de Poesia"
:

O Quinto

Por quatro solidões povoadas
permeias a fonte subterrânea
que o universo equilibra.

Noturnamente renasces
de algas sombrias a vestir
a clara roupagem dos dias.

Distante errante domicílio
em que te revisitas.
fisionomia de bruma,
será este o castigo ?

Não sei se te busco. Não sei
se entre pessoas me perco.
- finjo então que te conheço

Hunald Alencar

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O LITERÁRIO
O editor  Osael de Carvalho nos envia  "O Literário", do  Rio de Janeiro; Caixa Postal 8109 - Bonsucesso - Rio de Janeiro- RJ - Cep 21032.970 , de onde destaco uma trova .

Contra um ato que degrada
não lances tua censura,
pois a flor, mesmo tocada,
continua bela e pura.

Humberto Del Maestro. 

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LITERARTE- SP
O jornal Literarte, foi encaminhado para a redação do Versos Livres, pelo seu editor , o incansável Arlindo Nóbrega, presidente da FEBAC, Federação Brasileira de Alternativos Culturais. O Literarte, tem como slogan " Espaço cultural para todos" e seu endereço é Rua Rego Barros,316, São Paulo, Cep 03460.000. O poema a seguir, consta em sua edição nº 291 :

Invenção

Foi preciso
inventar um mundo
para caber-me
Criar imagem
para ver-me no espelho
Uma linguagem
para falar.
Criar um Deus
para proteger-me
deste nada.
Foi preciso
inventar um mundo
para existir

Djanira Pio

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BINÓCULO
É uma publicação vinda de Fortaleza, Ceará. Seus editores são Dias da Silva e Batista de Lima. Correspondência : ivonildodias@secrel.com.br ou jbatista@unifor.br .Confira, a seguir, um dos poemas ali  publicados :

Décimas

Eu tranquei medicina certamente
Por não ser minha área preferida
E deixei de ser médico salva-vida
Pra ganhar minha vida com repente
Quando a arte do povo está doente
Com um verso singelo recupero.
Normalmente a mensagem que opero
Não faz dor e nem deixa cicatriz
Ser poeta eu só sou porque Deus quis
Ser doutor eu não sou porque não quero.

Minha mente é igual um casarão
Onde mora um imenso conteúdo
Foram mais de dez anos de estudo
Pra chegar nesta minha afinação
E por mais qu'eu alcance a perfeição
Não descanso um segundo e nem me intero
Cada verso ou estrofe que tempero
Quem provar se lambuza e pede bis
Ser poeta eu só sou porque Deus quis
Ser doutor eu não sou porque não quero.

 José Edson

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E prá terminar, uma frase esperta : " Todas as cores concordam no escuro " ( Francis Bacon) .

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