sábado, 12 de fevereiro de 2011

LIVROS RECEBIDOS

Dando um tempo no conteúdo da edição 32 do fanzine, o post de hoje é, mais uma vez, sobre um dos livros enviados para a nossa redação. Trata-se do livro  "Talvez Crônicas", de Glenda Maier.

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O livro é composto de uma seleção de crônicas publicadas em diversos jornais comunitários, boletins, alternativos culturais e jornais de vários estados do País.

Na orelha do livro, a autora agradece aos editores das publicações que aceitaram suas crônicas

O livro foi editado por Artur Moura, Greenpoint Editora, www.portalem foco.com.br. , com capa de Fred Spektor

A diagramação é de Glenda Maier e a revisão de Márcia Leite.
Impressão : Gráfica Via 7

A apresentação do livro é feita por Luís Alexandre Igayara

Mais  informações  sobre a autora estão no blog do amigo Selmo Vasconcelos :  http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com/2009/11/glenda-maier-entrevista.html

Confira , a seguir, uma das crônicas do livro :

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A FADA ZOMBETEIRA
Glenda Maier

E no estranho sonho, a Cinderela de vestido cor de rosa, transforma-se numa acrobata  e, num inacreditável salto mortal poético, alcança o solo como se fosse zombeteira cascata de flores.
O mundo dos sonhos, fascinação perpétua da curiosidade humana. Tantas teorias. Tantas explicações. Outro tanto de superstição. E o fascínio continua com perguntas sem respostas. Os sonhos vêm do céu? Do inferno? Do sistema nervoso? Do inconsciente? São mensageiros? Talvez... avisos?
Maluquices?..8ei lá! São fantásticos!
Se vocês tivessem visto a zombeteira cascata de flores que eu vi! Morram de inveja. Foi lindo. Se nos sonhos existe a possibilidade de acrobáticas cascatas de flores poéticas, recuso-me a acreditar na impossibilidade de vê-las no mundo real.
Talvez o grande problema de nosso mundo atual seja a quantidade de pesadelos. De repente, tem muita gente dormindo de barriga cheia, ou vazia, tendo pesadelos horríveis, e trazendo os mesmos para a realidade.
Talvez outro grande problema seja o grupo que sonha bonito, mas acha que é só sonho, e nem se preocupa em torná-lo real.
Talvez, pior do que os dois primeiros, seja a enorme multidão daqueles que não têm pesadelos, nem sonhos! Que aridez! Que vida insípida!
Depois do sonho de hoje, quero mais é viver poética e acrobaticamente esta zombeteira cascata de flores. Serei ainda mais audaciosa: quero deixar de lado a zombaria e tornar-me sorridente.
E quem achar que sou apenas" uma poeta, coitada!", para estes ofereço uma risadinha zombeteira e, num salto mortal, colocarei uma saltitante flor em seus corações...
Boa noite. Vou sonhar outra vez.
(Gazeta de Jacarepaguá - Dezembro 97)

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