segunda-feira, 15 de agosto de 2011

POEMAS E CONTOS RECEBIDOS


No post de hoje, alguns poemas que recebi por email . Agradeço a todos que me enviaram poemas, textos ,mensagens,  críticas e sugestões. Meu email , como vocês já sabem é touche.sp@uol.com.br . À vosso dispor.

noite

NOITE FEBRIL
Welington de Sousa

Por hora
teu gosto amargo me basta
e todo silêncio é bem vindo
cerveja bem gelada carne mal passada
um canto qualquer ...um cão vira lata
e se puder um blues vagabundo
de alma penada...

sem dó nem pena
em qualquer encruzilhada
pra que eu me sinta um pouco melhor
esculpindo as palavras que tua boca deixou
no canto vazio daquela noite febril.

São Gonçalo - RJ - 08/01/2011

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ERA CARNAVAL
Adélia Einsfeldt

No carnaval de outras eras
quem eras, como eras?
eras Palhaço ou Arlequim?
quem sabe eras o anjo Querubim!
nem sei na verdade quem eras.
Tua máscara escondia
teu rosto eu não via
já era quase dia
eu ainda não te conhecia...
Muitos anos passaram
quando numa tarde
plantando flores no meu jardim,
ouvi uma música de carnaval
lembrei do carnaval de outras eras,
a emoção tomou conta de mim
Chorei!

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QUESTÃO DE TEMPO
alaorpoeta

Dia após dia
tento esquivar-me do tempo
o beijo fatal

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APRISIONADA
Arethuza Viana

Que coisas pensarás?
Em cada curva
dos meus instantes,
deparo-me
com teu sorriso lindo
e teu olhar infantil...

Quem te abraçará
nesse momento
e tem o teu prazer?

Aprisionada em ti,
desconheço distâncias
e mesmo
sem receber boas vindas,
queria um cantinho,
onde tivesses
saudades de mim,
no teu inquieto coração!

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EFEITO
HERÓICO À EXTREMA
ESQUERDA
Rogério Salgado
Para Lecy Pereira Sousa

A esquerda de deus poesia
todo poderoso
de onde não julgará nem vivos
nem mortos
sobreviveremos na palavra
que atravessará os séculos
seculorum
amém.

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O VELHO
Benilson Toniolo

De dentro de seus oitenta e sete anos, ele fecha os olhos para se proteger da algaravia dos netos no corredor da casa, que ele construiu quando ainda era vivo. Não se atreve a ordenar que parem, temeroso que o escorracem. Também de nada adiantaria pedir a intervenção dos mais velhos, que vieram passar o feriado de Finados e nunca mais saíram. Ultimamente, filhos, netos e bisnetos se confundem. Já não sabe mais quem é quem, quem é o quê. Mistura os nomes e as idades, chega a desconhecer o que foi história e o que foi sonho, o que foi verdade e o que foi inventado. Precisa ficar atento para que não desarrumem os livros de poesia na estante cinza, os seus preferidos. Também desconfia que descobriram o esconderijo das revistas pornográficas. Há anos convertera-se em um eunuco, praticamente, mas mantinha o hábito de conservar coisas que amara durante a vida – inclusive livros e mulheres de papel. No final de cada tarde se recolhe, deita-se na cama de onde raramente sai. E a cada manhã, quando é o primeiro de todos a abrir os olhos insistentes, repete a mesma pergunta: “será que ainda falta muito?”

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IMAGENS DO VERSOS

No post de hoje, poemas de Cecília Fidelli e Adão Wons.

ceciliafidelli

tudo em mim

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