segunda-feira, 1 de agosto de 2011

VERSOS LIVRES 17 - PARTE OITO


Olá, no post de hoje, poemas extraídos do fanzine Versos Livres, edição 17. E alguns poemas recebidos por email e uma poesia minha. E ainda, um link para meu outro blog , com  informações sobre o fanzine O Patusco.

versos 17 

SE SE MORRE DE AMOR 
Gonçalves Dias

Se se morre de amor! – Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n’alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve e no que vê prazer alcança!

Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d’amor arrebentar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro

Clarão, que as luzes ao morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D’amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, té capaz de crimes!

Compreender o infinito, a imensidade
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D’aves, flores,murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!

Amar, é não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d’lusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!

http://www.artedavida.net

*

SEM TÍTULO
P.J. Ribeiro

Não me deseje mais do que sou.
Se sou um cipreste, escoIha-me como cipreste.
Não me veja como relva ou rio, esgoto ou porco-espinho
Se me deseja, deseje-me simplesmente.

do livro "Besouros Falantes"
P.J  é deCataguases - MG . Saiba mais em
http://www.revista.agulha.nom.br/pjribeiro.html

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LOUCO “MY LOVE”
Aline Leal

Meu amor era tanto!
Que desvestia minhas tempestades.
Eram tantos versos doidos
Com um riso de liberdade...
Meu amor era tanto !
Que no final
Se transformou em guerra:
Hoje você me atropela
E amanhã te dou uns tiros.

Aline é bastante conhecida na cena alternativa através de contribuições a diversos fanzines e por editado por algum tempo a revista  A Goiaba, com hq  e poemas . É de Niterói - RJ 

Farol

FRAGMENTO
Regina Menezes Loureiro

Que luzes divinas caiam sobre nós iluminando nossa caminhada.
Cada semente minúscula que  plantamos hoje é o trigal produtivo que trará a ave poderosa do amanhã que nos traz esperanças de um novo  porvir. ...

trecho de um dos  editorais de As Acadêmicas , folha literária editada por Regina e Maria José Menezes , em  Vitória — ES . Saiba mais clicando POETAS CAPIXABAS

*

INCOERÊNCIA
Arethuza Viana

Fui sim,
o teu porto seguro,
quando tateavas
no escuro,
aqueci teu corpo frio
no inverno...

Esqueci
as minhas dores,
do mundo,
mostrei-te as cores,
fiz um céu
do teu inferno...

Nunca desejei
teu amor forçado,
com abnegação,
fiquei ao teu lado
com desvelo
te dei guarida...

Não contava
com tanta incoerência
e não sei como
não te dói a consciência,
pelo desgosto
que me consome a vida!

http://www.youtube.com/watch?v=Ebst0rY5ux0

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VELHOS AMIGOS
Touché

revivemos o passado
e entre risos paramos o tempo .
sobre o futuro : só
o que irá em nossas lápides

Guarulhos- SP
http://ekr2.blogspot.com
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IMPRENSA ALTERNATIVA

Conheça a revista alternativa O Patusco, AQUI

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