sábado, 24 de setembro de 2011

CORRESPONDÊNCIA


EU E MINHA INSÔNIA
insonia
Miguel Russowsky

Minha insônia não quis dormir comigo.
Queria conversar !... - disse-me ela.
( desde então, tornou-se tagarela ;
desde então, tornei-me seu amigo )

Hoje eu não julgo mais ser um castigo
ter esta insônia aqui,de sentinela,
falando a toa, dês que venham dela
as sugestões magnifícas que sigo

Não não sofro de insônia... gozo insônia
Levanto e estou de bom humor, mais cedo
e escrevo afoito, até sem parcimônia

Exercícios mentais, me dão saúde
e vou levando a vida, assim, sem medo
com a velhice em plena juventude

Joaçaba, SC -  jornal "A Voz da Poesia", orgão de divulgação do Movimento Poético Nacional.

DOAÇÕES PARA UMA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA -  O professor Francisco Assis Mattos criou, em Itarema, Ceará, a Biblioteca Comunitária João Rodrigues de Mattos, que sobrevive graças a doações de publicações em geral. Mais informações sobre a Biblioteca e sobre doações no email bibliocommatos@gmail.com ou bibliocommatos@yahoo.com.br


LEITURA SEGUNDO  TERESINKA - " A leitura para mim é uma exploração de minas de diamantes guardadas dentro de livros insuspeitos ou de sermões chantageados de fé. Busco na leitura a palavra clara e precisa que possa chegar ao meu entendimento sem adornos superficiais nem subterfúgios: a palavra real. Júlio Cortázar, o contraporte de Clarice Lispector na literatura hispano-americana, discípulo de Jorge Luís Borges, dizia que as palavras deviam ser escovadas e lustradas pelos escritores antes de serem usadas. E tinha razão. Reusar palavras contaminadas pela corrupção literária é um vício que deve ser eliminado da escritura, por mais "rasca y pinganilla" que queira ser .( Teresinka Pereira, na crônica "O Peso da Solidão" - Teresinka é Presidente da Associação Internacional de Escritores e Artistas, IWA - email : tpereira@buckeye-express.com )

INDEPENDÊNCIA  - Em uma crônica sobre o Sete de Setembro e citando o grito de independência, a escritora carioca Glenda Maier, diz: " Não é preciso dizer que este brado continua se fazendo necessário a cada vez que tomamos conhecimento de mais um ato de corrupção ou outra maracutaia. É necessário bradar outra vez diante do constante descaso e desfaçatez de nossos políticos ao lidar com o dinheiro público, ao prestar contas de suas falcatruas tentando convencer o povo de que estão cobertos de razão, e outros muitos crimes diariamente cometidos por esses malfadados seres, infelizmente eleitos por nós ! A vergonhosa situação no Senado Federal torna imperioso um novo bardo de "independência ou morte !". Glenda prossegue falando sobre a destruição do planeta, sobre o lixo reciclável : "este brado de "independência ou morte" diante do lixo que ameaça nossa própria existência deve ser dado por todos e cada um de nós"
( Glenda Maier, na crônica "Independência ou Morte", jornal Jacarepaguá em Destaque )

ARTEIRO - Gosto de pintar. E quando criança fui arteiro. Hoje em dia sofro de artrose que não é cognato nem cognarte. Cognarte não consta da família de qualquer aurélio. Já não cumpro o ritual de ajoelhar, porém não dispenso uma hóstia. Gosto de ouvir : astrolábio, caleidoscópio, obsconso, oblongo, engonço e Augusto dos Anjos ( Ivan de Paulo Jacinto, Florianópolis, SC - jornal literário Letras Santiaguenses, editado por Auri Antonio Sudati e Zé Lir Madalosso)

UM POEMA DE MARGARETE SCHIAVINATTO

ah_o_poeta

Não sou poeta
Sou
a eterna vontade
de ser

( "Confissão", de Margarete Schiavinatto, poema extraído da revista "A Cigarra" , nº 24 )
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textos extraídos de correspondências enviadas para a redação do fanzine Versos
Livres. O Versos Livres é editado em Guarulhos, SP . Textos,críticas e sugestões podem ser enviados para o email touche.sp@uol.com.br 

Um comentário:

  1. Hj venho pedir sua participação com o intuíto de incentivar as crianças num projeto de vôlei:
    http://voleiemrede.blogspot.com/...sua presença no blog é um ponto a mais neste set!
    Obrigada...Andreza

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