terça-feira, 27 de setembro de 2011

VERSOS 33 - PARTE UM


No post de hoje, alguns poemas publicados na edição nº 33, do fanzine Versos Livres, editado em Guarulhos, SP. E ainda poemas de Alaorpoeta e um pequeno poema meu.

segredo_img
OS SEGREDOS 
António Soares

Segredos não têm casa prá morar
mas a tê-la
segredos já não são
Segredos e conquistas
Nem ao pó dos sepulcros sejam dados
Teu segredo te diz
o quanto vales

in : Sorriso Matinal
Porto Alegre - RS -

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SUBURBANO
Eliana Wissmann Alyanak

Dias e noites
passam a galope
eu caminho

in Revista Literária, Oficina Editores
RJ - RJ

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REALIDADE FÉRREA
Raimundo D'Magalhães

Que tua estrela brilhe
Não somente no lábaro
Mas também no estribilho
De cada poro de teu filho...
Que teu tesouro efulvente,ouro...
Deságüe ingente
Nas artérias de um porvir
Desse hoje emergente
Pro-esperança
Dos nativos de ti...
Ó garrida Belém-do-Pará
Que não conjuguem crateras
Na tua carne férrea
E que a realidade térrea
Seja-te a locomotiva infinda do veio
Por teu reagir
Aos golpes que sangram
O ventre do teu seio.
Respira Amazônia...Grita!
Grita teus ais!
Mostra que o coro da parcimônia
Tu não queres mais!...
Respira Amazônia...Grita!
Grita teus ais!
E mostra que o coro Cabano
Não te orquestra
Só nos ancestrais!

Ananindeua - BE - PA

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selo

SELO
Jacy Gê de Almeida

O selo
desgarrou-se da carta que eu abria
assustando-me
Só quando ele interrompeu
o seu vôo
pousando no recôncavo
da minha mesa de trabalho
é que eu pude entender
o fenômeno :
trazia ele, em sua face,
a estampa de uma irrequieta
borboleta...

Ferraz de Vasconcelos, SP
poetajacy@emferraz.com

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QUADRA
Maria José Menezes

Por caminhos percorridos
fui sentindo as leis da vida
os meus versos tem sabor
de lembranças mui queridas

in Letras Taquarenses
Rio / RJ

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PASSAGEIROS EM TRÂNSITO
alaorpoeta

Partíamos a destinos disformes
sombras etéreas de fátuos momentos
olhos ausentes vagando uniformes
o silêncio aflito dos pensamentos.
Peles multicores feitas de roupas
secretas coxas estirpes gravatas
borboletas cobras veladas bocas
e o céu metálico nas mãos fumaça.
Fixávamos suaves miragens
no átimo da infância livres bagagens
o último adeus do sabor das almas
a fila móvel nos pontos amargos
quando corpos doentes dos encargos
acolhem outras formas bem mais calmas.

http://alaorpoeta.blogspot.com/

lapidee

LÁPIDE
Touché

Quero um verso de Larí Franceschetto :
"A arte é amanhecer-se enquanto o sol vai embora "
Viver eternamente nos poemas. 

http://www.poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net

Um comentário:

  1. Passando p aqui tambem e...ficando!!! Volto...posso???? Beijos e boa semana!!!!!!!

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