quinta-feira, 15 de setembro de 2011

VERSOS LIVRES 15 - PARTE TRES

No post de hoje, alguns poemas publicados na edição nº 15, do fanzine Versos Livres. Também poemas da mineira Eliane Alcântara e extraídas do livro  "Besouros Falantes", de P.J. Ribeiro.

VERSOS 15

BUSCA
Ney Rodrigues Azambuja

Inusitada busca de tua face oculta
esperança que arrefece
no desencanto do nada

poesia extraída do livro  Antologia Del`Secchi , coordenada pelo meu amigo Roberto Del'Secchi. Para participar de novas antologias, o endereço de contato é R. Profª Nina Berger Gonçalves, 180 - Bairro JK - Vassouras - RJ - Cep 27700.000. Ou acesse o blog da Editora : http://delsecchiantologia.blogspot.com/

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SEM TÍTULO
Tania Schwab

Ao acordar,
memorizo.  Sigo em frente
Ao anoitecer,
me encho de poesia,
inspiração e saudade.

Tânia é de  Ijuí - RS - 98700.000

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MOMENTO
DAS DECISÕES
Luiz Fernandes da Silva

a manhã abortou
em minhas mãos
o vazio de nossos gestos
na união
de nossos corpos adormecidos   
A infância de nosso querer
suado e aquecido por palavras
exercita-se na praia cansada

Nossos olhos frustrados   
nossas sombras
varrem espaços
e arrebentamos
todos os infinitos

Nossas mãos sentiram desejos
de matar nossos receios   
Na escuridão nossos segredos
foram ouvidos mais uma vez
      e fomos imunizados   
para gozarmos todos os medos

João Pessoa -PB - http://www.revista.agulha.nom.br/lferna01.html

tempoeliana 

TEMPO
Eliane Alcântara.

Vou abrir o tempo
Com a chave do sorriso
Para medir as chuvas
Através da intenção de fazer florir
Todos os anos que desbotarem
Com a ignorância dos homens.

E quando for outra vez
Talvez tempo de fechar a porta
Vou chorar para semear sorrisos
Onde só a alegria prevaleceu
Quando havia tanto para lamentar
E desacreditar.

Não importando o clima
Vou alçar vôo
E se me imaginarem louca
Vou voar mais um pouco
Até transformar a palavra em penugem
Para que a mesma ensine aos povos
O sentido de amar.

http://www.eliane_alcantara.blogger.com.br

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DESEJO
P.J. Ribeiro

Não me deseje mais do que sou
Se sou um cipestre, escolha-me como cipreste.
Não me veja como relva ou rio, esgoto
ou porco- espinho.
Se me deseja,deseje-me simplesmente.

do livro 'Besouros Falantes'. Confira outros poemas do livro e mais informações sobre o autor no meu outro blog, em http://poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net/arch2011-09-01_2011-09-30.html#2011_09-02_02_18_39-6846865-0

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