segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

MUNDO

viagem456

A chuva chegou à tarde, como tem acontecido.
A água cai em abundância, limpa, forte, tão necessária.
Parece mesmo enviada dos céus, pois a terra precisa.
As plantas agradecem. Algum trovão amealha esse momento e já é esperado.
Olho pela vidraça e noto que a lâmpada da casa de ginástica acendeu sozinha, porque escureceu.
Ficou bonita, a rua, ganhou ares de coisa civilizada. Tive saudades de outros tempos, quando caminhava pela cidade, a pé, para o trabalho ou o estudo noturno e me sentia parte das coisas do mundo. Pertencente. Tinha vinte anos e tudo era ainda promessa.
Agora, com o Planeta tão machucado, mal usado, a esperança tomou-se pequena, no enfrentamento de uma crise mundial.
Os seres inteligentes a criaram e agora não sabem corrigi-Ia, não sabem como sair dela. Assim seguimos, de fase em fase, nem sempre conseguindo o melhor para o bem comum de toda a humanidade.
Que Deus tenha compaixão do mundo criado por Ele.

Djanira Pio

Crônica publicada no fanzine Versos Livres, nº 33, extraída do livro "A Difícil Vida Inteligente", Scortecci Editora

"Djanira Pio ( Djanira Arruda Pio Soares), nasceu em Santa Rita do Passa Quatro, em 02 de Abril de 35, Estado de SãoPaulo. Trabalhou na Santa Casa de Misericórdia ate se formar professora  . Aposentada como professora de Português, na rede pública estadual. Mora na cidade de SP desde 1954, casada, tem 3 filhos. Sempre gostou de ler e logo começou a escrever, quando nem sabia que estava escrevendo. Escreve poesias, contos, minicontos, crônicas e romances.
Começou fazendo leituras de autores estrangeiros, porque os encontrava na Biblioteca da Escola. Começou e continuou a gostar muito dos autores mortos. "
  Saiba mais sobre a talentosa Djanira em 
http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com/2010/01/djanira-pio-entrevista.html

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