terça-feira, 15 de maio de 2012

EMAILS

No post de hoje,trago alguns poemas que me enviaram por email.
Teremos poemas de Teresinka Pereira,Adélia Einsfeldt ,Samuel da Costa e Rogério Salgado.  Peço paciência aos outros amigos que me escreveram .Futuramente estarão por aqui. Não custa repetir: estamos à disposição em touche.sp@uol.com.br 

CANÇÃO PARA APRESSAR O MÊS DE OUTUBRO
Teresinka Pereira
OUTONO romanello-diane-estrada-no-outono
Aqui as folhas amarelas
se escurecem abandonadas no quintal,
as arvores se desnudam
e os esquilos, as tartarugas,
os coelhos, os cervos, os gambas
que habitam o jardim
estao alvoroçados com a ameaça
de que a neve chegará
antes do Natal.
Eu me acomodo no cantinho
do meu quarto como uma pomba
que se esqueceu de voar
antes da tempestade
e a distancia da tarde.
Amanhã todo o sonho
voltará


line

PARTIR
Adélia Einsfeldt
despedida345 
Partir
não ter que voltar
ficar
descer quando
o trem parar
sem despedidas
nem cartas de adeus.
Como semente levada
pelo vento
florescer em qualquer
tempo
seja onde for
como flor
espalhada pelo caminho.
Gotas de lua na madrugada
e mais nada...

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JORNADA ESTÁTICA
Samuel da Costa
partir-pedro

A realidade relativa...
Já não sinto
Os meus pés no chão!

SOCORRO!

Sou eu gritando em meio
Ao  real e o irreal
Não sei onde estou!
Ou para aonde vou.

Já não sinto os meus
Pés tocarem o chão!
Fico por ai
Vagando no infinito
Em meio ao nada!
Nessa realidade
Que é só minha...

Fico vegetando
Em meio há horas desperdiçadas!
Desperdiçando aquilo que não tenho!

São dias...
São horas... acumuladas!
Desperdiçando a minha vida...
Acumulando aquilo que eu não preciso!
Desperdiçando a minha vida.

line

POEMA SEM METÁFORAS
Rogério Salgado
 
corpo labirinto zaparoli

 Um corpo inerte na calçada
vítima de bala perdida
ao redor da morte
pessoas desesperançadas
esperam um novo milagre
que lhes tragam algo novo

... e o poeta em sociedade
preocupa-se com o poema alheio...

a violência violenta as estruturas
humanas que habitam dentro
de cada um de nós
como se vivêssemos
num Vietnã metropolitano
em pleno século XXI

... e o poeta em sua toca
sonha com o seu próprio umbigo

pessoas dormem nas ruas
sem metas e sem destinos
suas camas são papelões
espalhados em desalinho
como animais quaisquer
num zoológico concreto

... e o poeta afinal
só quer ver
sua foto num jornal!

Para Maiakovski
(In “Poemas” – Belô Poético-2010)

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