segunda-feira, 23 de julho de 2012

ESPLENDOR

Esplendor de uma Deuza

Cor de melado
Essa prata
E esse gesto
Que traz o toque
Onde tudo principia,
Absinto indolente.

Canário fascina
Na imensidão,
Notas e cifras
Entoa
E as Virtudes
Ressonam ao lado.
Perpétuas perpetuam
Cântares e acalantos
E falam
De mágicas melodias.

Do âmago atemporal
Rilha arbitrário esse azul --
Halo difuso
Sobre a relegada carcaça.
Elaborando fragmentos
Descamados,
Válvulas do onisciente,
Como raiz bulbosa no campo celeste
E o verbo macio
Sobre o nanquim.

Para Valdemar Nadai (In Memoriam)

Adriana Manarelli

Adriana é da cidade de Araçatuba,SP.

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