terça-feira, 6 de novembro de 2012

Domingo

 solidão4 Nos domingos, ao anoitecer,
quanto todos já se foram
e a música baixa é trocada
pelo silêncio de um programa de tv

Nesses dias é que me sinto humana
porque descubro que preciso de colo
que desejo um beijo saboroso,
lento e leve, com gosto de amor...

Nos domingos à noite, eu choro,
pois quando as crianças já pararam o barulho
e todo o silêncio mora dentro de mim
é que minha alma grita, em desespero

Nesses dias eu sou pura inveja
desejo o namorado que não é meu
o marido que não terei, é seu
e todo o pudor do mundo, para amar

Então me entrego à gula: ao vício.
Bebo, fumo, cheiro, como chocolate branco
e vejo um filme romântico e retardado
e venho aqui escrever um poema

Domingo à noite, eu sou só e sozinha
como ninguém merece ser, nem eu
sou somente uma menina, uma criança
que lembra que cresceu rápido demais

Camilinha

http://camilapequena.blogspot.com.br
http://www.facebook.com/camilinhapequena

Um comentário:

  1. VEJA BEM
    *Robson Leal Pereira

    Enquanto tantos gastam desmedidamente
    Comprando coisas sem importância,
    Há quem não tenha onde morar
    E nem ao menos o que comer.

    Pessoas correm para baixo e para cima
    Orgulhosas de suas vidas vazias
    Querendo mais, sempre mais
    Dinheiro, poder, reconhecimento
    Vivendo num mundo de aparências.

    Tais pessoas vivem angustiadas
    E nem sabem o que é ter paz
    O que é amor, sentir alegria
    Não experimentaram ainda
    O doce sabor da felicidade.

    Há quem não tenha o que vestir
    Há quem não tenha onde morar
    E nem ao menos o que comer;
    Mas são felizes de alma
    Pois têm a maior riqueza que se pode ter:
    Jesus Cristo no coração.

    * Poeta, ator e dramaturgo machadense, autor dos livros:
    “No Espírito do Natal”, “Garimpeiro de Letras e Versos” e “Nas Asas da Esperança”.

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