terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O MOÇO NO BANCO AO LADO

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O moço no banco ao lado, tinha no braço tatuado, o nome de quem chamava “amor”. Perguntei se era esposa, namorada ou filha – respondeu que não, que era uma menina – com quem esteve uma só noite e nunca mais teve contato. Tinha vontade de revê-la, mas não sabia onde, nem como – então, para sempre, tatuou. Fiquei admirada e perguntei o que era assim tão forte, nesta única noite, que até a pele marcou. Disse que foi desde o primeiro desejo, o pedido de contato através do amigo, olhares cúmplices, discretos, primeiro beijo no carro, uma noite de sentido, e as mãos dadas no caminho de volta com uma promessa de “até breve”. Mas, então, o que deu errado? – indaguei. “Nada”. Tudo dera tão certo que se apavorou. Teve receio, se escondeu. Não sabia lidar com o que inesperadamente fazia sentido. Recuou sem contar à menina. Lamentava. Queria que ela soubesse que foi tudo muito bonito e sincero – mais do que imaginava. Agora, esperava qualquer sinal dela, uma chance, um outro momento – sem medo..

Porque até hoje ela era a única menina de quem havia gostado.

Srta K

roubado do blog Incompletudes -  http://incompletudes.wordpress.com/

2 comentários:

  1. "O Moço no Banco ao Lado" evidencia uma realidade: o medo paralisa e impede muitos de viverem relações intensas e densas.
    Touché, meu caro, vc será em breve destaque no cafofo.
    Beijos e boas festas, regadas a poesia.

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  2. lindo lindo, esta coisa do amor perene! lindo!

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