terça-feira, 28 de maio de 2013

MÃE

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Pela luz entre as névoas
pelas manhãs de domingo
pelo conselho certo
pela mesa posta
em noites de perder a hora.
Mãe,pelo perfume no abrigo
(casa,mundo,berço)
Pelo terço cedo
pela sede-sonho
pela fome morta.
Mãe,por abrir janelas
na sexta ou na segunda-feira
pelos dias de feira
ser verbo ser
pela vida inteira
Mãe,por ser água pura
transpondo pedra.
Por ter sido lua
(a mais bela)
nas veredas do ontem;
Por ter sido sol
(o mais forte)
nos invernos de menino
e de agora.
Mãe...perdoe-me:
Quase nada tenho
mas tenho amor,
dar-te-ei uma rosa
nem que seja alugada
de algum jardim do caminho

Larí Franceschetto

in: Versos Livres nº 34

Esse poema foi premiado no concurso promovido pela Casa do Poeta Rio Grandense - 2º lugar - 5º Concurso "Nelson Fachinelli", 2006.  Nesse poema, Larí homenageia sua mãe , Dona Assunta.

Saiba mais sobre o já saudoso poeta gaúcho em http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com.br/2011/01/lari-franceschetto-entrevista-n-293.html

ilustração: Mãe e filho, s/d
Arsen Kurbanov  (Makhachkala, Daghestan, Rússia, 1969)
óleo sobre tela

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