domingo, 26 de maio de 2013

TERCEIRA IDADE II

velhice

O texto publicado mês passado trouxe uma doce recompensa. Minha querida amiga, a poeta Else Oliveira, de 95 anos, enviou-me uma carta dando seus próprios conselhos. É verdade que alguns idosos não seguiram os conselhos dados por Else e se tornaram velhinhos rabugentos, com os quais não se pode conversar,mas, felizmente, não é assim com todos.

Ela inicia dizendo: " Nossos males são reflexo do viver. "  E entre outros conselhos, diz : "Perdoe sempre. O perdão não é para quem se dá - é para você mesmo. Sinta no seu espírito o ato de ter dado o perdão - Veja a descarga, o alívio que lhe faz tão bem!. Ouça com alegria esta frase:"Estou tão feliz, fui perdoado".

A carta de Else me fez pensar sobre a sabedoria que existe em ouvir o que os idosos têm a dizer. Poucas vezes nos damos ao trabalho de conversarmos com os mais velhos, é como se toda a experiência de vida deles ficasse sem serventia diante de nossa indiferença.  (trecho..)

Glenda Maier
Rio de Janeiro - RJ

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A Velhice é um Vento
Fernando Echevarría

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A velhice é um vento que nos toma
no seu halo feliz de ensombramento.
E em nós depõe do que se deu à obra
somente o modo de não sentir o tempo,
senão no ritmo interior de a sombra
passar à transparência do momento.
Mas um momento de que baniram horas
o hábito e o jeito de estar vendo
para muito mais longe. Para de onde a obra
surde. E a velhice nos ilumina o vento.

in "Figuras"
http://www.citador.pt

2 comentários:

  1. A JÓIA DO NILO

    Das águas surgiu um diamante.
    Tão belo, tão inestimável, tão brilhante
    Que até mesmo as estrelas
    Apagaram-se com o seu fulgor.

    Em seu âmago havia uma esmeralda,
    Em seu brilho, o enigma da esfinge.

    Sua luz intensa me transportou
    Para sonhos longínquos.
    Não me desesperei
    Pois seus olhos me guardavam,
    Seus braços me confortavam.

    O diamante se fez carne:
    A mais bela mulher jamais vista
    ... Cleópatra.

    Tão rara quanto
    A mais rara jóia.
    Tão misteriosa quanto
    O próprio Nilo.

    Do livro (O Anjo e a Tempestade) de Agamenon Troyan

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