sexta-feira, 29 de março de 2013

UM POEMA DE JOÃO BATISTA SERRA

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É tão fácil ser feliz !
Eis a principal medida .
Conforme a lógica diz :
- é ter gosto pela vida

in: Versos Livres nº 34

Sobre João Batista Serra ; Maria Thereza Cavalheiro,escreveu : “Filho de José Araújo Serra e de Cecília Batista Serra, JOÃO BATISTA SERRA nasceu em Fortaleza - CE, aos 28/07/33, mas também residiu em várias outras cidades, como Teresina, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Maringá. Trabalha com vendas e já viajou por todo o Brasil.

Trovador, cordelista e compositor, com incursões pelo conto, João Batista Serra faz trovas desde os 15 anos de idade, e vem de publicar seu primeiro livro,'Meu Álbum de Trovas’ com o incentivo de P. de Petrus, paulista residente no Rio.Traz capa de A. Filho, e saiu pela Ed. Opção 2.

João Batista Serra recebe correspondência na Caixa Postal nº 95, CEP 61600-000, Caucaia – CE, cidade onde reside atualmente.”

Eis como João Batista Serra define a quadra:

A trova, linda e singela,
é a excelência da poesia,
não consegue gostar dela
quem o bem não aprecia.

Saiba mais em  http://falandodetrova.com.br/patuscando

HABILIDOSOS CONTISTAS

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Minha inspiração poética
Fielmente me acompanha
E com enxame de abelhas
Nesse momento se assanha,
Pra falar de dois irmãos
Filhos da velha Alemanha

Trato aqui dos irmãos Grimm
Dois exímios professores,
Habilidosos contistas
De doces obras senhores,
Que são contos valiosos,
Por demais encantadores.

Eram Jacob e Wilheim
Os competentes irmãos.
Que sejam sempre editados
Os famosos cidadãos,
Que na vida literária
Foram qual bons artesãos.

Os bons contos grimmianos
Devemos ler e guardar
CINDERELA, RAPUNZEL,
O PEQUENO POLEGAR
E os outros que são muitos,
Que aqui não dar pra contar.

Destaque em Literatura
É gloriosa conquista.
Peço com meu sentimento
De poeta cordelista.
Que lembremos irmãos Grimm
Quando falar-se em contista.

Cícero Pedro de Assis
(Cordelista)

Publicado no Versos Livres nº 34

O autor
Cícero Pedro de Assis é pernambucano, nascido em Caruaru aos 18 de julho de 1954. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ocupa a cadeira de nº 30, cujo patrono é o grande poeta paraibano José Galdino da Silva Duda. Radicado na cidade de São Paulo desde 1970, é poeta atuante. Dr. Cilso, como costuma se apresentar, escreveu outras adaptações para o cordel como “As aventuras de Robinson Crusoé “e “Aventuras de Simbá, o marujo” (Editora Luzeiro).Endereço de correspondência: Caixa postal 52510- CEP - 08010-971, São Paulo –SP. Tels: (11)6585 1215; (11) 9703 8588. ( Saiba mais em
http://www.recantodasletras.com.br/cordel/220046)

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REI ARTUR E A TÁVOLA REDONDA
(versos iniciais)

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A paixão é sentimento
Que deixa o peito arrasado
Porque sem dó cega os homens,
Isso é fato consumado.
Há quem cometa loucura
Quando está apaixonado.

Cícero Pedro de Assis

quinta-feira, 14 de março de 2013

REVISTA POETIZANDO

Recebemos do amigo Walmor Colmenero, informações sobre a revista Poetizando,editada por ele e por Eunice Mendes :

"Caríssimos Amigos,
Comunicamos que a edição Outono/Inverno da revista Poetizando está pronta.
Caso houver interesse, favor entrar em contato.
Caso queira conhecer mais sobre a revista, acesse:
www.revistapoetizando.blogspot.com
Um grande abraço a todos,
Walmor.
Co-editor"

A Poetizando é editada por Walmor Colmenero e Eunice Mendes.É uma revista literária artesanal trimestral,saindo no início de cada estação do ano. Seu objetivo é divulgar autores novos e consagrados. Dividida em seções fixas, recebe colaborações do Brasil e exterior.

O seguinte poema de Walmor, consta na edição nº 47, da revista :

PRANTO PARA FEDERICO GARCÍA LORCA

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Vai, poeta andaluz,
estraçalha as muralhas da consciência humana.
Um poeta morre. O verso fica.
Fuente Vaqueros não é mais uma cidade.
É solidão. É eternidade
nos olhos de um menino
que corre nas campinas
com seus pés de vento
e colhe jasmins nos jardins do tempo.
Vai, poeta granadino,
que os querubins embalam o seu sono eterno dos mortais
e o seus olhos de rosa desfolhada no outono.
Quando os cavalos pretos trouxeram a morte,
encontraram você sonhando;
driblando as agruras da vida e a dor da despedida.
Os fuzis, Federico, não sangrarão mais a sua pele,
manchada de carinho, paz e solidão.
A palavra em você, é faca e rosa de sangue
manchando a arma da guerra civil!
Tem caráter sentimental.
Vai, poeta musical,
sobe ao firmamento e descreve a violeta no verso inacabado,
nas oliveiras e nos trigais celestes,
nos olhares dos anjos espaciais.
Viva a Espanha, meu General!
Meu General, viva a Espanha!
O poeta matou o homem com meias palavras
e foi para o além.
General que um dia foi poeta!
No céu, sagitários encantados com a sua voz,
derrubam, sem querer, poemas nas ruas da Espanha.

WALMOR DARIO SANTOS COLMENERO
São Vicente/SP
in: Um Poeta na Espanha

segunda-feira, 11 de março de 2013

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA - EMAILS

No post de hoje, mais poemas e informações enviados por email. Agradecemos o intercâmbio. Nosso contato  é touche.sp@uol.com.br, à disposição de todos para envio de textos,comentários e sugestões.
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DES ESPERAR
Goulart Gomes

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Inferno de Dante,
quando acaba a
esperança,
resta o instante

extraído do jornal Literarte-SP,editado por Arlindo Nóbrega
literarte_sp@ig.com.br

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VIDA
Eliana Wissmann Alyanak
vida

O que eu preciso da vida
é guarida para meus sonhos
teto para meu corpo apaixonado
aconchego para meu coração amante
dedicação a meu amado
cultivar nossas amizades
sustento para os dias bons e ruins
orientação e carinho para nossos descendentes
espaço para oração
respirar amor
espalhar paz por tudo e todos

elianawalyanak@gmail.com

Esse poema é uma resposta ao poema de Antonio Cabral Filho, já publicado nesse blog,em http://fanzineversoslivres.blogspot.com.br/2012/05/projeto.html
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20 ANOS DA ASES - Da ASES ; Associação dos Escritores de Bragança Paulista recebemos a notícia da comemoração dos 20 anos de trabalhos pela literatura no município.A ASES foi criada em 1992 com o objetivo de revelar e divulgar novos valores literários, resgatar a memória de bragantinos ligados à literatura e colocar-se a serviço da comunidade no setor educacional e cultural.

Além dos diversos eventos que promoveu,a Ases editou as seguintes antologias: em 1994 a Trajetória Literária de Bragança Paulista, livro composto de biografias de pessoas nascidas ou ligadas a Bragança Paulista, que se destacaram no cenário literário da cidade ou do país. Em 1998 lançou ASES em Prosa e Verso, com trabalhos literários premiados - contos, crônicas e poesias - de membros da Associação. Em 1999 editou a antologia ASES só em Versos e em 2001 ASES só em Prosa; Natal em Prosa e Verso em 2003. ( fonte: texto de Natália Pellicciaro e informações de  Asesbp.com.br ).Enviado por Candida Papini,candidapapini@yahoo.com.br;

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RAMON - De Jose Ramon Santana Vazquez,recebemos a indicação do seu blog:
http://auladepazcamindemieres.blogspot.com.br. José Ramon é Diretor da revista Camin de Mieres, de (Principado de Asturias),Espanha . Ramon é músico e escritor.

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JORNAL DA FEBAC - Do amigo Arlindo Nóbrega,recebemos,por PDF,o Jornal da Febac.O contato de Arlindo é literarte_sp@ig.com.br

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POEMA EM VÍDEO - De Adão Wons, editor do jornal Cotiporã Cultural,recebemos o link do seu poema em vídeo,disponível em http://www.youtube.com/watch?v=81QKpsI2-xw .

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OS RITOS DA PERVERSÃO - Recebemos de Paulo Azevedo Chaves, o seu conto O Anjo caído ,baseado num post do blog GRISALHOS, a respeito de um fato real ocorrido na cidade de São Paulo, há várias décadas e o link para seu livro Os Ritos da Perversão e Outros Poemas,em http://issuu.com/paulo_chaves/docs/os_ritos_da_perversao_e_outros_poemas.
O contato do Paulo é azevedo-chaves@uol.com.br
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SAMUEL - Samuel da Costa, escritor de Itajaí,Santa Catarina,nos enviou o seu conto "Quando tudo terminar" (samueldeitajai@yahoo.com.br )

domingo, 10 de março de 2013

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA - EMAILS

No post de hoje, poemas e informações enviados por email. Agradecemos o intercâmbio. Nosso contato  é touche.sp@uol.com.br, à disposição de todos para envio de textos,comentários e sugestões.

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CAMINHOS 
Adélia Einsfeldt

caminhomulher

Caminhos idos
         vindos
Estradas ralas
         valas
Trilhas ilhas
       incertas
Campos abertos
      desertos
Sementes soltas
      envoltas
nos grãos de terra
   entre as pedras
     germinam
e nascem as flores
  pelos caminhos...

adeliaeinsfeldt@yahoo.com.br

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A COR DO EXÍLIO
Zeh Gustavo

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O barco que aporta sem ancorar
os sentimentos que deporta constitui
uma vaga imensa a transnoitar o corpo
para o onde em que mora distante
quem lhe espera de retorno.

O copo que não ousa por ora transbordar
contém o fel que se resguarda, após
forçosa partida. Nada dessa água é líquida
o suficiente para diluir o sentido do laço
perfazido no idílio.

Quem chega só vem em parte.

Se é aceitável, na forma, tal aparte,
o teor desse aniquilamento consentido
funga o pó do sofrimento sem removê-lo;
as aparências desenganam, o sorriso é amarelo.

O sonho ainda falha. O pulso quase que cala.
O sono está carcomido. A poeira não baixa.
O solo cede ante as pisadas dos pés que teimam
em continuar na lida, embora sem estômago nem sede.
O olhar viaja.

Perto-dentro, quem age é a saudade
da terra perdida, quem fala é o suor que bafeja
no colo, a lambida de felicitude cuja completidão
se acha extraviada. Os órgãos viraram vigas em decepamento,
as vísceras expostas no mercado dos ossos de vidro
estão prestes a pôr tudo em desabar.

Marca a pele da memória um beijo proibido,
um amor secular que molha o passar dos dias
com seu ritmo lento de algoz cujo véu
arrancado revelou uma vítima terna e acuada,
bebê do tempo esquecido debaixo de um céu nublado.

Nessa página de exílio costurado tenso
se pode contudo ensejar o porvir, via projeto-curva
de ato corajoso que se tem a tomar, no logo prazo:
o voo derradeiro, a volta à vida tesa, novamente querida,
ao som de violões e sob a lógica de um desvario ameno,
um alheamento lúdico, o corpo em sexo de alquimia
com seu lugar-origem de carícias, sem mais dolo
nem abandono, nunca mais solidão.

Zeh Gustavo, heterônimo do escritor Gustavo Dumas, é poeta e compositor. Entre outros livros, publicou "Idade do Zero" (Escrituras, 2005) e "A Perspectiva do Quase" (Arte Paubrasil, 2008). Faz parte do coletivo de sambistas Terreiro de Breque, que se apresenta quinzenalmente no botequim Vaca Atolada, no Centro do Rio.  Contato: zehgustavo@yahoo.com.br.
Fonte: www.algoadizer.com.br, ed. 56, maio/2012.

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ONICOFAGIA
José Rosa

soldado-roendo-unha-p

Você demora a chegar
E eu a disfarçar calma,
Porém roendo as unhas devagar,
Agoniado revelo-me.
Seus olhos a me procurar
Encontram-me.
Sinto sua boca a me beijar
E seu beijo acalenta-me,
Dissipando qualquer vetígio
De espera e solidão.
Sempre estar com você me cura.

http://www.bizarrodeslumbre.blogspot.com.br

domingo, 3 de março de 2013

HAI CAI

girassol

Girassóis tristes,
quase
mortos de
saudade
Semana de chuva.

José N. Reis

R. Alexandre Giocondo Orsi, 390 - Campo Grande - MS - 79022-080
in: "Tudo é Poesia", editora : Marina de Fátima Dias

in: Versos Livres,nº 34

NÁUFRAGO

chuvad

Pela rua caminhava
indiferente,na madrugada
sem destino
na angústia da solidão
nem sentia
a chuva que caía
cabelos escorridos,
náufrago
à espera do acontecer
ao amanhecer

Adélia Einsfeldt

Rua Roque Calage, 190/211 -
Porto Alegre – RS - 91350.0920

in: Versos Livres,edição nº 34

Saiba mais em http://www.caestamosnos.org/autores/autores_a/Adelia_Einsfeldt.htm