terça-feira, 30 de abril de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

No post de hoje, poemas e textos extraídos da correspondência enviada para a redação do fanzine Versos Livres. Agradecemos o intercâmbio enriquecedor. Textos, críticas e sugestões podem ser enviadas para o email touche;sp@uol.com.br

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DESEJOS
Teresinka Pereira

180

Há um céu de silêncios
e um mar de mistérios
em teus olhos
Entretanto, a distância
levanta ardentes
desejos de posse
deixando intata
a doce pele de tua mão.

in: Aeromano 4,poesia e arte,publicação editada por Hélvio Lima, R. Felisberto Carrejo,204 - Fundinho,Uberlândia,MG -Cep 38400.204, hl.artes@yahoo.com.br

Saiba mais sobre  Teresinka em http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com.br/2009/12/teresinka-pereira-entrevista.html

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CONFISSÃO
Denis Koulentianos

L3

Amei-te
Não pelas promessas
que nunca fizestes
Nem pelos beijos
que guardas
nos impenetráveis lábios.
Amei-te
por esse sorriso
insuperável
que nada promete
mas que oferece o céu

Poema traduzido do grego por Terensinka Pereira,USA

in: "Cotiporã Cultural",nº 39,edição e produção:Adão Wons,Rua Marcílio Dias,253,Centro,Cotiporã,RS,Cep 95335-000.
http://www.adaowons.blogspot.com

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HAI CAI
Humberto Del Maestro

1

Paineira da praça
embelezando a paisagem
Mundo cor-de-rosa

in: "Literatura e Arte",ano XVII, nº 1664, Rua Aurora de Aguiar Ferreira,171/702, Ed San Juan, Jardim Camburi, Vitória,ES, cep 29.090-310

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Imagens :
T. Carmem -
http://www.artemaior.com.br/anuario/perfil.do?codigo=489
Lui Oliva - http://art3artes.blogspot.com.br/
http://ateliegbarbosa.com.br/galeria.php

Kerouac

peregrino

Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.  (Jack Kerouac)

sábado, 27 de abril de 2013

MOSAÍCO

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Cara pintada —
Escassez —
Plumagem de vísceras:
Insignificâncias
Devoram-me.
Lampejos
Chafurdam em meus rabiscos
Ladino plano de retratos.
Festa do tabernáculo,
Minha libertação.

Indolente, pronta para entorpecer,
Anestesiada
Acomodando a fumaça.
Aranha tecendo
Tesselas medulares,
Nó cego,
molas,
Engrenagens.

Vírus de folhas,
Atrito
De matizes
Luxúria, luxúria descambando
Detritos: conchas e vidros
O estranho-íntimo e seus relevos e contornos.

Adriana Manarelli

Outros poemas de Adriana Manarelli podem ser encontrados em http://jornaltelescopio.blogspot.com/

Confira uma entrevista que ela concedeu ao meu amigo Everi Carrara,escritor,músico  e advogado da cidade de Araçatuba/SP, em
http://jornaltelescopio.blogspot.com.br/2013/02/entrevista-com-adriana-manarelli.html  

sábado, 20 de abril de 2013

PERFIL - SILVA ALVARENGA

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Manoel Inácio da Silva Alvarenga (Ouro Preto,1749-Rio de
Janeiro,1814). Formado em Direito em Coimbra,ali publicou em 1774 o poema heróico-cômico "O Desertor das Letras", contra o escolasticismo a que dois anos antes a Reforma Pombalina pusera termo.

Glaura -Poemas eróticos (Lisboa,1799) sua obra principal,onde reuniu madrigais e rondós,mostra-o integrado na cultura enciclopédica do Século das Luzes,mas também atento à realidade brasileira.Árcade na forma (tinha o nome poético de Alcindo Palmireno),por sua comovida simplicidade e certos toques de indianismo - o beija-flor mistura-se com as ninfas e surgem driades entre cajueiros e mangabeiras que os zéfiros agitam - é um dos poetas da impropriamente chamada Pleiade Mineira,o que mais se aproxima da sensibilidade romântica . (in: Dicionário de Literatura,volume 1,direção de Jacinto de Prado Coelho, 1979, Figueirinhas, Porto)

Saiba mais em 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_In%C3% A1cio_da_Silva_Alvarenga

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O Beija-flor
Silva Alvarenga
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Deixo, ó Glaura, a triste lida
Submergida em doce calma;
E a minha alma ao bem se entrega,
Que lhe nega o teu rigor.

Neste bosque alegre e rindo
Sou amante afortunado,
E desejo ser mudado
No mais lindo beija-flor.

Todo o corpo num instante
Se atenua, exala e perde;
É já de oiro, prata e verde
A brilhante e nova cor.

Deixo, ó Glaura, a triste lida
Submergi da em doce calma;
E a minha alma ao bem se entrega,
Que lhe nega o teu rigor.

Vejo as penas e a figura,
Provo as asas, dando giros;
Acompanham-me os suspiros,
E a ternura do pastor.

E num vôo feliz ave
Chego intrépido até onde
Riso e pérolas esconde
O suave e puro amor.

Deixo, ó Glaura, a triste lida
Submergida em doce calma;
E a minha alma ao bem se entrega,
Que lhe nega a teu rigor.

Toco o néctar precioso,
Que a mortais não se permite;
É o insulto sem limite,
Mas ditoso o meu ardor;

Já me chamas atrevido,
Já me prendes no regaço;
Não me assusta o terno laço
É fingido o meu temor.

Deixo, ó Glaura, a triste lida
Submergida em doce calma;
E a minha alma ao bem se entrega,
Que lhe nega o teu rigor.

Se disfarças os meus erros,
E me soltas por piedade,
Não estimo a liberdade,
Busco os ferros por favor.

Não me julgues inocente,
Nem abrandes meu castigo,
Que sou bárbaro inimigo,
Insolente e roubador.

Deixo, ó Glaura, a triste lida
Submergida em doce calma;
E a minha alma ao bem se entrega,
Que lhe nega o teu rigor.

extraído do blog Poesia Diversa 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

DEBANDADA

RAPHAELLA SPENCE - Manhattan - Óleo sobre tela - 100,3 x 162,5 - 2012

O pequeno J. foi para o Caribe. Orlando e Daniel pegaram um barco para não se sabe prá onde e Jorge foi para São Paulo, num dia de chuva e beijos.
Sandra está em Nova York, onde se viciou em bebida e comprimidos : sente saudades da sua cidadezinha ao norte de Minas, onde a brisa aquecia a madrugada e a  felicidade simples desafiava a lógica social

Touché
Guarulhos/SP

ilustração: Raphaella Spence - Manhattan

segunda-feira, 15 de abril de 2013

não…

não precisa se levantar, não. você pode ouvir tudo isso aí mesmo, do sofá. e pode fechar também esse sorriso: eu não estou de volta. está ouvindo? eu dirigi até aqui, passei pelo seu porteiro curioso, subi por esse seu elevador cheirando a mofo para lhe dizer exatamente isso: que eu não estou de volta. que você pode ficar com tudo. com seus livros empilhados. com seus discos mal guardados. com suas plantas quase-mortas, por não serem mais regadas. você pode ficar com tudo. com esse seu vaso de flores amarelas de plástico, empoeiradas pelo que vem da janela entreaberta. pelo que vem com o cinza dessa cidade imunda. fique com tudo. com esse seu apartamento minúsculo. com essa caixa de fósforos do décimo-sexto andar. não quero nada. e só achei que deveria saber que você pode ficar com tudo. com os meus beijos e com os meus apertos, inclusive. com os meus carinhos feitos quando eu, tolo, acreditava que você era o que eu andava precisando. nada. não quero nada e só achei que você deveria saber que esta é a última vez que me viu por esse olho-mágico da porta, antes de me espiar por ele, de costas, indo embora, de uma vez por todas, por aquele corredor com marcas de mãos pretas pelas paredes. só achei que precisava lhe avisar que não quero mais nada. que você precisava saber que esta é a última vez que estou pisando nesse seu carpete desfiado. olhando para todo esse caos, que um dia chegamos a chamar de paraíso. não, não precisa se levantar, não. você pode ouvir tudo isso daí, com essa bunda grudada no sofá. eu só passei mesmo pra dizer que não quero nada de volta. nem aqueles beijos todos. eu poderia fazer com que cuspisse um por um, agora mesmo, de joelhos sobre o tapete. mas eles não vão me fazer falta e eu estou com um pouco de pressa. me desculpe, mas eu só passei por aqui realmente pra avisar: não, eu não estou de volta.

Eduardo Baszczyn
http://www.tumblr.com/tagged/eduardo%20baszczyn

quinta-feira, 11 de abril de 2013

IMPRENSA ALTERNATIVA

No post de hoje,poemas extraídos da publicação "Confraria da Amizade",editado por Paulo Pereira Mello.

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CHEGADA
Viviane A. Marconato

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Nos pés da primavera
escondem-se noites virgens
silenciosas e líricas.

Nos pés da primavera
escondem-se meninas
nuas e carentes
..mãos atrevidas
..a língua andarilha.

Nos pés da primavea
madrugadas enchem-se
de perfumes
anestesiam mentes
adormecem amores.

Nos pés da primavera
veja na janela
a saudade pura,
espalhando abraços
meus, para ti.

Santa Maria/RS

Integrante da CAPOSAM- Casa
do Poeta de Santa Maria e do Movimento
VIRARTE.

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BARCA PERDIDA
Binoca da Costa
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Como água serena
Em córrego manso
Esta vida é pequena
E a morte é o remanso

Quase toda a alegria
Chega bem de repente
E por ser fantasia
Ela foge da gente

Na estrada da vida
Buscando conforto
Como barca perdida
Encalhamos no porto

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ALEGRIAS DE MINHA VIDA
Jurema Pereira de Mello
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São os meus sobrinhos-netos
Que adoro e quero bem
Em breve chegará outro
Sobrinho-neto também
Mais um anjo em minha vida
Chega no ano que vem

Santa Maria/RS

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SEM TÍTULO
Ivone Vebber
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O silêncio é porta aberta
à brisa que nos embala,
ao eterno que nos alerta
sobre esse mundo sem fala

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A publicação traz fotos e poemas
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"Confraria da Amizade" é editado por Paulo Pereira Mello,Rua Oscar Henrique Zappe,212,Bairro Itararé,
Santa Maria,RS,Cep 97.045-350

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ilustrações:
http://peregrinacultural.wordpress.com/
http://betebrito.com/galeria/album/academico/image/238

domingo, 7 de abril de 2013

SOU MAIS DO QUE PASSIVA AMANHÃ

mulher (1)

Aceite a que eu ofereço,
é a que em mim mais o ama,
não tente alcançar a que não o quer,
a que exala volúpia e é passageira.

Das mulheres que habitam a que sou
evite a que os olhos não lhe dirigir
e nem tente a ela prender.

Meus vultos escorregam passos,
se você não os acompanha
não queira ficar e tudo modificar,
eu sou a sem lei, a parida ventania
nos dias de lamento das montanhas.

Acordo feras no soco ou no beijo
e exprimo meiguice na fala,
armadilha completa aos pés dos desavisados.

Não fique se a paixão for violenta
nem acomode se o amor for paciente, inove.

Mas se acaso descobrir os meus lados
e ainda assim for forte o bastante,
dome meus silêncios de raízes profundas
e toque sem medo o chão que piso.

Há dentro de mim o segredo para a vida,
vida presente para aquele que for sol e lua
nos carinhos sinceros ao escolhido.
Nada de mim é permanente,
eu sou a víbora de doce rastejar,
a criança desabrigada e carente,
a fêmea sem pudores, a santa de coisas válidas.

Não venha com falsas razões
ou engane minha confiança no que vejo,
eu perfuro caminhos por detrás da ânsia.

Nada valho e tudo é precioso
no que de mais puro digo e calo.
Cabe ao imperfeito sondar-me
descobrir meu avesso e habitar-me.

Aquele que vem fogo foge chuva,
aquele que vem utopia nem sequer permeia a Poesia.
Se o que quer é ser meu parceiro
aprenda o sigilo dos loucos
sem cair na masmorra do tédio,
vista camisa de força em minha pele
e trilhe o que existe por trás da coragem
do meu peito de florir espinho.

Eu tenho a oferecer o universo dos meus dias,
as trincheiras do âmago,
as muitas facetas dos meus delírios.
Não ouse chegar bombardeando minha carne
eu sou a própria guerra no amor
sem acenar bandeira de paz.

Aceite a que eu ofereço,
apenas não conforme em ter das tantas
furiosa besta enjaulada
ou mansa cadela em coleira.

Se o que quer é maior que a imposição,
desnuda minha boca, fira a minha fala
e eu rasgo essa que não o entende e elejo-o,
desbravador dos meus desertos,
único dono do meu coração e tesão.

Eliane Alcântara.
http://rabiscosecores.blogspot.com.br

http://youtu.be/3frVMme4EME

quarta-feira, 3 de abril de 2013

DEUS, VOCÊ ESTÁ AÍ?

DCF 1.0

Ele mora num pardieiro
na parte miserável da cidade.
Ele controla o silêncio
e a sombra que confronta
seus passos.
Os olhos infravermelhos
invadem de melancolia
a tudo o que observa.
É Jarecki, antes Davi,
depois de ser molestado pelo pai
ainda aos 15.
Nada pede.
Em nada crê.
Porque tudo
se tornou
tarde demais.

Tom

http://tomzine24.wordpress.com/identidade-solitaria-poemas-do-tom/

imagem: Duarte Vitória – Accomplice

O nosso amigo e colaborador Tom,da cidade mineira de Frei Gaspar, editava o ótimo Tom Zine,um dos melhores fanzines da imprensa independente,que agora está na internet em
http://tomzine24.wordpress.com.

terça-feira, 2 de abril de 2013

LIVROS RECEBIDOS

No post de hoje, poemas extraídos do livro "Engenho Urbano, Rio 41 Poetas",organizado por Mário Catunda e gentilmente enviado pela amiga Glenda Maier

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COPACABANA
Cairo de Assis Trindade

Praia de Copacabana no Rio de Janeiro, Brasil (Copacabana Beach at Rio de Janeiro, Brazil)

Depois que descobri Copacabana,
esqueci a sonhada ida à Grécia,
o por do sol do sul na primavera
e o meu encanto por viver cigano

Depois que conheci Copacabana,
desisti de morar em Bagdah,
em Paris ou qualquer outro lugar
mesmo que mais sagrado ou mais sacana.

Depois que mergulhei nas suas águas
e me afoguei em sua noite insana,
nunca mais eu fui o mesmo Cairo.

Se me perdi nesta babel humana,
quero morrer aqui,na minha praia,
e ir surfar no céu de Copacabana

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RECORTES
Delayne Brasil

copacabana

Rio,quem te viu primeiro ?
Terra à vista
E o índio em terra

Rio,quem te fez janeiro?
Rei,conquista ?
O ínicio da quimera

Rio,quem te ri por último?
Quem afana sem cessar
e assombra o escrúpulo?
Ou quem ama o mar
e o sabe múltiplo?

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COPACABANA DE MANHÃ
Elaine Pauvolid

264 - Rio de Janeiro - RJ - Copacabana - 20-11-09

Copacabana de manhã
lugar dos perdidos
cego e suas latas.Chocalhos
de mulheres e homens de olhares
cegos há muito de outros
olhos não risos.
Copacabana de manha,
o lugar dos que não têm paz.

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IMÓVEL
Flávia Savary

Calçadão-de-Copacabana1

Suspira,Rio,
um último suspiro,
antes que traga a alvorada,
no pontuar do bate-estaca,
dura geometria,
erguida em linha reta,
esquecida da renda
de tuas ondas,
dunas e serras

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MARGEM
Flávia Savary

praia-de-copacabana

Não recuso
o convite
de te habitar,
- em pensamento.
Sereia sem silvo,
cuido de não deixar
tuas águas avançarem,
além dos calcanhares

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Sobre o livro,diz Diego de Souza,na revista eletrônica "Pro Parnaíba" (http://www.proparnaiba.com):

"Os grandes poetas Astrid Cabral e Afonso Félix de Sousa (1925-2002) apresentam a antologia Engenho Urbano preparada pelo poeta e diplomata de carreira Márcio Catunda.

Engenho Urbano (2012) é uma coleção de poesia com 41 poetas que escrevem sobre o Rio de Janeiro, em suas imagens de vida.

O importante do livro Engenho Urbano é que edifica e demonstra a poesia de medalhões como Astrid Cabral, Gilberto Mendonça Teles, Marco Lucchesi, Olga Savary e Reynaldo Valinho Alvarez, assim como identifica a inteligência de Igor Fagundes, Cairo Trindade, Carmem Moreno, Tanussi Cardoso, Jorge Ventura e Marcus Vinicius Quiroga.

Márcio Catunda também prestigiou nomes da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro como Edir Meirelles, Juju Campbell, Elisa Flores, Messody Benoliel, Marcia Agrau, Mozart Carvalho e Suzana Vargas e do grupo carioca Poesia Simplesmente: Laura Esteves, Silvio Ribeiro de Castro, Delayne Brasil e Telma da Costa.

Adriano Espínola, Augusto Sérgio Bastos, Flávia Savary, Sérgio Gerônimo e Thereza Christina Rocque da Motta completam a riqueza de Engenho Urbano, pois são escritores comprometidos com a literatura e a essência do poético.

Outros poetas, ainda pouco divulgados fora do Rio, fecham a seleta de Márcio Catunda: Beatriz Chacon, Elaine Pauvolid, Érico Braga, Flávio Dórea, Glenda Maier, Ivan Wrigg, Luiz Fernando Prôa, Márcia Leite, Paula Wenke, Renato Resende, Ricardo Alfaya, Rosa Born e Rosane Carneiro.

Engenho Urbano (Oficina, 2012) é um distinto livro, com boa temática e bons poetas. A noite de lançamento ocorreu no fim de fevereiro do presente ano, na sede do PEN Clube do Brasil (RJ), contando com prefácio do intelectual Cláudio Aguiar, presidente da casa.

Para o deleite dos leitores, um poema de Carmem Moreno, que é a síntese de tudo o que embasa Engenho Urbano no pensamento de Márcio Catunda:

"Rio, que Cristo alarga teus braços em turismo sem pão?
Tour por teus atalhos, asfaltos, políticos – mãos ao alto, ladrão.
Que Cristo colore teus traços, benze teus dias, cruza teus dedos em oração?
Rio, que Cristo sobe teus morros, colhe teu lixo,
samba teus pés de barracos, ampara teus barrancos,
sutura teus abismos...
que Cristo fotografado afaga teu sorriso fraturado?
Rio, que Cristo afamado te estende a mão - do cartão postal dourado?"

Comentário de Diego Mendes Sousa
http://www.proparnaiba.com/artes/2012/03/21/engenho-urbano-do-poeta-e-diplomata-m-rcio-catunda.html

Saiba mais em http://www.flaviasavary.com/antologias-engenhourbano.php

http://carmenmorenoemprosaeverso.blogspot.com.br/2012/03/carmen-moreno-integra-antologia-engenho.html

http://www.oficinaeditores.com.br/servico_engenho_urbano.htm