sexta-feira, 16 de maio de 2014

Babilônia

GIANCARLONERY

O ventre estrebucha
Sob esse maior ponto de luz —
Clandestino, a revelia —
Conjunção de aflição e refúgio,
A 360 graus,
Agora intangível
Mas, por estranho que pareça:
Meu corpo,
Guinchando
O mimetismo dos líquens.

Língua rasteira
Pelo trajeto, ofegante
Invólucro
Teia efervescente
Pelas estufas íngremes
Nana a pele pálida
Quem disse
Que coração tem escrúpulo?

Almíscar
Gritando no centro,
Síntese faiscante,
Esporo de fascínio —
Pulsação rubra
Prestando reverência aos séculos.

Adriana Manarelli

Ilustração: fotos da instalação de Gustavo Nery

Outros poemas de Adriana Manarelli podem ser encontrados no blog do meu amigo Everi Carrara , escritor e advogado de Araçatuba/SP - http://jornaltelescopio.blogspot.com/

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