segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A ÚLTIMA ESTAÇÃO

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Na fila dos desamparados
todos têm cabeça branca
Os ombros são arqueados
Carregam o peso do tempo,
O rosto marcado pelos infortúnios
E os olhos tristes dos abandonados
Ficam ali, na fila, silenciados
Como cordeiros
Escolhidos e separados
para o sacríficio

Djanira Pio

Ilustração: Luis Royo

pm

".. silenciados , como cordeiros ...."

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

AUTORIAS FALSAS


Fábio Rocha
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Até as pixações de poemas pela cidade são falsas autorias… Essa eu descobri através de um amigo que fotografou esse trecho, num muro quase ao lado de onde moro, no Recreio (Rio de Janeiro). A partir daí, fomos pesquisar e confirmamos mais essa autoria trocada.

Não é de Pablo Neruda nem de Fernando Pessoa, como dito em vários sites. O “Pensador”, que tanto combatemos como propagador de autorias erradas, publicou o poema como se fosse de Neruda aqui.

A confusão já estava descoberta também nessa lista enorme de textos com autorias trocadas que acabei descobrindo.

Saiba mais em http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/

Por Fábio Rocha, para "A Magia da Poesia."
http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

SEM PÉ,NEM CABEÇA


"... as consciências se aniquilam...."

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acizentando o arco-íris
empoeirados afegãos
humilham e matam
americanos prepotentes

indianos rebeldes
com o cogumelo atômico
ameaçam paquistaneses
intransigentes

na indonésia autoritária
derramam sangue
os timorenses, pela liberdade

etnia contra etnia
dizimam-se africanos

palestinos e judeus
por causa de terra,
odeiam-se, lutam, morrem

o mal, a cada instante
enfrenta audaciosamente
o bem, em eterna disputa

as consciências se aniquilam...
contrárias aos mandos de Deus

Lóla Prata
(Bragança Paulista)

nota: poema para ser lido de cima para baixo
e de baixo para cima ..

cr-exibicao-verdade-benevolencia-tolerancia-inocencia

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Rima

"...nada rima nesse mundo..."

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Rondo pela noite
Imaginando mil coisas
Meditando sozinho
Até a madrugada

Isto tudo é tão contrário
Medo e coragem
Amor e ódio
Revolta e compreensão

Mas nada rima nesse mundo
Apenas eu e você restávamos
Resto do que o mundo já foi
Intensamente, imensamente, eternamente

Até mesmo nós sucumbimos
Reavaliamos nossa condição
Indiferentes, deixamos de rimar
Menos um casal no mundo

Agora ando sozinho
Meditando noite adentro
Imaginando e esquecendo mil e uma coisas
Rondando até a madrugada

Raimundo Correia    

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Parnasianismo ( final do século XIX e início do século XX )

O parnasianismo buscou os temas clássicos, valorizando o rigor formal e a poesia descritiva. Os autores parnasianos usavam uma linguagem rebuscada, vocabulário culto, temas mitológicos e descrições detalhadas. Diziam que faziam a arte pela arte. Graças a esta postura foram chamados de criadores de uma literatura alienada, pois não retratavam os problemas sociais que ocorriam naquela época. Os principais autores parnasianos são: Olavo Bilac, Raimundo Correa, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho.

MEMÓRIA DO FANZINE BRASILEIRO

Prezados Amigos!
Memória do Fanzine Brasileiro é um ótimo livro com depoimentos de vários editores de fanzines. A obra foi organizada pelo Mestre dos Fanzines, Edgard Guimarães. Mais informações por e-mail (edgard@ita.br).

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

tem dias que o poema...

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tem dias
que o poema
é um voo
que não leva
a lugar nenhum

© Ademir Antonio Bacca
Do livro: “Grito por dentro das palavras”

roubado do blog do amigo Ademir
http://ademirbacca.blogspot.com.br/

ilustração: Rodrigo Bivar