quarta-feira, 23 de abril de 2014

SABIÁ

DSC05433

No seu canto piedoso
Sabiá vive a implorar
o dia em que, glorioso,
a Paz veremos chegar

Henny Kropf
in : " Chuva Lírial de Trovas"

“Poetisa, trovadora, escritora e pesquisadora, Henny Kropf nasceu em Cantagalo, em 1922, e dedicou toda sua vida às letras. Pertence a 50 entidades culturais localizadas em diversos estados brasileiros e até em Londres, na Inglaterra.

Recebeu mais de 100 prêmios de participação em concursos literários. Publicou os livros de poesias Arco-Íris do Amor (1994) e Chuva Lirial de Trovas (1997). Tem trabalhos divulgados em 50 antologias e em cerca de 100 edições de jornais, revistas, boletins literários, programas de rádio e
artigos na internet, na maioria dos estados brasileiros.

É editora do Poenísia, um boletim literário sobre autores cantagalenses e trovadores brasileiros. Aos 90 anos, a simpática senhorinha mora em uma das casas mais antigas da cidade e faz parte da família Chevrand. “Meu bisavô, Luis Antonio Chevrand, foi um dos primeiros escravagistas do Brasil a
libertar os filhos dos seus escravos”, conta orgulhosa. 

Henny aprendeu a ler sozinha e começou a escrever poesias aos 17 anos. E continua escrevendo, além de ser colaboradora da biblioteca municipal e pesquisadora da história da cidade. Henny  também cultiva o hábito, já popular na cidade, de presentear  amigos e moradores cantagalenses com poesias e trovas escritas em bilhetinhos que ela mesma envelopa e entrega ao destinatário. Tem muitas trovas foram dedicadas a sua cidade natal e ao filho  ilustre de Cantagalo, Euclides da Cunha.”
( extraído de Mapa de Cultura RJ -
http://mapadecultura.rj.gov.br/cantagalo/henny-kropf/)

Ilustração : Di Magalhães
http://dimagalhaesstudiologspot.com.br/

sábado, 12 de abril de 2014

POUSOU UMA BORBOLETA...

Margaridas-com-Borboleta

Pousou uma borboleta
na minha cama vazia,
como uma flor violeta
sobre uma campa sombria

Humberto Del Maestro

Nascido em Vitória, Espírito Santo, no dia 27 de março de 1938, Humberto Del Maestro, poeta, teatrólogo, ator, bancário aposentado, intelectual, pensador, produtor cultural, cronista, ensaísta, contista, trovador, crítico literário, é autor de inúmeros livros, entre os quais, “Poesias modernas,” “O tesouro,” “O sonho dos séculos,” “Poesias,” “Contos  Impossíveis ...?” “Aloendros,” “Sonhos e Canções e Breves,” “Trovas, Haicais e outros poemas,” “Dísticos” e tantos outros já publicados, além de participar de algumas dezenas de antologias espalhadas pelo Brasil.

Membro da Academia Espírito-santense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, associado do Postal Clube, do Rio de Janeiro e colaborador efetivo da revista alternativa A FIGUEIRA, de Florianópolis – SC. É detentor de vários prêmios, entre outros, Melhor Poeta Nacional de 1997, Embaixador da Poesia do Brasil 2000. É verbete da ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho Botelho, ( fonte : http://www.oocities.org/humbertodelmaestro/)

O CANTO DA PASSARADA

Encontro a rua molhada,
mas um sol ao longe, vejo,
e o canto da passarada
traz as delícias de um beijo

Humberto Del Maestro

terça-feira, 1 de abril de 2014

ANIMAIS



Referências a animais aparecem já nas primeiras obras da literatura de informação sobre o Brasil, desde a Carta de Pero Vaz Caminha aos cronistas dos séculos XVI e XVII. 

A poesia não ficou isenta desse entusiasmo pelas grandezas da terra. Para objetivar seus ensinamentos, o Padre Anchieta comparava virtudes e defeitos humanos ao comportamento dos animais, o mesmo fazendo Gregório de Matos, com relação aos vícios da sociedade baiana.

É porém,no século XIX que se vai encontrar o primeiro grande animalista da literatura brasileira: José de Alencar. Em "O Guarani" e "Iracema", a paisagem se aviva de animais de toda a espécie.Em "Iracema", Japiri,o cão e a Arara que acompanham a jovem índia participam ativamente da história.

Nos seus romances regionalistas,os animais ganham especial relevo,como em O Gaúcho e O Sertanejo. 

Os poetas românticos identificam seus estados sentimentais com alguns pássaros.O canto do sabiá lembra a terra distante e saudosa de Gonçalves Dias,enquanto a juriti é um símbolo da doçura amorosa,na poesia de Casimiro de Abreu,Fagundes Varela ou Castro Alves.

Rolando Morel Pinto
in: Os Animais na Literatura Brasileira,Dicionário de Literatura,1º volume,3ª edição,1979,Figueirinhas,Porto.