sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

INTERCÂMBIO

No post de hoje, textos extraídos da correspondência enviada para o Versos Livres. Nosso contato é touche.sp@uol.com.br.










SONHOS
Jessé Nascimento
Com meus sonhos mais singelos
Embalados na esperança,
Venho erguendo meus castelos
Desde os tempos de criança
Extraído do JORNAL "A VOZ" , de Teijipó,Recife,PE, do amigo Genildo F. da Silva e Fátima Costa,Av Dr. José Rufino,3625,Cep 54930-000,jornal_avoz1@ig.com.br.
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QUADRA
Humberto Del Maestro

Quantas vezes, isolados,
meus pensamentos estão,
como cirros delicados
a dez mil metros do chão 

Do fanzine "COTIPORÃ CULTURAL" - Fanzine que tem por objetivo o incentivo à cultura e intercâmbio cultural sem fins lucrativos. Editado e produzido por Adão Wons,Rua Marcílio Dias, 253 - térreo,Centro,Cep 95335-000 - Cotiporã,RS
email:adaow@ibest.com.br.Edição eletrônica: EmCena:www.adaowons.blogspot.com .
-
TROVA
Ney Lemos

Tenho no meu caminhar
o sertão onde nasci
E no meu jeito de olhar
A tristeza do partir

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SAUDADE
Luiz Canuto

Saudade- sombra fagueira
De tempos que se passaram
São a lembrança primeira
Dos que em verdade se amaram

Ambos da cidade de Fortaleza-CE. Extraídos do "BINÓCULO", Caderno de leitura fundado em janeiro de 1999.Correspondência: Dias da silva, R.Carlos Vasconcelos,3100/602 - cep.60115.044 - Joaquim Távora
Fortaleza- Ceará - ivonildodias@secrel.com.br. e Batista Lima- Rua José Alves Cavalcante,1163.cep 60822-570,Cidade dos Funcionários,Fortaleza,Ceará- jbatista@unifor.Sempre um intercâmbio enriquecedor.

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DOS DIAS DE ANTIGAMENTE
Waldir Rodrigues

Dos dias de antigamente
apenas um não se foi:
o que me gravou na mente
meu lindo carro de boi
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COR AZUL NO TEU OLHAR
Maria Florinda Moreira

Cor azul no teu olhar
volta-me assaz a lembrança
Fazendo-me recordar
primeiro amor de criança

Da folha cultural - MEYA PALAVRA
Coordenação: Deusdedit Rocha.Rua João Cordeiro,1991,apto 101-D,Cep:60.110-301,Fortaleza,CE.Filiado à FEBAC
.

Ilustração: Tomas Pollock


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

LOUCURAS DE UMA SAUDADE

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Sinto-me louca,
Beijando beijos já beijados
Lembrando abraços,
Já abraçados.
Vejo-me estúpida
A formatar a boca
Pronta para o beijo,
E os braços,
A abraçar o próprio peito,
Enroscam-se, 
sem nada apertar.
E na escuridão da noite
Perco-me em gestos silentes,
Mergulhada em saudade.
De um lado,
mora um corpo inerte,
Do outro,
mora tua ausência.

Valentina Fraga

http://valentinafraga.blogspot.com.br/
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=VALENTINA

Ilustração : Lúcia M. Russo
http://luciamrusso.blogspot.com.br/

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

CENÁRIOS

by Willem Haenraets

"...Aos poucos, todos os cenários se fecham...
Paisagens desmaiam
seus últimos tons alaranjados e o sol morre
num suspiro de acordar a Lua...
Pequenas e breves ventanias abraçam as horas
que se esvaem desertas...
A noite toma silenciosamente o seu lugar
e os sonhos dentro dela acontecem..."

Sonia Pallone
http://solidaodealma2.blogspot.com.br/

PÁGINAS NO FACEBOOK

https://www.facebook.com/encantodaspalavras
https://www.facebook.com/pedacinhoscoloridos
https://www.facebook.com/MusicaNaoTemEpoca

terça-feira, 6 de outubro de 2015

CANTATA PARA A ROSA HÍBRIDA

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Eis a fêmea langorosa
que semeia o suspiro serpente voluptosa
dos tempos do paraíso
Ah,é como mirar estrelas,
mergulhar nos teus olhos astrais
uma sucessão de desmaios,
auroras boreais em maios
Setembros primaveris...

Um arsenal de gestos
emolientes e graciosos
feito uma rosa à brisa
balouçando-se tão devagar !...
Como envolvida por um acalanto
das tardes invernais...

Esses olhares que nos deita:
confusão dos elementos:
caos ecoando pelo espaço
e impludindo o teu foco
nesses tais encantamentos.

Oh,tigresa volátil !
Com tuas garras guardas em sigilo
o aconchego ofito com que sonham os anjos
do teu vale meredith

Adriana Manarelli

" Adriana Manarelli é uma escritora de incomum interiorização em suas imagens poéticas; ela consegue imprimir aos seus poemas um aprofundamento intenso aos conteúdos que expõe. Por exemplo, no poema "Amanda", dedicado a sua filha e publicado em Experimentânea 2 , ela mergulha em sua relação mãe-filha: "Sou o teu /Capulho (= invólucro de flor) / E meu ventre / É um embrulho .". ( Célio Pinheiro ,in "Por Trás das Letras"- http://www.portrasdasletras.com.br"

Saiba mais em http://jornaltelescopio.blogspot.com.br/2013/02/entrevista-com-adriana-manarelli.html

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

POETAS DO BRASIL

CAUCAIA – CE

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QUADRA
João Batista Serra

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Evita até desavença
e o que é bom sempre acontece
Quando a cabecinha pensa
e o coração obedece

Ilustração: Niely

João Batista Serra nasceu em Fortaleza - CE, em 28 de julho de 1933, é filho de José Araújo Serra e Cecília Batista Serra. Já residiu em quase todo o Brasil, principalmente Rio de Janeiro, Teresina, Recife, Salvador, São Paulo, Maringá, mais devido ao seu trabalho de representante comercial, do que propriamente por opção, sem no entanto deixar de tirar proveito de suas temporadas em cada lugar, como aconteceu no Rio, onde foi fazer teste de cantor na Rádio Mauá.

João Batista é trovador, haicaista, cronista, contista, compositor, humorista e cordelista, tendo iniciado sua atividade literária em torno dos quinze anos de idade, mas só recentemente conseguiu publicar-se em livro, e, mesmo assim, através da ajuda de amigos como P. de Petrus, um paulista radicado no Rio de Janeiro, que assim se expressa sobre o livro do escritor cearense :

“João Batista Serra começou a aparecer no cenário trovadoresco, com destaque, por seu esforço próprio e sua inteligência viva e abençoada por Deus. Sente-se feliz por crer nas coisas espirituais, onde, fundamentalmente, estão todas as realizações e frutos da existência. Agora, o trovador está lançando o seu primeiro livro de trovas, ‘Meu Álbum de Trovas’, para os amantes do Belo, aos que têm alma para sentir a Poesia, em particular a Trova, um relicário trovadoresco, que, certamente proporcionará aos leitores os mesmos momentos de indizível encantamento que alegrou a este prefaciador e amigo que tanto o estima e aplaude"'

Até onde se sabe, João Batista Serra sagrou-se vitorioso em 34 certames literários, é membro da União Brasileira de Trovadores e edita O PATUSCO,  cujo o primeiro número circulou em dezembro de 1998. Seu livro "Meu Álbum de Trovas" veio a lume pela Editora Opção 2, com capa e produção de Artur Filho, editor de Porto Alegre-RS. Contato: Caixa Postal 95 , Cep 61.600-970 , Caucaia - CE (Informações extraídas do blog do amigo Cabral . Letras Taquarenses. Saiba mais em http://letrastaquarenses.blogspot.com.br/p/joao-batista-serra.html)

sábado, 5 de setembro de 2015

MEMÓRIAS DE MARÇO

 

LUIZPINTO

Tempo é de colheita
Sei na pele a herança
De bocas amordaçadas
De quintais proibidos
De flores enterradas
De filhos sumidos
Misturados aos denso
-escuro- sangue
Das feridas,ainda abertas
Nos subterrâneos da mãe amada

Tempo é de amar
Desesperadamente,a busca
da palavra mais perfeita
Onde a alma se salve
E as cinzas dos dias
Na inatingível beleza, se dilua

Tempo é de expressar o inexpressável
Lá vou eu, março
Das casas brancas sob sombras
Dos bois ruminando no campo
De alguém visitando lembranças

Lá vou eu, março
Que é só da fonte
que tu precisas
E,duras pouco,
Só o tempo breve
de recolher escombros,
alimentar moinhos

Larí Franceschetto
(jornal A Voz, nº 129)

Ilustração: Luiz Pinto

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Seus Beijos

silviozatti

Os beijos dele levaram-na perigosamente prá perto de ferrões, presas e espinhos . Apesar de algumas horríveis histórias de envenenamentos, ela acumula , às vezes ,momentos de paixão e poderes mágicos que nem imaginava possuir.

Touché
Guarulhos/SP 


Ilustração: Sílvio Zatti

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

IMPRENSA ALTERNATIVA

COTIPORÃ CULTURAL

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No post de hoje, poemas extraídos do fanzine "Cotiporã Cultural", editado por  Adão Wons, na cidade de Cotiporã, RS.

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DIA DO AMOR E DA AMIZADE
Teresinka Pereira

Em mim ficou a pressa
no coração batendo
uma paixão profunda.

Mas a poesia vive
neste labirinto
de deliciosas palavras
e chocolates coloridos.

É sempre fácil dizer :
Eu te amo

tpereira@buckeye-express.com

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AMOR
Lóla Prata

Em atmosfera perfumada
por flor rara
criada em vaso vermelho- púrpura
sob o tampo cristal
perigosamente frágil

in: "Alabastro"
lola@pratagarcia.com

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ANO NOVO
Renata Paccola

No ano que vem, diz o povo
tudo vai ser diferente !
Sem perceber que o Ano Novo
começa dentro da gente...

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MARES E MARESIAS II
Adão Wons

Ondas contínuas
num mar imenso
Tão intenso e profundo
policiando luares
numa noite atrevida
abastecida de janeiros avulsos
de maresias soltas e revoltas
banhando-se luares em mares
de noites quentes
e brisas mornas no rosto
Tão bravios estes mares
que os cais me esperam
em um porto seguro

adaow@ibest.com.br

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O fanzine "Cotiporã Cultural" é filiado à FEBAC -Federação Brasileira de Alternativos Culturais - São Paulo . Apoio Cultural :Prefeitura Municipal de Cotiporã, Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, www.cotipora.rs.gov.br

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Poesia,informações culturais, sugestões de livros, crônicas .

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Edição e produção: Adão Wons, Rua Marcílio Dias, 253, térreo, Centro - Cep 95335.000,Cotiporã, RS -adaow@ibest.com.br .

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Edição eletrônica: Blog Em Cena - www.adaowons.blogspot.com.br

domingo, 5 de julho de 2015

SHEITAN



Dizem,que há
um momento mágico
em que a infância se rompe.

Dizem também
que há outro súbito
em que a juventude se desfaz.

Então surge a velhice:
verborrágica
espalhafatosa
E daninha.

devorando órgãos,
células e tecidos.

É quando Deus,
cansado de seu brinquedo,
se prepara,
para trocá-lo por
outro.

Tom

in: "Tom Zine - parte 1 # Anjos que Voam", 
ano 13, 2007

Saiba mais sobre o grande Tom em http://letrastaquarenses.blogspot.com/2014/04/tom-tomzine-de-frei-gaspar-para-os.html , no blog do meu amigo Antonio Cabral.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

TREINO


Treino o tempo de sorrir
Para espantar
O tempo de lágrimas.


Eliane Alcântara.
http://www.eliane_alcantara.blogger.com.br

Ilustração: "Perfil de Mulher" - Eduardo Cambuí Júnior

sábado, 6 de junho de 2015

LIVROS RECEBIDOS - FÁTIMA SEGATTO

No post de hoje, poemas extraídos do livro " Conquistando Mais Amizades Do Que Solidão IV ", coletânea organizada por Fátima Segatto,com capa de Maria Jaepelt.


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AMOR II
Zedânove Tavares Sucupira

Este amor que me alimenta,
me toca e fere e que me intenta
ficar em mim para sempre
e em ti também fazer parte
esse amor que me sustenta
é meu engenho e minha arte...

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DESCOBERTA
Fátima Segatto

Descobri a pureza de suas intenções
o disfarce do seu sorriso
a cumplicidade do seu olhar
a vida de suas palavras.

A mensagem do seu silêncio.
O carinho de seus gestos,
a entrega total.

e assim aprendi
A te amar !!!

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VIAGEM
Alberto Pessoa

É longa a viagem
Porém, é curto o caminho
A solidão me fará companhia
As lembranças irão amenizar a esperança

O amor já tolhido pela inocência
Não clamará por compreensão,
por perdão.

E o ser superior
será o único companheiro.

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IGUAL A ZERO
João Weber Griebeler

Horas desinspiradas
despertam lembranças.

Tua biografia rabiscada,
uma tarde de sol
outra de frio intenso

No meio, anos perdidos

Os números justificam
a soma dos amores
que deixamos de viver

Mas, dói tanto
não ter você, aqui..

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O livro " Conqusitando Mais Amizades Do Que Solidão IV", é uma coletânea organizada por Fátima Segatto, Santa Maria, RS, 2000.
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Capa: Maria Jaepelt, Timbó/SC
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O livro é dedicado aos filhos de Fátima Segatto: Marco e Samara
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Agradecimentos à José Antonio S. Medeiros e Laureni dos Santos Rosauro
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Apresentação : Fátima Segatto
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Participantes: Fátima Segatto, Angelo Augusto Ferreira, Alberto Pessoa, Angelo Augusto Ferreira, Carlos Alberto de Lopes, Paulo dos Passos, Carlos Cerqueira, Felisbelo da Silva, João Weber Griebeler, Assis Andrade, Maria Aparecida Reis Araújo,Milton Dias Fernandes,Fabrício Riccardi Lameira, Zedânove Tavares Sucupira,Maria Nilda de Assis Souza, Braz Aparecido de Lima, Joaquim Moncks, Ana Melissa Cassiano de Freitas, Marcio Sérgio Cassiano de Freitas, Miguel J. Malty, Vera de Barcellos, Osael de Carvalho.
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Pedidos e informações: Fátima Segatto - Rua General Neto, 580 - Centro, Santa Maria/RS -Cep 97050.240 , fone: 0xx 55 225 22 90 , kocasegatto@bol.com.br 



sábado, 23 de maio de 2015

É NA BAHIA QUE SE INICIA A CULTURA BRASILEIRA



É na Bahia, e sob o signo do Barroco, que se inicia a história da cultura brasileira,com o Colégio de Artes,no século XVI.  Circunstâncias favoráveis permitiriam o crescimento duma grande capital e criaram o clima para o florescimento duma cultura humanística, cuja contribuição à evolução do pensamento brasileiro é de inestimável valor.

O que se deve assinalar entre as características marcantes dessa cultura é a participação do povo, sobretudo no domínio das artes: ao lado da literatura e das artes eruditas, criou-se uma rica arte popular, através dos poetas e cantadores de feira, improvisadores e repentistas, santeiros, ceramistas pintores, talhadores, gravadores, etc... 

O primeiro sintoma desse processo cultural é a chamada escola baiana do século XVII, grupo de intelectuais que constitui a primeira manifestação cultural feita por brasileiros,ou estrangeiros educados no Brasil. 

Vieram depois as academias ( "Esquecidos", 1724,"Renascidos",1759), os teatros,as bibliotecas e gabinetes de leitura e de tudo isso resultou o aparecimento de poetas,oradores,historiadores,gramáticos e professores,dos mais ilustres em suas épocas( Gregório de Matos, Frei Vicente do Salvador, Padre Antonio Vieira, Castro Alves, Carneiro Ribeiro, Rui Barbosa, entre outros) 

( fonte: Dicionário de Literatura,direção de Jacinto do Prado Coelho ( da Academia das Ciências e da Faculdade de Letras de Lisboa), 3ª edição, 1979, Figueirinhas/Porto ) 

Ilustração: Carybé :...

domingo, 10 de maio de 2015

LIMITES















Ultrapasso limites nos poemas
que invento. Ignoro
meridianos e paralelos. Busco
em ilhas de memórias um sol
que nunca se põe

Touché

Touché é o editor deste blog. Também sou editor do fanzine Versos Livres,Guarulhos/SP.
Ilustração : Margritte, René. A saudade da Terra,1940. Le mal Du pays.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

VERSOS LIVRES, Edição nº 01
















A primeira edição da publicação Versos Livres, trazia, entre outros, poemas dos guarulhenses Hilton, Castello Hanssen, José Manuel Viveiros, Ibrahim Khouri , além de um poema meu e letras de música. 

O poema "Progresso", do livro "Eu Só,Você Sò" , Editora: Parma, consta dessa edição. 

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PROGRESSO
Ibrahim Khouri











Isto se chama progresso ?
Concreto pelo caminho,
Todos seguem sozinhos
num viajar sem regresso;

Progresso nas águas dos rios
Junto a ganância dos homens
E os pobres de bolsos vazios ?
Não podem amenizar sua fome ?

Progresso num sinal de fumaça
É a guerra das chaminés
O ser humano é caça
Senão, afinal, o que é ?

Isto se chama progresso ?
há algo tão desumano ?
Na revista veio impresso :
o Computador é o Homem...
do Ano .. 

Guarulhos, SP 

Ilustração:Cássio Leitão Camarero e Roberto Ploeg 

Download da edição um do fanzine em 
http://minhateca.com.br/touche.sp/Documentos/FANZINE+VERSOS+LIVRES/versos+livres+um,261700185.pub

domingo, 26 de abril de 2015

Eu não duvido do poder da música













“Eu não duvido do poder da música. Em um dia preto e branco ela me colore. Em um momento de tristeza ela traz de volta um meio sorriso. Em uma situação delicada ela me socorre.”  Clarissa Corrêa.  

Ilustração: Don Pulver 

sábado, 18 de abril de 2015

À FLOR DA PELE

















Às vezes, não há tempo de pensar nas consequências.
Não sou uma mulher sem emoções.
Quando desejo você,com intensidade, beijo com carinho, sufoco, com jeitinho, não dá nem prá sussurrar.
E quando você me endereça aquele olhar apaixonado;
é respirar fundo..... e deixar rolar !

Cecília Fidellí 
do livro "Ponto de Vista", edição independente

Saiba mais sobre a saudosa C.F. em http://fetozine.blogspot.com/2011/07/cecilia-fidelli.html

quarta-feira, 15 de abril de 2015

FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO


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site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO
Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro
(Prêmio Francisco Igreja)

A APPERJ - Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro convida todos os poetas a participarem do FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO - PRÊMIO FRANCISCO IGREJA.

Em 2015 - ocorrendo o VIII FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO

O tema do concurso é livre, sendo aceitos todos os estilos poéticos. Poderão participar poetas residentes ou não no país, de qualquer nacionalidade, exceto os diretores da APPERJ. Cada concorrente poderá enviar até três poemas inéditos, em língua portuguesa, digitados, de no máximo 30 linhas (espaços inclusive), em 3 (três) vias de cada, acompanhados da taxa de inscrição: 10 reais por poema (cópia do depósito feito em nome de APPERJ, Banco Itaú, ag. 9291, cc 15466-5, até o dia 31 de julho de 2015, para: VIII Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro - Prêmio Francisco Igreja; Rua Oscarito, 61, CEP: 22743-730, Freguesia/Jacarepaguá, Rio de Janeiro/RJ, valendo como data de entrega o carimbo do correio.

O trabalho deverá ser apresentado com pseudônimo e os dados do autor deverão ser enviados em envelope lacrado, digitado (não serão aceitos poemas manuscritos), constando de: nome completo do autor; nome literário; pseudônimo; título da obra; endereço completo - CEP inclusive; telefone para contato - indicar DDD; e-mail. O envelope lacrado com os dados do autor deve ser enviado dentro do envelope maior contendo o(s) poema(s) para o concurso. Colocar como remetente, o nome Francisco Igreja e o mesmo endereço do destinatário. A identificação indevida do poeta, assim como o não atendimento a qualquer item do regulamento, acarretará na desclassificação do mesmo.

Os poemas serão julgados por literatos reconhecidos da comunidade poética brasileira, cuja decisão será irrevogável. Serão considerados na decisão: a correção da linguagem, a beleza das imagens poéticas e a originalidade com que o tema for tratado.

Premiação:
Categoria Única - serão selecionados os 20 melhores textos, cujos autores receberão certificado de Menção Honrosa e prêmios no valor de mil reais, assim distribuídos: 1° lugar: R$400,00; 2° lugar: R$300,00; 3° lugar: R$200,00 e melhor intérprete: R$100,00.
O poeta 1° lugar em texto receberá o Prêmio Francisco Igreja, que constará de: além do prêmio em dinheiro; publicação sem ônus na coletânea PERFIL e medalha Francisco Igreja.
Ao apperjiano mais bem classificado dentre todos os concorrentes selecionados ou não (e em dia com a Tesouraria da associação), será oferecido certificado, o Troféu Francisco Igreja e medalha Francisco Igreja, sendo seu poema publicado graciosamente – sem ônus, na Coletânea PERFIL.
Haverá, ainda, prêmio especial comemorando os 450 anos de Rio de Janeiro, para os poetas que enviarem poemas com tema sobre a cidade do Rio de Janeiro, selecionados ou não, E QUE ESPECIFICAREM NA INSCRIÇÃO tal intenção. O prêmio constará de: certificado de melhor texto sobre o Rio de Janeiro; medalha Francisco Igreja 450 anos de Rio de Janeiro; poema publicado no site da APPERJ.

A seleção dos poemas será feita por associados, especialmente, convidados para este mister. A classificação dos poemas selecionados será feita por júri presente ao evento que, também, considerará a oralidade na seleção do melhor intérprete (tempo máximo de apresentação de 10 minutos, a ultrapassagem do tempo estimado acarretará em desclassificação). Concorrerão todos os intérpretes, autores ou não. Os poemas selecionados para a cerimônia de premiação serão publicados no site da APPERJ e no site da OFICINA Editores (apoio cultural).

O encerramento do concurso acontecerá dia 25 de setembro de 2015 (6ª feira), a partir das 17h, no Auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Pedimos a todos os concorrentes, que indiquem a intenção de comparecer ao encerramento ou o nome de um poeta carioca que possa representá-lo. A Diretoria da APPERJ garante, antecipadamente, a apresentação dos poemas selecionados, durante a festa de encerramento.

Outras informações pelos tel.: Sérgio Gerônimo (21) 3328-4863 e Glenda Maier (21) 3392-2576.
Apoio cultural: www.oficinaeditores.com.br
Site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO
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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Macacos e Monstros



Cantos de cigarras cortam a tarde
Cortam lenha porque o gás acabou
Cortam o céu danças de andorinhas
Contam anedotas amamentando a vida

Mulheres com bindis nas esquinas
De Arroio do Sul e de Santa Maria
Corto as unhas do pé esquerdo
E conto-me histórias de marinheiro
Que o mar sepultou

Pinto poemas na areia, que o tempo
não devora. A noite na janta tem
Lulas, arroz e luas

Corta-me o coração o cãozinho branco
De um branco de alma, abandonado
e chorando, num canto de pátio vazio

Quantos macacos estão, carinhosamente,
Agora, cuidando de seus filhos,
E quantos homens, há tempos,
Matando seus próprios  irmãos

Larí Franchescetto

In: Jornal O Capital, ano XXI, nº 207, setembro, 2011





segunda-feira, 6 de abril de 2015

Canção do Amor Imprevisto

















Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita…
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

( Mario Quintana )

Ilustração: Sérgio Astral 

segunda-feira, 30 de março de 2015

A PRIMEIRA ANTOLOGIA

A primeira antologia da literatura brasileira é o Parnaso Brasileiro, publicada de 1829 a 1832, por Januário da Cunha Barbosa. A obra teve êxito e animou vários críticos brasileiros a iniciativas semelhantes e com o mesmo objetivo: dar aos brasileiros a consciência dos valores literários nacionais.

Explica-se,assim, o aparecimento, no século XIX, de grande número de antologias, dentre as quais se podem apontar, como mais importantes, as de Pereira da Silva, Francisco Adolfo Varnhagem e Melo Morais Filho.

Com o desenvolvimento, a partir do fim do século XIX, do ensino médio brasileiro, surgiram as antologias escolares. 

Januário da Cunha Barbosa foi presbítero no ano da chegada da família real portuguesa ao Brasil; lecionou filosofia moral e racional em 1814; foi Cônego na Capela Imperial em 1824 e deputado pelo Rio de Janeiro em 1826; diretor da tipografia nacional e do diário fluminense; partidário e defensor de D. Pedro I. 

A partir de 1835, deixou a política para destinar-se às atividades intelectuais; lutou por conquistas democráticas. Em 1839, foi diretor da Biblioteca Nacional. E fundou, em 1838, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. 
( fonte: Dicionário de Literatura, direção de Jacinto do Prado Coelho, 1979, Figueirinhas, Porto, Lavra Livros Ltda) 

sábado, 14 de março de 2015

FILHOS DA ÉPOCA













Somos filhos da época
e a época é política.
Todas as tuas, nossas, vossas coisas
diurnas e noturnas,
são coisas políticas.
Querendo ou não querendo,
teus genes têm um passado político,
tua pele, um matiz político,
teus olhos, um aspecto político.
O que você diz tem ressonância,
o que silencia tem um eco
de um jeito ou de outro político.
(...)

Wislawa Szymboraka,
Poemas.


publicado no face de Vanna Viana

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

INTERCÂMBIO

No post de hoje, mais alguns poemas extraídos da correspondência enviada para a redação do Versos Livres. Textos, criticas e sugestões serão benvindos no email touche.sp@uol.com.br 


ODE A COPA DO MUNDO NO BRASIL
Paulo Silva 

Lágrimas de um povo
Os de baixo da pirâmide
Na longa sombra da ganância
Esconde a mutilação da vida
(Anigav/Sujeira - povo boliviano ferve! – como eles
dizem e pixam pelas ruas: Fuzil, metralha, o povo não
se cala!)

-

ODE A ÚLTIMA SEMENTE
Paulo Silva 

Na plantação de jaz
Os pássaros constroem chips para controle Uno
As abelhas arrumaram emprego em fabricas de ondas
curtas
Os beija-flores vendem flores nas esquinas da vida
A semente brota
Tatuada em seu caule
Prazo de validade
(Anigav – Boicote a Monsanto – Kem controla a
comida controla tudo)

-

ODE A KEM CONTROLA A COMIDA
CONTROLA TUDO
Paulo Silva 

Ao passar pela plantação
Indo em direção
A busca dos cindo As
A pekena pombinha
Mudou seu curso
Pois o semeador semeava
Veneno ao invés de alimento.
(Anigav – Viva o alimento orgânico)

Paulo Silva 
poemas extraídos do livreto Floresta no Asfalto 
dadazdawa@hotmail.com; 




domingo, 1 de fevereiro de 2015

Nélida

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"..a gloriazinha fácil não me interessa, essa glória atada com esparadrapos ou arames farpados. Minha obra não tem preço: eu acredito noutro tipo de investimento, que não se paga. Acredito na função social do escritor e é essa crença que sustenta sete ou oito versões do meu texto, o meu alimento diário.

Sou muito ambiciosa, tenho a propriedade de fazer mil combinações verbais. Luto com a palavra, e eu sei que ela é transitória. Quando não consigo a definitiva, quando não tenho outra saída, outra paixão, então eu compreendo que aquela palavra terá que ficar.

Só despacho o texto quando sinto que o dominei temporariamente, quanto sinto uma coisa muito profunda dentro de mim. Eu não me deixo sucumbir pela tentação..."  (Nélida Piñon, em entrevista a Norma Couri, revista Escrita, nº 4)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

POEMAS DE SONIA PALLONE

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"...Eu Te Amo Tudo... Amo até, que doidice, o teu desamor.
Esse esfacelamento que cada ausência tua fez de mim...
Essas ausências estão contigo, são pedaços meus, esmagados
em ti como feridas..."

Sonia Pallone

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CENÁRIOS

Em-uma-tarde-chuvosa

"...Aos poucos, todos os cenários se fecham...
Paisagens desmaiam seus últimos tons alaranjados
e o sol morre num suspiro de acordar a Lua...
Pequenas e breves ventanias abraçam as horas
que se esvaem desertas...
A noite toma silenciosamente o seu lugar
e os sonhos dentro dela acontecem..."

Sonia Pallone

Imagens: Miranda The Tempest, John Waterhouse