domingo, 1 de fevereiro de 2015

Nélida

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"..a gloriazinha fácil não me interessa, essa glória atada com esparadrapos ou arames farpados. Minha obra não tem preço: eu acredito noutro tipo de investimento, que não se paga. Acredito na função social do escritor e é essa crença que sustenta sete ou oito versões do meu texto, o meu alimento diário.

Sou muito ambiciosa, tenho a propriedade de fazer mil combinações verbais. Luto com a palavra, e eu sei que ela é transitória. Quando não consigo a definitiva, quando não tenho outra saída, outra paixão, então eu compreendo que aquela palavra terá que ficar.

Só despacho o texto quando sinto que o dominei temporariamente, quanto sinto uma coisa muito profunda dentro de mim. Eu não me deixo sucumbir pela tentação..."  (Nélida Piñon, em entrevista a Norma Couri, revista Escrita, nº 4)

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