segunda-feira, 21 de setembro de 2015

POETAS DO BRASIL

CAUCAIA – CE

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QUADRA
João Batista Serra

niely

Evita até desavença
e o que é bom sempre acontece
Quando a cabecinha pensa
e o coração obedece

Ilustração: Niely

João Batista Serra nasceu em Fortaleza - CE, em 28 de julho de 1933, é filho de José Araújo Serra e Cecília Batista Serra. Já residiu em quase todo o Brasil, principalmente Rio de Janeiro, Teresina, Recife, Salvador, São Paulo, Maringá, mais devido ao seu trabalho de representante comercial, do que propriamente por opção, sem no entanto deixar de tirar proveito de suas temporadas em cada lugar, como aconteceu no Rio, onde foi fazer teste de cantor na Rádio Mauá.

João Batista é trovador, haicaista, cronista, contista, compositor, humorista e cordelista, tendo iniciado sua atividade literária em torno dos quinze anos de idade, mas só recentemente conseguiu publicar-se em livro, e, mesmo assim, através da ajuda de amigos como P. de Petrus, um paulista radicado no Rio de Janeiro, que assim se expressa sobre o livro do escritor cearense :

“João Batista Serra começou a aparecer no cenário trovadoresco, com destaque, por seu esforço próprio e sua inteligência viva e abençoada por Deus. Sente-se feliz por crer nas coisas espirituais, onde, fundamentalmente, estão todas as realizações e frutos da existência. Agora, o trovador está lançando o seu primeiro livro de trovas, ‘Meu Álbum de Trovas’, para os amantes do Belo, aos que têm alma para sentir a Poesia, em particular a Trova, um relicário trovadoresco, que, certamente proporcionará aos leitores os mesmos momentos de indizível encantamento que alegrou a este prefaciador e amigo que tanto o estima e aplaude"'

Até onde se sabe, João Batista Serra sagrou-se vitorioso em 34 certames literários, é membro da União Brasileira de Trovadores e edita O PATUSCO,  cujo o primeiro número circulou em dezembro de 1998. Seu livro "Meu Álbum de Trovas" veio a lume pela Editora Opção 2, com capa e produção de Artur Filho, editor de Porto Alegre-RS. Contato: Caixa Postal 95 , Cep 61.600-970 , Caucaia - CE (Informações extraídas do blog do amigo Cabral . Letras Taquarenses. Saiba mais em http://letrastaquarenses.blogspot.com.br/p/joao-batista-serra.html)

sábado, 5 de setembro de 2015

MEMÓRIAS DE MARÇO

 

LUIZPINTO

Tempo é de colheita
Sei na pele a herança
De bocas amordaçadas
De quintais proibidos
De flores enterradas
De filhos sumidos
Misturados aos denso
-escuro- sangue
Das feridas,ainda abertas
Nos subterrâneos da mãe amada

Tempo é de amar
Desesperadamente,a busca
da palavra mais perfeita
Onde a alma se salve
E as cinzas dos dias
Na inatingível beleza, se dilua

Tempo é de expressar o inexpressável
Lá vou eu, março
Das casas brancas sob sombras
Dos bois ruminando no campo
De alguém visitando lembranças

Lá vou eu, março
Que é só da fonte
que tu precisas
E,duras pouco,
Só o tempo breve
de recolher escombros,
alimentar moinhos

Larí Franceschetto
(jornal A Voz, nº 129)

Ilustração: Luiz Pinto