terça-feira, 3 de outubro de 2017

SOLIDÃO LETAL




O silêncio que abranda
o barulho da solidão letal
Feito brasa que consome
Amanhecidas noites sem luar
Dispersa o brilho d’alma
Em universos vendavais

Ah, quem dera um dia ser
As flores do caminho
Em primaveras alegres
Sob o sol de Setembro
Bradando a mais pura felicidade
Da vida fatal
Que nos consome
Todos os dias em silêncio

Adão Wons

Adão é editor do fanzine Cotiporã Cultural
Facebook.com/poetaadaowons

Ilustração: Afa Vasquez


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

LIVROS RECEBIDOS- HUMBERTO DEL MAESTRO


















Recebemos e agradecemos o envio do livro “Ditos, Adágios e Aforismos, quinto volume”, de Humberto Del Maestro, gentilmente nos enviado pelo autor
, diretamente de Vitória, ES.

Impressão e acabamento: Grafitusa S/A, Vitória,ES

Endereço do autor: Rua Aurora de Aguiar Pereira,171/702,Ed.San Juan, Jardim Camburi, Vitória, ES, Cep: 29090-310


















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INCOMPREENSÃO
Humberto Del Maestro,

“ Quando somos eixos da incompreensão, não há travesseiro macio nem posição cômoda na cama que nos auxilie a conciliar o sono”.
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VERDADES
Humberto Del Maestro,

“ É preferível ser criticado dizendo verdades do que ser aplaudido espalhando infâmias.”
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OPINIÕES
Humberto Del Maestro,

“ Antes de emitir precipitadamente seu parecer, pergunte dez vezes ao coração se você não está enganado”


FUTURO
Humberto Del Maestro,

“O futuro é tão somente uma perspectiva”
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Humberto Del Maestro, natural de Vitória-ES, nasceu a 27 de março de 1938. Concluiu todos os seus estudos na mesma cidade. Já se dedicou ao teatro, com inúmeras peças escritas e encenadas. É poeta, contista, exerce a crônica e o ensaio. Dedica-se ainda à crítica literária. Possui os seguintes livros publicados: - de poesia LANY, POESIAS MODERNAS, SERÔDIOS, PAVANAS / MINHA MENINA, BONINAS / SONETOS, TROVAS & HAICAIS, SONHOS E CANÇÕES, BREVES, VERSOS DE ONTEM e VERSOS DE HOJE - de prosa ESTÓRIAS DO MORRO DO PINTO E OUTRAS ESTÓRIAS (contos) e KAVAKOS (Ditos, Adágios e Aforismos). Em preparo, inúmeros livros de poesias, contos, crônicas e um conto infantil.



















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In: https://letrastaquarenses.blogspot.com.br/p/humberto-del-maestro-haicais-e-trovas.html?view=classic

Ilustração: José Moniz

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

ESTRELAS - TUMBLR

southernsky-IMG_9815

manual pra capturar estrelas

eu te fotografei emoldurada pelo pôr-do-sol enquanto ria distraidamente.
teu sorriso é uma constelação inteira
.

Fonte: gastrites
http://gastrites.tumblr.com

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Conte as estrelas comigo, não vou me importar de passar as noites ao seu lado.

Flagelos de um poeta
https://wakingmind22.tumblr.com

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Somos  constelações perdidas, feitos do pó de estrelas, restos de passado, pedaços do presente, tentando apenas seguir em frente ao futuro.
—  Será que somos estrelas perdidas?

Florejus
http://florejus.tumblr.com


Tumblr é uma plataforma de blogging que permite aos usuários publicarem textos, imagens, vídeo, links, citações, áudio e "diálogos". A maioria dos posts feitos no Tumblr são textos curtos, mas a plataforma não chega a ser um sistema de microblog, estando em uma categoria intermediária entre os blogs de formato convencional Wordpress ou Blogger e o microblog Twitter.

A plataforma foi inicialmente desenvolvida em 1992 pelo francês Thomas Müller. O Tumblr foi depois fundado, comercialmente, em 2007 por David Karp e Marco Arment.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A ARTE POÉTICA DE ARICY CURVELLO



Recebemos do amigo e escritor Aricy Curvello , o livro  "A Arte Poética de Aricy Curvello," de Cleber Pacheco, segunda edição revista e ampliada, livro que recebeu a Medalha de Ouro da Academia Brasileira de Pesquisas Literárias e que contém a análise de todos os livros do poeta . Agradecemos o envio .

Aricy é de Uberlândia, MG,  Poeta, ensaista e tradutor. Durante a ditadura militar sofreu prisões e perseguições. Participou intensamente de publicações e movimentos literários em Minas, Rio, S. Paulo e outros Estados. (https://pt-br.facebook.com/public/Aricy-Curvello)

Sobre o livro de Cleber, Rubens Jardim comenta: "Nesta edição incluiu estudos a respeito dos primeiros livros de Aricy Curvelllo (...) É justo ressaltar que o livro de estreia teve ótima acolhida por críticos da pesada como Fábio Lucas, Edgard G. da Matta Machado , Hermann Reipert,  Waldemar Cavalcanti".

Cleber Pacheco, escritor e crítico, é Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul . (http://livrosdecleberpacheco.blogspot.com.br)
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TRECHOS :
                               
POESIA EM MOVIMENTO OU O POETA ALQUIMISTA














"Ser é uma invenção constante" nos diz o poeta Aricy Curvello e com tais versos resume parte de sua poética. Para o autor, não somente a forma é provisória,perecível,constanto fluxo. O próprio Ser é movimento.

O Ser,portanto, está inteiramente ligado à Criação, o eterno Ir e Vir.

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A FUNDAÇÃO DE UMA POÉTICA



"A palavra é rio e fio,fluxo,movimento,onde será realizada a travessia, a passagem, tornando possível a criação.Ela é renovação e também tentativa de fixar o fluído.

Para realizar essa travessia é preciso violar portas,muros,alicerces. É preciso sacudir,explodir,romper limites, vencer o sufocamento , a podridão,o retrocesso, o silêncio.

Poder-se-ia dizer, aliás, de que a única épica possível no mundo contemporâneo é a construção de uma arte poética própria. Ela exige não só o conhecimento da história literária como um posicionamento diante da vida e do mundo, bem como uma atitude em relação a este."

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A QUESTÃO DA LINGUAGEM NA POESIA DE ARICY CURVELLO

















" O homem é homem graças à linguagem."  (Otávio Paz)             
                 
"Durante a leitura podemos perceber que o poeta busca  a fundamentação da identidade  do humano. Ele aborda a necessidade de criação, de construção, o instinto de vida que nos impulsiona a fazer, refazer, recomeçar e recuperar aquilo que parece inacessível ou perdido devido tanto ao caos inicial e ao desconhecido, quanto a inexorável passagem do tempo.

Esta busca pela identidade se dá por meio da palavra. Graças a ela lidamos com o insondável Mistério, como Desconhecido, o Caos, o Pré-Histórico, podemos lidar com os mundos interno e externo, buscamos a nossa pátria, tanto no sentido literal quanto no de um lugar  que serve de referência para nós seres humanos.

No binômio palavra-realidade está presente também o medo do desconhecido. A palavra é ainda imagem que desafia o escuro, o vazio, o disperso tentando dar-lhes alguma coerência e ordem, lidando sempre com o limite.

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A QUESTÃO DA LINGUAGEM NA POESIA DE ARICY CURVELLO (II)      














Diz Umberto Eco (1986, p. 73) " A linguagem é o próprio fundamento da cultura."

O poeta torna-se, então, o discursador, pois ele nomeia o que some, o fugaz. Ele preenche um importante papel, pois não há heróis  ou intérpretes. O poeta situa-se entre o calar e o falar. Ele e a linguagem elaboram o fundamento, a construção do humano e do real.

 É preciso ultrapassar o silêncio e o interdito, vencer a paralisia, a ditadura, a burocracia, o imperialismo, a imobilidade e refazer, como um operário, a casa, ou como um soldado, o caminho. É fundamental recomeçar, passando sempre pelo processo morrer-renascer, renovando a história, fazendo-a avançar. A vida é um eterno recomeçar.

Como diria Alfredo Bosi ( 1983, p 21 ) " O fenômeno verbal é uma conquista na história dos modos de franquear o intervalo que medeia entre corpo e objeto."

Afinal de contas, conhecimento é só linguagem. O movimento, o efêmero nos move. É preciso compreender que é breve a busca do lugar-pátria. É a linguagem que nos vive.

Os dicionários e enciclopédias são os alicerces.

Afirma Otávio Paz (1982, p 37 ) " A palavra é o próprio homem. Somos feitos de palavras." ( In: )

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UM POEMA DE ARICY CURVELLO


















Às vezes

o substantivo carece
de mais substantivos
o verbo de verbos
verbos de advérbios
as palavras fazem crescer o mundo
mas a língua não é a realidade
nem a arte se assemelha à natureza
criam outra
realidade que expande a realidade
(às vezes)
              no branco da página 

( Mais que os Nomes do Nada, 1996)





sábado, 29 de julho de 2017

ESTRELAS - FRANCISCO CARVALHO


No post de hoje, mais um poema  com o tema "estrelas", um poema de Francisco Carvalho. Para ele, uma nuvem é  " a vertigem da estrela na escuridão". Saiba mais lendo o seu poema "Taça de Nuvem"
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TAÇAS DE NUVEM
















Uma nuvem pode ser uma taça. Uma         
torre de espuma. Um pássaro
de cambrais. Uma ovelha a procura
de lã. Uma cabra de leite. Um cavalo
árabe. Uma égua de crinas de veludo que
amamenta as crias do vento.
O mugido de uma vaga na tarde.     
Um barco onde pusam gaivotas histéricas.
A vertigem da estrela na escuridão.
O salto da pantera cor-de-rosa.
O umbigo de vidro das anpolas de ópio.
A indiferença dos mortos em seus aposentos
de areia. A mortalha de ouro da múmia
do rei. A corda que acaricia o colarinho da
forca. O sexo de veludo entre barris de vinho.
A sopa no prato de prata para as moscas.
as portas que se fecham e abrem.
Os banquetes noturnos para prostitutas
que se divertem num pântano
onde se afogam estrelas apagadas.

Francisco Carvalho
(Esquinas do tempo).
in: Binóculo, Fortaleza, edição 169                 
editado por Dias da Silva e Batista Lima
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Francisco Carvalho (1927-2013) foi um escritor e poeta brasileiro Prêmio Nestlé de Literatura em 1982, com Quadrante Solar.
Prêmio da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro em 1997, com Girassóis de Barro.
Comenda Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Câmara Municipal de Russas (2006).
Prêmio Francisco Carvalho de Poesia, Casa dos Amigos de Russas (2008-2009).
Membro da Academia Cearense de Letras

O maior destaque na mídia cultural talvez tenha sido dado em 2004, quando o cantor e compositor Raimundo Fagner, conterrâneo de Francisco Carvalho, musicou cinco poemas dele (“O Bicho Homem”, “Esse Touro Vale Ouro”, “Cesta Básica”, “Reino” e “Minueto da Porta”) e incluiu as canções, algumas inclusive em ritmo de samba e rap, no CD “Donos do Brasil”. E o destaque aumentou com o lançamento, no mesmo ano, do livro “Memórias do Espantalho - Poemas Escolhidos”, antologia da obra do poeta cearense.

terça-feira, 25 de julho de 2017

ENTRE ASPAS

Glenda Meyer
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SE PUDESSEMOS CLASSIFICAR

” Vocês já ouviram falar de Cesare Lombroso ? Vamos lá : psiquiatra, cirurgião, higienista, criminologista, antropólogo e cientista italiano. Claro que a pesquisa realizada por ele mereceria várias páginas deste jornal, mas para o que nos interessa aqui basta dizer o seguinte:

"Lombroso no anseio de buscar as motivações das práticas criminosas, concentrou-se no estudo da essência do criminoso, desenvolvendo uma extensa pesquisa empírica de traços físicos e mentais com indivíduos encarcerados, doentes mentais e soldados, denominada Antropologia Criminal. Considerado tais elementos, a pesquisa de Lombroso estabeleceu esses traços em "estigmas" passíveis de determinação de um potencial delitivo" (Wikipédia)


O motivo deste comentário ? Simples: assisti a uma série de candidatos a vereador e, ao ver aqueles estranhos rostos falando comigo pelo televisor,eu me perguntei se não teria sido útil se Lombroso, ao invés de se concentrar na essência do "criminoso e seus traços físicos", tivesse dedicado algum esforço a determinar outras características, como falsidade, burrice, baixeza e total falta de autencidade : os falsos sabem que estão mentindo e tentam mentir bem. Os não autênticos não têm idéia do que estão fazendo ali. Claramente são candidatos de composição - alguém que não se interessa por política, mas que interessam aos partidos - seja pela razão que for.

Este artigo foi inspirado pela vontade de rir e de chorar ao ver a apresentação de vários candidatos a vereador. Posso ter escrito em tom de brincadeira, mas o assunto é sério ( trecho da crônica " Se Pudessemos Classificar", jornal  Jacarepaguá em Destaque, setembro 2016)

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TUDO O QUE MERECE SER FEITO

" Talvez não tenham reparado, mas frases, ditados, histórias que fomos ouvindo ou lendo ao longo da vida marcaram nossas existências mais do que percebemos. Foi assim comigo.

Quando meu pai faleceu, minha mãe passou quinze dias verificando e eliminando a papelada que papai havia deixado - minha tendência a 'acumular papéis' é certamente herança genética. Como não podia deixar de ser, mamãe jogava no lixo e eu tirava do lixo buscando momentos importantes da vida do meu velho.

Foi assim que me deparei com a frase que marcou de vez, a minha vida : ' tudo o que merece ser feito, merece ser bem feito'. Quanto mais eu penso nessa frase, mais me convenço de que o mundo seria melhor se todos levassem esta pérola de sabedoria mais a sério. [..]

 Penso em nosso país e na difícil situação em que todos nos encontramos. Como seria o Brasil se todos, governantes e governados, decidissem o que merece ser feito e o fizessem bem feito ? Quantas obras inacabadas seriam terminadas com boa vontade e eficiência ?

Quantos médicos, apesar das insatisfatórias condições dos hospitais públicos, atenderiam seus pacientes com um sorriso e um olhar atento para melhor ajudar àquele que está sofrendo ? Professores que se levantam para trabalhar como se estivessem indo para o matadouro, se olhassem com um pouco de carinho para os jovens e crianças ao seu redor encontrariam um motivo valioso para fazer bem feito aquilo que merece ser bem feito.


Nem sempre é fácil, mas aprendi que existe uma diferença grande entre 'fazer porque sou obrigada a fazer' e a 'fazer bem feito porque aquilo ,quer eu goste ou não, merece ser bem feito' ( trecho da crônica "Tudo o que merece ser feito...", jornal Jacarepaguá em  Destaque , outubro 2016 )

terça-feira, 11 de julho de 2017

ESTRELAS - THANDARA MOTA


Continuamos com a publicaçao de textos sob o tema "estrelas". No post 
de hoje, dois textos de Thandara Mota, do blog "Contos de uma 
estrela".http://leestrela.blogspot.com.br/2012/05/espaco.html
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ESPAÇO
Thândara Mota 

Preciso de espaço. E como num piscar de olhos descobri que todos por 
aqui também precisam. Mas eles, infelizmente, nunca experimentaram 
ser uma estrela. Não sei se um dia entenderão essa necessidade.

Só percebi agora que brilhar é a melhor forma de viver.
Preciso do espaço.




UMA ESTRELA 
Thândara Mota 
  
Uma estrela cadente atravessando o Céu pra realizar um desejo. Vários 
sereszinhos na Terra fazendo pedidos crendo que a estrela os realizaria.
Mas não. Não importa o quão distantes e diferentes sejam os 
moradores do universo, não importa o quão experientes e perpétuos 
sejam, sempre haverá de se saber que o universo tem um centro, e o 
centro está em quem vê. E seja como for o ser a pensar, ele precisa 
descobrir que apesar do tal universo necessariamente precisar de um 
centro, que está exatamente em quem está pensando no tal universo, 
não há centro que seja significante pro universo dos outros. 

Mas pode haver. 

Uma estrela cadente atravessou o Céu pra realizar um desejo. Paixões 
dão o empurrão que qualquer um precisa pra sair do lugar. Com a 
estrela foi assim. Saiu do seu lugar pra alcançar a si mesma em um 
outro alguém. Não há paixão mais empurradora que do amor. E não 
há, também, paixão mais corruptível que do amor. 




domingo, 2 de julho de 2017

ESTRELAS–SARAH PASSARELA

No post de hoje, um poema da paulista Sarah Passarela, continuando com a temática "estrelas".

DESILUSAO

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Prá que buscar ventos,
se as velas já estao rotas ?
Prá que buscar as estrelas,
se meu céu está embaçado ?
Prá que encontrar o rumo,
se meu eu já não tem destino ?
Prá que ancorar no caís,
se lá ninguém me espera ?
Pra que sonhar sonhos tao sonhados,
se os meus sonhos ja nao são os seus ?
Prá que viver
se o meu grande amor já morreu ?

Sarah Passarella
sarahpassarella@hotmail.com

Extraido do fanzine Cotiporã Cultural, editado por Adão Wons.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

ESTRELAS

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"Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado.",diz um provérbio árabe.Já Carl Sagan disse: "Nós somos feitos de poeira de estrelas". No início de 1980, o astrônomo Carl Sagan escreveu e narrou uma série de televisão de 13 partes chamada "Cosmos" que foi ao ar na PBS. No show, Sagan explicava muitos tópicos relacionados com a ciência, incluindo a história da Terra, evolução, a origem da vida e do sistema solar.

"Nós somos a maneira do universo conhecer a si mesmo. Alguma parte de nosso ser sabe que é de lá que nós viemos. Nós desejamos retornar. E nós podemos, pois o cosmos está também dentro de nós. Somos feitos de matéria estelar," Sagan famosamente declarou em um episódio.

Sua declaração resume o fato de que o carbono, nitrogênio e átomos de oxigênio em nossos corpos, bem como os átomos de todos os outros elementos pesados, foram criadas em gerações anteriores de estrelas mais 4,5 bilhões de anos atrás. Os seres humanos e todos os outros animais, bem como a maior parte da matéria na Terra contêm estes elementos, que são literalmente feitos de matéria estelar, disse Chris Impey, professor de astronomia da Universidade do Arizona.

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As primeiras concepções sobre a formação de estrelas por via gravitacional surgiram com Kant (1755) e Laplace (1796), no entanto, foi só em meados do século XX que a teoria de formação de estrelas de pequena massa (semelhantes ao nosso Sol), ficou mais explícita.

As estrelas formam-se dentro de grandes nuvens moleculares (GMC), que correspondem a grandes condensações de gás (essencialmente hidrogénio) e poeira. As GMC contém mais de 50% da matéria interestelar (o gás e a poeira) das galáxias.

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Gênesis 1:11-25:

Deus Enche O Que Está Vazio

Depois de haver criado um lugar bem organizado e com bastante luz, Deus olhou para a sua criação e viu que ainda estava vazia. Notamos que é a natureza de Deus encher todas as coisas com o bem, para a glória dele. Assim, ele transformou o estado vazio da terra, colocando plantas sobre a terra firme, planetas e estrelas no céu, e animais na terra, nas águas e no céu. Podemos ver que Deus colocou ordem em tudo, governando até a reprodução das espécies de plantas e animais com a sua palavra (Gênesis 1:11-12,21,24-25

ceu-estrelas

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É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela. -  Friedrich Nietzsche
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No famoso livro de John Green, o título " A Culpa é das Estrelas” faz uma referência a uma citação ao Ato I, cena 2 da obra Júlio César de Shakespeare, em que Cassius está conversando com Brutus e diz a ele que a culpa não é das estrelas deles, mas deles mesmos por não serem mais que subordinados. Ao dizer que as estrelas não têm nada a ver com a situação deles, Cassius está afirmando as decisões e ações de uma pessoa são feitas por ela mesma e que a sorte e o destino não interferem nessas escolhas.(....)

Ao contrário da obra de Shakespeare, John Green não culpa sempre as pessoas, mas a sorte delas, por isso o nome do livro é “A Culpa é das Estrelas”. John consegue provar no livro inteiro o quão errado é falar com toda a certeza do mundo que a sorte e o destino não afetam as decisões de uma pessoa em certas situações, quando eles podem afetar e afetar MUITO. ( http://www.nemumpoucoepico.com/2012/07/culpadojohngreen-por-que-a-culpa-e-das-estrelas/)

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“A culpa, caro Brutus, não está nas estrelas, mas de nós mesmos, que nos rebaixamos ao papel de instrumentos (…)” ( William Shakespeare, "Júlio César ")

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domingo, 4 de junho de 2017

ESTRELAS : CECÍLIA FIDELLI


No post de hoje, mais um poema com temática de "estrelas". Dessa vez. um poema da saudosa Cecília Fidelli, fanzineira e ativista cultural.
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UM OLHAR SOBRE O PASSADO 



A gente se vê,
 mas não no local combinado,
não no local de sempre.
A gente se vê além do verde do mar,
do clarear do dia, 
além dos copos de vinho. 

A gente se vê além das flores vermelhas
com miolinhos amarelos,
além das lágrimas esgotadas,
 já secas,
além dos beijos caramelizados no cinema.

A gente se vê,
além daqueles sorrisos,
com aqueles acabamentos incríveis.
A gente se vê além dos gestos,
dos toques,
dos abraços afetuosos e apertados.
A gente se vê além das sombras
onde empacam as luzes.

A gente se vê, 
além do cappuccino noturno,
além das estrelas mais antigas.

A gente se vê além dos acasos aleatórios
e autoritários do destino,
além dos sonhos acumulados,
construídos e reconstruídos,
indestrutíveis.
É lá que a gente se pega,
bem longe da multidão,
além da imaginação.
Na saudade.
A gente se vê na saudade.

Não confortàvelmente, 
a vontade.
A gente se vê na mais profunda saudade,
nas artimanhas da vida,
além dos detalhes nostálgicos da poesia.
No paraíso.
A gente se vê, além.
Muito além da vida.

Cecília Fidelli.


terça-feira, 16 de maio de 2017

ESTRELAS

No post de hoje e nos seguintes,teremos poemas com o tema "estrelas". Iniciamos com poemas de Teresinka Pereira, e Octavio Paz.

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NOITE

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A neve cobre o chão
Não há estrelas no céu.
A tristeza
vem com a noite
e se encosta em minhas
pálpebras
para que eu não sonhe
contigo

Teresinka Pereira
tpereira@buckeye-espress.com.
Ohio/EUA

in: Cotiporã Cultural
edição: Adão Wons

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IRMANDADE

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Sou homem: duro pouco
e é enorme a noite.
Mas olho para cima:
as estrelas escrevem.
Sem entender compreendo:
Também sou escritura
e neste mesmo instante
alguém me soletra.

Octavio Paz

quinta-feira, 27 de abril de 2017

INTERCÂMBIO - JORNAL A VOZ


No post de hoje, textos e informações referentes ao Jornal A Voz, de Teijipió, Recife, PE, edições 150, 151.

Sem título
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A HISTÓRIA DO CARNAVAL - PERNAMBUCO

Os festejos carnavalescos foram trazidos pelos portugueses com o nome de entrudo. Era uma brincadeira violenta, onde os foliões lançavam farinha, tinturas e até água suja. Foi proibida oficialmente e aos poucos as batalhas passaram a usar confete e serpentina.

No século XIX, surgem o frevo e o passo, dando ao carnaval de Pernambuco uma identidade única no Brasil. A partir de então, operários urbanos organizaram as primeiras agremiações nos bairros populares.

No início, muitas corporações mantiveram identidade profissional: os caiadores desfilavam juntos, assim como os lenhadores. Mas, com o tempo, foram sendo criados clubes mais abertos, com nomes engraçados: Canequinhas Japonesas, Marujos do Ocidente, Toureiros de Santo Antonio.

Ao lado dos maracatus, dos ursos, dos caboclinhos, das escolas de samba, estes clubes, troças e blocos, unindo as influências européias, africanas e indígenas, transformaram o carnaval de Pernambuco no maior caldeirão cultural do Brasil.

Fonte:
http://www.pousadapeter.com.br - http://maniadehistoria.wordpress.com

carnaval-em-pernambuco

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SONHOS ANTIGOS
Maria de Melo Bandeira

No baú da minha vida
Onde guardei minhas lembranças
Adormecem sonhos antigos
Desfalecendo esperanças

No baú da minha vida
Guardei também alegria
Quando criança sonhava
Com um mundo de fantasia

Felicidades desfeitas
Deixaram marcas no coração
Mas curei as cicatrizes
Com os pés firmes no chão.

JULIANA LIMEIRA - Primavera - 40,7 x 30,6

NOITES
José Vieira

Noites ausentes e vazias
deslizam indiferentes
A imensidão fez-se cinzas
Lá fora contempla a calmaria
muitas se perdem no abismo

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Jornal A Voz, publicação bimestral , incentivo cultural
Av. Dr José Rufino, 3625- Teijipió- Recife- PE. Cep 54930.000
Filiado à FEBAC - Federação Brasileira de Alternativos Culturais

jornalavozdecavaleiro@gmail.com
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Edição digital : http//genildoferreirasil.wix.com/jornal-a-voz
-
Diretor Presidente e Publicitário : Genildo F. da Silva
Redação: Fátima Costa
Colaboradores : Aline Costa, Vanderli Leandro

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Crônicas,poemas,reportagens,informações,curiosidades, piadas e charges.
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tejipio

Teijipió -
Saiba mais sobre Tejipió; siga o link :
http://semiraadlervainsencher.blogspot.com.br/2009/05/chama-se-tejipio-desde-o-seculo-xvii.html

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iLUSTRAÇÃO : JULIANA LIMEIRA

terça-feira, 14 de março de 2017

INTERCÂMBIO - BINÓCULO

 

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Recebemos e agradecemos o envio da edição 182, da publicação Binóculo, de Fortaleza, Ceará.
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O Binóculo é editado por Dias da Silva (ivonildodiasdasilva@gmail.com.) e Batista Lima (jbatista@unifor.br)
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O auto denominado "Caderno de Leitura",traz em seu conteúdo, ensaios,crônicas,contos,resenhas,sugestões literárias e poemas.
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Da seção Cordel e Repente,extraímos os seguintes trechos:
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O VALOR DA HONESTIDADE
Edésio Batista

Revoltante na política
A falta de honestidade,
Políticos fazem fortuna
Com muita facilidade
Isso da noite pro dia,
Sem ganhar na loteria,
Mas jurando austeridade.

Nos diz Laurentino Gomes,
Em seus bons livros de história,
Mas a cruel corrupção
Chegou cantando vitória
Em nossa terra inda virgem,
E aqui deixou a fuligem,
Da sua mais torpe escória.

O grande Rui afirmava:
"De tanto ver nulidade,
Triunfando na desonra".
Mas sem ter capacidade
Só praticando injustiça
"O homem ri da justiça
Se envergonha da verdade"

Edésio Batista é poeta e cordelista. Da Academia de Cordelistas do Crato,cadeira 5.

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SOBRE CRIMES,LADROAGENS,ASSALTOS,DOENÇAS E MORTE
Benedito B. de Sousa

Cadeias superlotadas
Rebeliões em presídios
Droga,armas,homicídios
Autoridades caladas
Com as leis violentadas
Pelo crime organizado
Que tantos já têm matado
Velhos,jovens e guris
Desse jeito meu país
Vai se fazendo afundado.

Tem os assaltos na esquina
Em bancos, joalherias
Ataque a delegacias.
Por quem rouba e assassina
Esse regime domina
Porque não é dominado.
Até quando será cortado
Esse mal pela raiz
Desse jeito meu país
Vai se fazendo afundado.

Em filas dos hospitais
É tanta gente morrendo
Em corredores gemendo
Em fases já terminais
Sem ter profissionais
Pro problema agravado
Que é por isso culpado
Ele sabe mais não diz
Desse jeito meu país
Vai se fazendo afundado

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EXPEDIENTE

BINÓCULO - Caderno de leitura fundado em janeiro de 1999. Correspondência: Dias da Silva- Rua Monsenhor Otávio de Castro, 863/601- Cep 60.050-150 - Bairro da Fátima - Fortaleza- Ceará. E-mail: ivonildodiasdasilva@gmail.com.

Batista Lima - Rua José Alves Cavalcante,1163- Cep; 60822- 570- cidade dos Funcionários - Fortaleza-Ceará - E-mail: jbatista@unifor.br

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Ilustração: Militão Dos Santos

quinta-feira, 9 de março de 2017

É NO OUTONO QUE TE ESPERO

 

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NO FINAL DO VERÃO É QUE TE ESPERO,
QUANDO AS FOLHAS, ARDIDAS DO SOL,
MORREM DE UM AMARELO TÃO INTENSO,
QUE MAIS PARECEM INVEJA-LO.
QUALQUER VENTO É CAPAZ DE DERRUBA-LAS
FORMANDO UM TAPETE,
AO LONGO DA ESTRADA,
PRONTA PRA NOS LEVAR.
CHEGAS DE MANSINHO,
SEM QUE PERCEBA,
E EU, SENTADA NO BANCO,
MOÍDA DE TANTO ESPERAR,
ABRO UM SORRISO.
ME TOMAS PELA MÃO.
DA BOCA, NENHUMA PALAVRA,
APENAS O BEIJO IMAGINADO,
E CAMINHAMOS LADO A LADO,
OUVINDO O RUÍDO DO VENTO
A PREPARAR O CAMINHO
QUE TEMOS PELA FRENTE.

VALENTINA FRAGA

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Confira os textos de Valentina Fraga, publicados no site Usina de Letras, entre eles,  artigos, cartas, contos, crônicas, ensaios, erótico,frases, humor, letras de música ,poesias , textos religiosos, em
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

UMA JOVEM

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Há poucos dias, vi uma jovem, no alpendre de uma casa, entretida na leitura de um livro. Alheara-se do mundo à sua volta, sempre lendo. Como que toda a sua vida lhe subira aos olhos, e estes iam devorando as linhas impressas, velozmente, sofregamente, página sobre página.

Aproximei-me, curioso. Que estaria lendo com tanto interesse, horas e horas, longe de tudo? Poesia não podia ser: verso não dá ansiedade. Dá êxtase, olhos esquecidos no ar, por cima do texto. Romance policial? Uma biografia? Uma peça de teatro?

Perguntei-lhe. Ela chegou primeiro ao fim da página, virou depressa a folha. E mostrando a folha de rosto do livro. Um romance. É assim que eu desejo ser lido. Só quero essa ansiedade, esse interesse, essa emoção. Para dizer comigo antecipadamente, que sou grato a Deus por me ter feito romancista.

Josué Montello
in :Diário da Tarde  / p.386  /
https://amorasazuis.com/type/image/page/17/

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Josué Montello (J. de Souza M.), jornalista, professor, romancista, cronista, ensaísta, historiador, orador, teatrólogo e memorialista, nasceu em São Luís do Maranhão a 21 de agosto de 1917, onde passou sua infância e juventude. No começo de 1936, mudou-se para Belém, dali saindo com destino ao Rio de Janeiro, em dezembro do mesmo ano.

Morou
também no Peru de 1953 a 1955, como Catedrático Honorário da Universidade Maior de São Marcos, de Lima;

Quase toda sua obra literária traz a marca da inspiração e da cultura maranhense.

Foi agraciado com 12 prêmios literários, um Fardão de Imortal da Academia Brasileira de Letras, no dia 4 de julho de 1955, ocupando a cadeira nº. 29, Membro da Academia Maranhense de Letras desde 1948 e sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Acumulou uma coleção de títulos e funções entre eles o de Reitor da Universidade Federal do Maranhão. Foi considerado um clássico de nossa literatura com muitos livros traduzidos no exterior, bem como versões cinematográficas de duas de suas novelas.

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A obra literária de Josué Montello eleva-se a 160 títulos em vários gêneros, entre eles: romances, ensaios, crônicas, história, história literária, discursos, antologias, educação, novelas, teatro, biblioteconomia, literatura infantil e juvenil, memórias, prefácios, edições para cegos e cinema. Foi colaborador do Jornal do Brasil e também da Revista Manchete.

Ocupou o cargo de presidente da Academia Brasileira de Letras, eleito em 09 de dezembro de 1993, onde tomou posse no dia 16 de dezembro permanecendo até dezembro de 1995.

Faleceu em 15 de março de 2006, aos 88 anos no Rio de Janeiro, onde vivia. Seu corpo está enterrado no cemitério São João Batista, naquela capital.(http://www.cultura.ma.gov.br/portal/ccjm/index.php?page=biografia)

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Ilustração :” Mãe e filha lendo”. Jacoba (Espanha, contemporânea) óleo sobre tela |