terça-feira, 16 de maio de 2017

ESTRELAS

No post de hoje e nos seguintes,teremos poemas com o tema "estrelas". Iniciamos com poemas de Teresinka Pereira, e Octavio Paz.

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NOITE

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A neve cobre o chão
Não há estrelas no céu.
A tristeza
vem com a noite
e se encosta em minhas
pálpebras
para que eu não sonhe
contigo

Teresinka Pereira
tpereira@buckeye-espress.com.
Ohio/EUA

in: Cotiporã Cultural
edição: Adão Wons

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IRMANDADE

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Sou homem: duro pouco
e é enorme a noite.
Mas olho para cima:
as estrelas escrevem.
Sem entender compreendo:
Também sou escritura
e neste mesmo instante
alguém me soletra.

Octavio Paz

quinta-feira, 27 de abril de 2017

INTERCÂMBIO - JORNAL A VOZ


No post de hoje, textos e informações referentes ao Jornal A Voz, de Teijipió, Recife, PE, edições 150, 151.

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A HISTÓRIA DO CARNAVAL - PERNAMBUCO

Os festejos carnavalescos foram trazidos pelos portugueses com o nome de entrudo. Era uma brincadeira violenta, onde os foliões lançavam farinha, tinturas e até água suja. Foi proibida oficialmente e aos poucos as batalhas passaram a usar confete e serpentina.

No século XIX, surgem o frevo e o passo, dando ao carnaval de Pernambuco uma identidade única no Brasil. A partir de então, operários urbanos organizaram as primeiras agremiações nos bairros populares.

No início, muitas corporações mantiveram identidade profissional: os caiadores desfilavam juntos, assim como os lenhadores. Mas, com o tempo, foram sendo criados clubes mais abertos, com nomes engraçados: Canequinhas Japonesas, Marujos do Ocidente, Toureiros de Santo Antonio.

Ao lado dos maracatus, dos ursos, dos caboclinhos, das escolas de samba, estes clubes, troças e blocos, unindo as influências européias, africanas e indígenas, transformaram o carnaval de Pernambuco no maior caldeirão cultural do Brasil.

Fonte:
http://www.pousadapeter.com.br - http://maniadehistoria.wordpress.com

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SONHOS ANTIGOS
Maria de Melo Bandeira

No baú da minha vida
Onde guardei minhas lembranças
Adormecem sonhos antigos
Desfalecendo esperanças

No baú da minha vida
Guardei também alegria
Quando criança sonhava
Com um mundo de fantasia

Felicidades desfeitas
Deixaram marcas no coração
Mas curei as cicatrizes
Com os pés firmes no chão.

JULIANA LIMEIRA - Primavera - 40,7 x 30,6

NOITES
José Vieira

Noites ausentes e vazias
deslizam indiferentes
A imensidão fez-se cinzas
Lá fora contempla a calmaria
muitas se perdem no abismo

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Jornal A Voz, publicação bimestral , incentivo cultural
Av. Dr José Rufino, 3625- Teijipió- Recife- PE. Cep 54930.000
Filiado à FEBAC - Federação Brasileira de Alternativos Culturais

jornalavozdecavaleiro@gmail.com
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Edição digital : http//genildoferreirasil.wix.com/jornal-a-voz
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Diretor Presidente e Publicitário : Genildo F. da Silva
Redação: Fátima Costa
Colaboradores : Aline Costa, Vanderli Leandro

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Crônicas,poemas,reportagens,informações,curiosidades, piadas e charges.
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tejipio

Teijipió -
Saiba mais sobre Tejipió; siga o link :
http://semiraadlervainsencher.blogspot.com.br/2009/05/chama-se-tejipio-desde-o-seculo-xvii.html

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iLUSTRAÇÃO : JULIANA LIMEIRA

terça-feira, 14 de março de 2017

INTERCÂMBIO - BINÓCULO

 

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Recebemos e agradecemos o envio da edição 182, da publicação Binóculo, de Fortaleza, Ceará.
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O Binóculo é editado por Dias da Silva (ivonildodiasdasilva@gmail.com.) e Batista Lima (jbatista@unifor.br)
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O auto denominado "Caderno de Leitura",traz em seu conteúdo, ensaios,crônicas,contos,resenhas,sugestões literárias e poemas.
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Da seção Cordel e Repente,extraímos os seguintes trechos:
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O VALOR DA HONESTIDADE
Edésio Batista

Revoltante na política
A falta de honestidade,
Políticos fazem fortuna
Com muita facilidade
Isso da noite pro dia,
Sem ganhar na loteria,
Mas jurando austeridade.

Nos diz Laurentino Gomes,
Em seus bons livros de história,
Mas a cruel corrupção
Chegou cantando vitória
Em nossa terra inda virgem,
E aqui deixou a fuligem,
Da sua mais torpe escória.

O grande Rui afirmava:
"De tanto ver nulidade,
Triunfando na desonra".
Mas sem ter capacidade
Só praticando injustiça
"O homem ri da justiça
Se envergonha da verdade"

Edésio Batista é poeta e cordelista. Da Academia de Cordelistas do Crato,cadeira 5.

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SOBRE CRIMES,LADROAGENS,ASSALTOS,DOENÇAS E MORTE
Benedito B. de Sousa

Cadeias superlotadas
Rebeliões em presídios
Droga,armas,homicídios
Autoridades caladas
Com as leis violentadas
Pelo crime organizado
Que tantos já têm matado
Velhos,jovens e guris
Desse jeito meu país
Vai se fazendo afundado.

Tem os assaltos na esquina
Em bancos, joalherias
Ataque a delegacias.
Por quem rouba e assassina
Esse regime domina
Porque não é dominado.
Até quando será cortado
Esse mal pela raiz
Desse jeito meu país
Vai se fazendo afundado.

Em filas dos hospitais
É tanta gente morrendo
Em corredores gemendo
Em fases já terminais
Sem ter profissionais
Pro problema agravado
Que é por isso culpado
Ele sabe mais não diz
Desse jeito meu país
Vai se fazendo afundado

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EXPEDIENTE

BINÓCULO - Caderno de leitura fundado em janeiro de 1999. Correspondência: Dias da Silva- Rua Monsenhor Otávio de Castro, 863/601- Cep 60.050-150 - Bairro da Fátima - Fortaleza- Ceará. E-mail: ivonildodiasdasilva@gmail.com.

Batista Lima - Rua José Alves Cavalcante,1163- Cep; 60822- 570- cidade dos Funcionários - Fortaleza-Ceará - E-mail: jbatista@unifor.br

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Ilustração: Militão Dos Santos

quinta-feira, 9 de março de 2017

É NO OUTONO QUE TE ESPERO

 

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NO FINAL DO VERÃO É QUE TE ESPERO,
QUANDO AS FOLHAS, ARDIDAS DO SOL,
MORREM DE UM AMARELO TÃO INTENSO,
QUE MAIS PARECEM INVEJA-LO.
QUALQUER VENTO É CAPAZ DE DERRUBA-LAS
FORMANDO UM TAPETE,
AO LONGO DA ESTRADA,
PRONTA PRA NOS LEVAR.
CHEGAS DE MANSINHO,
SEM QUE PERCEBA,
E EU, SENTADA NO BANCO,
MOÍDA DE TANTO ESPERAR,
ABRO UM SORRISO.
ME TOMAS PELA MÃO.
DA BOCA, NENHUMA PALAVRA,
APENAS O BEIJO IMAGINADO,
E CAMINHAMOS LADO A LADO,
OUVINDO O RUÍDO DO VENTO
A PREPARAR O CAMINHO
QUE TEMOS PELA FRENTE.

VALENTINA FRAGA

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Confira os textos de Valentina Fraga, publicados no site Usina de Letras, entre eles,  artigos, cartas, contos, crônicas, ensaios, erótico,frases, humor, letras de música ,poesias , textos religiosos, em
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=valentina

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

UMA JOVEM

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Há poucos dias, vi uma jovem, no alpendre de uma casa, entretida na leitura de um livro. Alheara-se do mundo à sua volta, sempre lendo. Como que toda a sua vida lhe subira aos olhos, e estes iam devorando as linhas impressas, velozmente, sofregamente, página sobre página.

Aproximei-me, curioso. Que estaria lendo com tanto interesse, horas e horas, longe de tudo? Poesia não podia ser: verso não dá ansiedade. Dá êxtase, olhos esquecidos no ar, por cima do texto. Romance policial? Uma biografia? Uma peça de teatro?

Perguntei-lhe. Ela chegou primeiro ao fim da página, virou depressa a folha. E mostrando a folha de rosto do livro. Um romance. É assim que eu desejo ser lido. Só quero essa ansiedade, esse interesse, essa emoção. Para dizer comigo antecipadamente, que sou grato a Deus por me ter feito romancista.

Josué Montello
in :Diário da Tarde  / p.386  /
https://amorasazuis.com/type/image/page/17/

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Josué Montello (J. de Souza M.), jornalista, professor, romancista, cronista, ensaísta, historiador, orador, teatrólogo e memorialista, nasceu em São Luís do Maranhão a 21 de agosto de 1917, onde passou sua infância e juventude. No começo de 1936, mudou-se para Belém, dali saindo com destino ao Rio de Janeiro, em dezembro do mesmo ano.

Morou
também no Peru de 1953 a 1955, como Catedrático Honorário da Universidade Maior de São Marcos, de Lima;

Quase toda sua obra literária traz a marca da inspiração e da cultura maranhense.

Foi agraciado com 12 prêmios literários, um Fardão de Imortal da Academia Brasileira de Letras, no dia 4 de julho de 1955, ocupando a cadeira nº. 29, Membro da Academia Maranhense de Letras desde 1948 e sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Acumulou uma coleção de títulos e funções entre eles o de Reitor da Universidade Federal do Maranhão. Foi considerado um clássico de nossa literatura com muitos livros traduzidos no exterior, bem como versões cinematográficas de duas de suas novelas.

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A obra literária de Josué Montello eleva-se a 160 títulos em vários gêneros, entre eles: romances, ensaios, crônicas, história, história literária, discursos, antologias, educação, novelas, teatro, biblioteconomia, literatura infantil e juvenil, memórias, prefácios, edições para cegos e cinema. Foi colaborador do Jornal do Brasil e também da Revista Manchete.

Ocupou o cargo de presidente da Academia Brasileira de Letras, eleito em 09 de dezembro de 1993, onde tomou posse no dia 16 de dezembro permanecendo até dezembro de 1995.

Faleceu em 15 de março de 2006, aos 88 anos no Rio de Janeiro, onde vivia. Seu corpo está enterrado no cemitério São João Batista, naquela capital.(http://www.cultura.ma.gov.br/portal/ccjm/index.php?page=biografia)

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Ilustração :” Mãe e filha lendo”. Jacoba (Espanha, contemporânea) óleo sobre tela |

domingo, 29 de janeiro de 2017

IMENSIDÃO

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Há alguma coisa maior do que o eu em mim
Devem ser minhas mãos,minha mente,
meus olhos,talvez..
esta caneta,este papel

Nas pequenas partes e adjacências..
há alguma coisa maior do que eu

Glenda Maier
in: "Poesia,etc e tal"

"Glenda Maier, nome literário de Glenda Meyer de Aranha Borges. Carioca, formada em Sociologia, professora de inglês por profissão. Participou da fundação e das primeiras diretorias da Casa do Poeta do Rio de Janeiro, onde fundou o DIJ – Departamento Infanto-Juvenil. Autora dos livros Poemas (1991); Prosa Poética (1993); Quase… Contos (1998); Poesia etc. & tal (2002); Talvez Crônicas (2005); Talvez Crônicas Vol II (2007) – livro premiado pela UBE/Rio; Mandrágora – Agenda Perpétua de Aniversários (sem distribuição externa, foi um presente para a família) e Crônicas de Sala de Aula (2009). Presidente da APPERJ de 1996 a 2001. Cronista dos jornais Jacarepaguá em Destaque e Condomínios e Foco desde o primeiro exemplar. Mãe de Guilherme, Antonio Henrique e Letícia. Alguns prêmios e um grande sonho – escrever um romance realmente digno de aplausos."
http://www.selmovasconcellos.com.br/colunas/entrevistas/glenda-maier-entrevista/