sexta-feira, 24 de setembro de 2010

IMPRENSA ALTERNATIVA

No post de hoje, mais uma publicação da cena alternativa. Dessa vez, o fanzine "Silêncio Atroz", de Salvador, Bahia. 

SILENCIO ATROZ

SILÊNCIO ATROZ
Poesias 
Editora : Kleide Keite
End: Rua Primeiro de Maio, 112 - Pernambués - Salvador – BA - 41120.120
-
A publicação "Silêncio Atroz" é um inúmeros fanzines editados pela baiana Kleide Keite, seguindo a estética tradicional do fanzineiro : colagens, desenhos, textos manuscritos e na velha máquina de escrever.
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O fanzine, feito em uma folha de papel A4, frente e verso, traz poesias de temática gótica e da escola romântica. Não por acaso, alguns textos são de Álvares de Azevedo , Manuel Bandeira e novos poetas românticos.
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A seguir uma pequena amostra dos poemas existentes no fanzine :

Cancao-de-amor

CANÇÃO
Christina Rossetti

Em minha sepultura
Ó meu amor, não plantes
nem cipreste nem rosas
Nem tristemente cantes.
Sê como a erva dos túmulos
que o orvalho umedece.
E se quiseres, lembra-te ;
Se quiseres, esquece.
Eu, não verei as sombras
quando a tarde baixar ;
Não ouvirei de noite
o rouxinol cantar.
Sonhando em meu crepúsculo
sem sentir, sem sofrer
Talvez possa lembrar-me
talvez possa esquecer

 http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=969

chuva

LÁGRIMAS DE CHUVA
Kleide Keiti

A chuva gela as lembranças
Sensual desliza em meu corpo
Meu semblante demente em saudades
Sentir o fluir amargo vultuoso

Teço meus versos tristonhos
No sangrar do vinho embriago-me
Ávido em meus devaneios
Ausente em neblina tão fria

Chuva erótica e boemia
Gotas autônomas
Me deixam sem ação

Centralizo minha dor
Na chuva que molhou-me
Deslizou sobre minha face
Como um toque caricioso
Sentir o céu chorar comigo...

Raiva 

RANCOR
Jurandir Marinho

Há tempos. Outrora
Distante no ontem
E indigestamente presente.

O mais terrível dos males !
Eu o extirparia se pudesse
Porém, tu és assim - Como disse o Gullar -
Doença !

Crônica. Enlouquece e degenera.
Pouco a pouco. Dia a dia.
Nos come vivos...
....sempre.
Intocável. Nocivo.
Se ao menos eu pudesse estrangular-te !
Nefasto, passas,
voltas,
ficas.
Cruel, asfixia e espanca a alma,
Ontem, hoje...
E sempre.
Até o fim !

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Saiba mais sobre a poetisa K.Kleite :
http://infernoticias.blogspot.com/2006/11/conhea-sombrias-escrituras-um-universo.html
http://infernoticias.blogspot.com/2006/11/lady-vanishes-fanzine-de-temtica-gtica.html

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

VERSOS LIVRES #08

Mais alguns poemas publicados no Versos Livres # 08 . As imagens que ilustram alguns dos poemas são de Edward Hopper.

versos oito

SEM TÍTULO
Nilza Menezes

para poeta
angústia não é
aquele lugar
onde se põe um poema triste

angústia de poeta
é quando no vazio
não cabe um poema

(Extraído do livro “Duas Palavras” Novamente recorro ao blog do amigo Selmo Vasconcelos, dessa vez para indicar a entrevista de Nilza : http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com/2009/04/momento-litero-cultural-entrevista_30.html )

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SEM TÍTULO
Droos

livre ?
para que a minha
razão ande como um cachorro
sem dono pelas ruas e eu atrás ?

Dieter Roos [Alemanha] – Poeta e artista plástico. Autor de vários livros de desenhos e poemas em suábio, alemão, inglês, português e francês. Participou de exposições na África, França, Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Alemanha, Suíça e Estados Unidos. Atualmente vive em Divinópolis. www.droos.de

-

CARPE DIEM
Lari Franceschetto

Andaime a andaime
Tijolo a tijolo
Passo a passo
Massa à massa
Construo a casa
Da minha história

O amanhã é depois :
Eu sou agora,
A vida me convoca
E não demora
Tudo que busco
E não me basta
Agendo para agora

Mergulhado em alma
Aproveito o dia
Que o vento sopra,
A vida passa

Poeta e jornalista gaúcho, premiado em muitos concursos literários por todo o país. atualmente reside em Veranópolis, RS

hopper1

QUERUBIM
Mery Speck Thiesen

Querubim, traz prá mim
aquele amor sem fim
Que venha do céu
em forma de anjo
Corajoso e valente
Um cavalheiro existente.

Que o nosso abrigo
Tenha como cortesã mais bela
A lua cheia, tão singela.
Que acendem as velas
Abrilhentando nossa festa

Toquem os clarins ,querubins
E anunciem aqui
o amor sem fim !

Mery é uma poetisa de Santa Catarina.

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SEM TÍTULO
Carlos Moreira

à margem da margem
imagem vira
miragem

http://carlosmoreira-silencio.blogspot.com/

-

NASCER DO SOL
Renata Paccola

Maravilha incontestável
Espetáculo indefinível
É a natureza que tenta
- Inutilmente - dar à luz
Meu espírito ainda cansado

http://www.avspe.eti.br/sonetos/RenataPaccola.htm
http://margaretcendon.sites.uol.com.br/renatapaccola.html

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ASPIRAÇÃO
Almir Carvalho Filho

Eu não quero sentir-me tão antítese
Certo/errado, mocinho/bandido
Feliz/infeliz
Não...não quero .

Quero sentir-me, apenas,
um pleonasmo :
Pleno de vida, cheio de vigor
Sempre em busca de Paz
Sempre em busca do Amor

Eu quero ser a gradação constante:
O Ínicio..o Meio.. o Fim

Não quero o chão /eu quero o ar
Não quero a terra/eu quero o mar
Não quero o ódio/eu quero amar
Não quero o mundo, vasto, imundo:
- Eu quero Deus !

Saiba mais e veja mais poemas do carioca Almir em; http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=63847

VERSOS LIVRES #08

Neste post estou disponibilizando alguns poemas da edição nº 08 do fanzine Versos Livres. As ilustrações são de Edgar Degas .

-
“ A vida é a infância da imortalidade” (Goethe)
-

versos oito

L’AMOUR
Rynaldo Papoy

Às vezes não sei o que é morrer
Há uma planta que se chama
Comigo-Ninguém-Pode
Há uma planta etimoscópica
Há um véu e seres antropofágicos
Lógico que unhas sentem dores..

Terminalmente

Carnes vivas e sangrentas
malvadas elevadas a certos nomes
caridades perdidas
em animais mentes

Mas torres caem
Piratas nos corações de viagens

Saiba mais sobre o guarulhense Rynaldo em http://rynaldopapoy.blogspot.com/

-

AGORA EU SEI
Adriana Ribeiro Vieira

Pensei que eu sentia
apenas uma paixão
Mas se fosse acabaria..
e você está no meu coração
Adoro quando ficamos abraçados
trocando beijos apaixonados
e compartilhando os nossos instantes
de imensa felicidade

Adriana Ribeiro , uma das PARTENONISTAS DO SÉCULO XXI ) é do Rio Grande do Sul

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EU PRECISO DO TEU AMOR
Élmantos

Aqui me dói tanto
poder relembrar tudo aquilo
Saber que um dia fomos felizes
E o mais inacreditável era saber
Que você realmente me amava.

Não podia me encontrar
E teus olhos brilhavam .
Podia sentir o teu coração
Acelerando o pulsar...

Ah ! Se você soubesse
Como sinto tanta saudade de você !

Fico olhando o orvalho
Na madrugada caindo
Fazendo-me sentir ainda mais
A falta do teu calor ...

Como outras vezes, gritei ao relento
Eu preciso do teu amor !

Élmantos, autor do livro “Enquanto Existir Vida Haverá Sempre uma Poesia” , é da cidade de Embu das Artes/SP

-

ZIELONA GORA
Emérson Oliveira

Zielona Gora
Vestida de preto, perto de Oder
Despia-se Zielona Gora os seus trajes
Toda vida Zielona Gora fez núpcias
Perto de Oder

Onde os caminhos chegam
À tarde, manhã, noite e madrugada
Zielona Gora pôs suas mãos suaves
Em mim, seu corpo nu
Embriagava o Oder todo,
Sugou o sangue dos cordeiros.

Zielona Gora amava as rosas,
Perto das margens do Oder
A lembrança de Zielona Gora
Pequena perto dos carvalhos

A nudez de Zielona Gora era pura,
Os prados a queriam aspergida o corpo
Cheio de retóricas entusisamadas
E aplausos eufóricos
Trocamos sensações íntimas de gozo.

Zielona Gora se equilibra fantástica
Na arena olímpica,
Abre-se e me cativa plenamente,
Toques de ternura.

Cicládes e Eubéia trouxeram
Encantamento à minh’alma.

Saiba o que é Zielona Gora em http://pt.wikipedia.org/wiki/Zielona_G%C3%B3ra .
Emérson é paulista, da cidade de Cubatão.


 degas

FEDRA
Regina Maria de Mello

Pedra, só tu viravas pó ? Pé ante pé.
Quedavas só. Figuras de néon.
Respiravas dentro da vitrine.
Andavas sòzinha. Estavas por ventura
Entre o mar e o céu ?

Regina é de São Paulo.

-

O MELHOR DE MIM
Touché

Trago o melhor de mim
Na essência do meu desejo .
No que sonho
No que engendro
No que invento
Nas horas silenciosas ..

Quando me introspecto
Tenho o melhor de mim
No desejo etéreo
Que não tem realidade,
No esóterico sonho
Sem comparação..

Tenho o melhor de mim
No que não sou
No que as circunstancias
Não me prepararam

Touché é de Guarulhos, São Paulo e editor deste blog.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

VERSOS LIVRES # 08

Neste blog estou disponibilizando todas as edições do fanzine Versos Livres, editado em Guarulhos, São Paulo, cujo objetivo é a divulgação de poesias. No post de hoje , mais alguns poemas da edição nº 08.. As imagens que ilustram alguns dos poemas são de Claude Monet

versos oito 
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“O silêncio não é uma ausência da fala, é o dizer tudo sem nenhuma palavra” ( Mia Couto) _____________________________________

SEM TÍTULO
Leda B.S. Figueiró

Vamos plantar
Para depois colher
Onde andamos
E só depois perguntar :
De onde viemos ?
E para onde vamos ?

A gaúcha Leda colaborou nas primeiras
edições do Versos Livres.

-

CRIANÇA
Hélio Militão

A expressão facial de criança
É natural . E nos transfere
Paz e carinho
A criança é sempre sincera
E não esconde duas faces
No seu bonito e inocente rostinho !

No sorriso da criança
Reside um encanto profundo
Que traz diferente emoção
Razão de ser .
E luz divina para este mundo !

A presença da criança
Nos transfere esperança e alegria
E melhora o nosso relacionamento
No dia a dia ..

Quem é mãe, Quem é pai
de verdade , cuida, cria ,
ama com total devoção ,
Com determinação , sem cansaço

Militão é de São Paulo . Sempre tem notícias
suas no blog http://ajebsp.blogspot.com/

monet2

SEM TÍTULO
Laércio Zaramella

Chuva rima com mãe
Se forra de nuvens cheias
Cheias de veias
De água que depois pingam
Gota a gota
se tornando um caudaloso rio
que fecunda toda a terra

Minha mãe cantava no caos
No incêndio de estrelas

Zaramella é colaborador do meu fanzine
desde os primórdios e se tornou meu amigo “postal”
e agora “virtual”. Colabora também com poemas
para o meu blog “Poetas de Guarulhos e Todo Verso”

monet-madamemonetandherson

PORTO INSEGURO
Benildo de Campos

No caminho há pedras
Pedras demais para contá-las
A vida é assim : uma Imensa Estrada
Tortuosa : eu bem sei ...

Sangram os meus pés ..

São tantos os espinhos
Que a Dor não me cala,
nem tampouco a Solidão
que invade minh’alma
e corrói todo o meu Ser
Na caminhada sem fim

Não há Porto e nem o Tempo
para chorar o que se foi ...

Sim, não posso parar..
Não posso..
Não posso..
Jamais...

Benildo é de Taubaté/SP

-

VELUDO VINHO
Marta Maria Margaritelli

Lábios veludo
Beijo paixão
Vinho vermelho.

Tenros lábios
Vinho tinto
Tinto sangue
Pele quente

Veludo Vinho
Olhos negros
Penetrantes.
Hipnóticos

Luar que embeleza
O delirante sonhador
O delírio do amor

Veludo vinho .
Palpitação
Meu abismo
Minha salvação

Vencedora de diversos concursos literários,e presença constante na cena alternativa é também autora dos livros “Sempre Haverá o Amanhecer”e “Melodia”, entre outros; Marta é de São Paulo/SP

*

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

IMPRENSA ALTERNATIVA

No post de hoje, mais uma indicação de uma publicação alternativa, no caso, o jornal O Garimpo, da Bahia. 
______

O GARIMPO

O GARIMPO
Editor : Cosme Custódio da Silva
Matatu - Salvador/BA
Filiado à Federação Brasileira de Alternativos Culturais
putzgrilla@oi.com.br

Como o próprio título sugere, "O Garimpo" traz um apanhado de informações, em pequenos textos "garimpados" de jornais e revistas, frases e textos do próprio Custódio. A publicação foi criada com o nome de "Garimpo" e ganhou o artigo a pedido da mais de centena de seus leitores .

A seguir, uma pequena mostra do conteúdo de "O Garimpo":

luiz-gonzaga

SANFONA CALADA - Ele nasceu no dia 13 de dezembro de 1912, na cidade de Exu, no bravio sertão pernambucano. Pobre, desde cedo foi para a enxada. E cedo também o Brasil o viu na estrada, seguindo o pai Januário, tocando em bares, cabarés e ruas. Com a cara redonda de nordestino genuíno, ganhara o afetuoso apelido de Lua.
Os indefectíveis chapéu e gibão de couro eram as expressões mais vivas e autênticas do sertanejo, registrando em sua obra o sentimento da alma dessa gente sofrida pela aridez da terra batida, que foge exaurida pelo sol causticante da caatinga, perdendo tudo, menos a fé, a esperança E é só voltar a chover, volta a gente, e planta, replanta.
Luiz Gonzaga foi antes de tudo um forte, sanfoneiro de primeiro porte que alegrava o Brasil de sul a norte, que amava o ronco da trovoada e o cheiro da terra molhada Do pai ganhou um dote.
O baião e o xote. Xote sem xotas desnudas e nem shorts mostrando bundas. A música e a dança do Mestre Lua não precisavam desses apelativos.
O Rei do Baião continua um ícone cuja discografia revela dados estatísticos privilegiados, mesmo sem saber direito escrever e de dar autógrafos vergonha ter, que conquistou o país e o mundo um dia, com talento, perseverança e simpatia.
Até que o assum preto calouse e ouviu-se o canto agourento da acauã. Mestre Lua havia cumprido a sua sina. Calavam-se o expoente máximo da música nordestina e a sua sanfona de oito baixos que fizeram a alegria de moça, balzaquiana e menina.
Era chegada a hora da triste partida. E aquela gente chorou. Foi no dia 2 de agosto de 1989. Quanta saudade!
(Cosme Custódio)
-
xadrez1 
XADREZ - O jogo surgiu no século XVI na Índia, com o nome de Shaluranga, que signifIca "os quatro,elementos de um exército", em sânscrito. É que todos os componentes das forças militares da época estavam representados. A infantaria é formada pelos peões e a cavalaria pelos cavalos. Antigamente havia também carroças (depois trocadas por torres) e elefantes, (posteriormente, bispos). A partir da Índia, o jogo foi para a China e a Pérsia seguindo as rotas comerciais. Aliás, é a palavra persa shah, que signifIca rei, que vem o nome xadrez. Os árabes, que conquistaram a Pérsia em 651, se encarregaram de difundir a prática do jogo. Eles levaram os tabuleiros para as terras que invadiram no norte da África e, quando ocuparam Espanha e Portugal entre 711 e 1492, trataram de introduzir a novidade na Europa Foi nesse período que o Xadrez ganhou o formato atual, incorporando elementos típicos da Idade Média, como os poderosos bispos e as torres dos castelos. Também foi introduzida a rainha, a peça mais poderosa do jogo. As regras não se alteraram desde o fInal do século XIV.( Revista Superinteressante n° I Janeiro 2001)
-
ademar SALTO ETERNO - Adhemar Ferreira da Silva é um dos maiores esportistas brasileiros de todos os tempos. Em 27 de novembro de 1956, ele se tomou o primeiro brasileiro a conquistar duas medalhas de ouro em Olimpíadas. No salto triplo, atingiu a marca de 16,5 metros em Melbourne, na Austrália, e se sagrou campeão pela segunda vez consecutiva na categoria A primeira havia sido quatro anos antes em Helsinque (Finlândia), ocasião em que quebrou quatro vezes o recorde olímpico e uma vez o mundial em uma única tarde, despontando como grande potência no esporte. No total, o atleta foi dez vezes campeão nacional e ganhou mais de 40 títulos internacionais.  (Revista Galileu - História Especial n° 9 Novembro 2006)
-
garrincha OLÉ ! - Uma expressão espanhola usada por torcedores mexicanos num confronto entre argentinos e brasileiros que praticavam um esporte inglês. Foi de toda essa salada cultural que nasceu o "Olé!". Interjeição típica das touradas espanholas, indica que o time que está ganhando mantém a posse da bola enquanto os adversários tentam pegá-la sem sucesso. Nasceu no dia 20 de fevereiro de 1958, quando o botafogo enfrentava a equipe do Ríver Plate, na Cidade do México. Garrincha não deixava o argentino Vairo tocar na bola. O público, encantado, a cada drible desconcertante do nosso "gênio das pernas tortas" sobre o pobre marcador portenho gritava "Olé!" sem parar, e assim criou-se a tradição. (Revista de História n° 26 Novembro 2007)

** *
Veja mais um pouco do Garimpo em :
http://www.glan.com.br/page_1141575196500.html

* **
Veja no fotolog Radar Zinético, o que o Dola diz sobre "O Garimpo" ;
http://fotolog.terra.com.br/khneira:81

***
Saiba mais sobre o escritor Cosme Custódio da Silva no site da UBE : http://www.ube.org.br/lermais_materias.php?cd_materias=2294

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

VERSOS LIVRES # 08

No post de hoje , mais alguns poemas que foram publicadas no fanzine Versos Livres nº 08 . As imagens que ilustram alguns poemas são de Juan Miró.( http://www.allposters.com)

versos oito

AS CHAGAS DO AMOR
Jomont Saré

Pintei um coração no universo
Prá nunca esquecer de mim
Mandei lhe escrever um verso
Não em português, mas em latim..
Foi a única forma que encontrei
Pra entregar-lhe meu coração
Mas nunca irei esquecer
Desta nossa louca paixão ....

A paixão sentida vai à procura
Das cálidas palavras de amor
Que nas profundezas
Do coração perdura...
Nada nos separa desta paixão
Tão pura
Enquanto existir o amor
Vale a pena.

O amor nos cura.

Jomont é um dos poetas
de Guarulhos/SP

*

VOZ TAGARELA
Marilene A. Araújo

Tua voz tagarela
É como a espada do samurai
Uma lâmina veloz
feito a dor a morte e a solidão

É como o ódio
do machado no lenho
Rachando, decepando
A alma, magoando a mão

Tua voz corta mais que a adaga
É como o punhal que fere
Mas estanca o sangue

Jamais serás como o vento
Que se renova no Outono
Me lembras um toco
De uma árvore decepada
Um ladrão que espreita
Na madrugada

Uma estrada sem retorno

Marilene é uma colaboradora
do Versos Livres, de Minas Gerais.

*

031 

*

A NUVEM-FLOR
Ana Laura

Nuvem que brota
qual flor luminosa
De noturna montanha .

Lua oculta na nuvem :
Luz agasalhada no ninho.

Pétalas celestes, retorcidas
Pintadas sobre ramos retorcidos

De árvore sombria
Pétalas revoltas,
luz dramática

Imóvel tempestade
Em tons claro-escuros
De tormenta e bonança.

Do livro “ Novos Sonhos” . Ana Laura, é do Rio de Janeiro, e é médica, além de poetisa .

*

NUMA MESMA PRAÇA
João César Flores

Enquanto as crianças
Embalam seus sonhos
Segredos e medos
Em frenéticos balanços,
Ressoa no ar uma nova sinfonia
De choros, gritos e risadas
Na busca de outros brinquedos

Corre-se atrás da alegria
Em meio a este mundo
De fantasia, estamos nós
Tão crianças quanto eles
Com o mesmo ímpeto
Embalando nossos sonhos
Segredos e medos
Em frenéticos olhares

Como é excitante, bonito
E encantador correr para
os balanços, roda gigante
gangorras e escorregador
Fazendo da praça
Gostoso espaço e imenso palco

Como é excitante, bonito
e encantador estarmos tão perto
onde nossos gestos revelam
amor na mão que acaricia
Na lágrima que cai
No sorriso que alivia
No beijo trocado embalando
corações apaixonados
fazendo da praça
gostoso espaço e imenso palco

As buscas são iguais
Brinquedos, corações
Todos são especiais .
Os que nos diferem são as razões.
Brincar,correr,querer, e amar

Flutuam na mesma praça
Verdade e ilusão, na busca
de espaço, fantasia de palcos
Momentos de encanto e emoção

João é do Rio Grande do Sul e colaborou durante as primeiras edições do Versos Livres.

*

miro1

*

MIRAGEM
Doroni Hilgenbert

Na vida amena
que vai passando
tudo se acaba

Mas é em você
que encontro a calma
para o meu viver

Quando acaso aborrecida
Sem ter por quê,
lembro você
E meu pensamento
Se descontrai..

Na tarde mansa
que vai se pondo
Alegremente diviso ao longe
A sua imagem de semi Deus

Na noite densa
Tudo é mistério,
tudo é magia
Sua sombra chega
E em sonhos canta
Para eu dormir

Doroni é de Manaus /AM. Pedagoga, escritora .Saiba mais sobre ela em http://doronihilgenberg.blogspot.com/

*

PRIMEIRA VISÃO
Maria da Paz

Eu sou do estranho mundo da perversão
Sou do mundo dos mortos
Vivo na escuridão
Vivo as fantasias mais profundas
Sentimentos que vêm de um lugar oculto da minha alma.
E eu nunca a conheci
No mundo dos mortos as cores ofuscam a vista
Todo dia é festa porque a vida tem que ser vivida
Eu sou do tempo louco do Universo

Maria da Paz é de São Paulo e esse foi o único poema que ela me enviou.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

IMPRENSA ALTERNATIVA

- Mais uma vez, interrompemos a publicação do conteúdo do fanzine Versos Livres, para falar sobre uma publicação do circuíto alternativo. No post de hoje, algumas informações sobre o jornal “O Garimpo”, de Salvador, Bahia.

O GARIMPO

O GARIMPO
Editor : Cosme Custódio da Silva
Matatu - Salvador/BA
Filiado à Federação Brasileira de Alternativos Culturais
putzgrilla@oi.com.br

Como o próprio título sugere, "O Garimpo" traz um apanhado de informações, em pequenos textos "garimpados" de jornais e revistas, frases e textos do próprio Custódio. A publicação foi criada com o nome de "Garimpo" e ganhou o artigo a pedido da mais de centena de seus leitores .

A seguir, uma pequena mostra do conteúdo de "O Garimpo":

SANFONA CALADA - Ele nasceu no dia 13 de dezembro de 1912, na cidade de Exu, no bravio sertão pernambucano. Pobre, desde cedo foi para a enxada. E cedo também o Brasil o viu na estrada, seguindo o pai Januário, tocando em bares, cabarés e ruas. Com a cara redonda de nordestino genuíno, ganhara o afetuoso apelido de Lua. Os indefectíveis chapéu e gibão de couro eram as expressões mais vivas e autênticas do sertanejo, registrando em sua obra o sentimento da alma dessa gente sofrida pela aridez da terra batida, que foge exaurida pelo sol causticante da caatinga, perdendo tudo, menos a fé, a esperança E é só voltar a chover, volta a gente, e planta, replanta.
Luiz Gonzaga foi antes de tudo um forte, sanfoneÍfo de primeiro porte que alegrava o Brasil de sul a norte, que amava o ronco da trovoada e o cheiro da terra molhada Do pai ganhou um dote. O baião e o xote. Xote sem xotas desnudas e nem shorts mostrando bundas. A música e a dança do Mestre Lua não precisavam desses apelativos.
O Rei do Baião continua um ícone cuja discografia revela dados estatísticos privilegiados, mesmo sem saber direito escrever e de dar autógrafos vergonha ter, que conquistou o país e o mundo um dia, com talento, perseverança e simpatia. Até que o assum preto calouse e ouviu-se o canto agourento da acauã. Mestre Lua havia cumprido a sua sina. Calavam-se o expoente máximo da música nordestina e a sua sanfona de oito baixos que fizeram a alegria de moça, balzaquiana e menina. Era chegada a hora da triste partida. E aquela gente chorou. Foi no dia 2 de agosto de 1989. Quanta saudade!  (Cosme Custódio)
-
XADREZ - O jogo surgiu no século XVI na Índia, com o nome de Shaluranga, que signifIca "os quatro,elementos de um exército", em sânscrito. É que todos os componentes das forças militares da época estavam representados. A infantaria é formada pelos peões e a cavalaria pelos cavalos. Antigamente havia também carroças (depois trocadas por torres) e elefantes, (posteriormente, bispos). A partir da Índia, o jogo foi para a China e a Pérsia seguindo as rotas comerciais. Aliás, é a palavra persa shah, que signifIca rei, que vem o nome xadrez. Os árabes, que conquistaram a Pérsia em 651, se encarregaram de difundir a prática do jogo. Eles levaram os tabuleiros para as terras que invadiram no norte da África e, quando ocuparam Espanha e Portugal entre 711 e 1492, trataram de introduzir a novidade na Europa Foi nesse período que o Xadrez ganhou o formato atual, incorporando elementos típicos da Idade Média, como os poderosos bispos e as torres dos castelos. Também foi introduzida a rainha, a peça mais poderosa do jogo. As regras não se alteraram desde o fInal do século XIV. Revista Superinteressante n° I Janeiro 2001
-
SALTO ETERNO - Adhemar Ferreira da Silva é um dos maiores esportistas brasileiros de todos os tempos. Em 27 de novembro de 1956, ele se tomou o primeiro brasileiro a conquistar duas medalhas de ouro em Olimpíadas. No salto triplo, atingiu a marca de 16,5 metros em Melbourne, na Austrália, e se sagrou campeão pela segunda vez consecutiva na categoria A primeira havia sido quatro anos antes em Helsinque (Finlândia), ocasião em que quebrou quatro vezes o recorde olímpico e uma vez o mundial em uma única tarde, despontando como grande potência no esporte. No total, o atleta foi dez vezes campeão nacional e ganhou mais de 40 títulos internacionais.
Revista GaliJeu História Especial n° 9 Novembro 2006
-
OLÉ ! - Uma expressão espanhola usada por torcedores mexicanos num confronto entre argentinos e brasileiros que praticavam um esporte inglês. Foi de toda essa salada cultural que nasceu o "Olé!". Interjeição típica das touradas espanholas, indica que o time que está ganhando mantém a posse da bola enquanto os adversários tentam pegá-la sem sucesso. Nasceu no dia 20 de fevereiro de 1958, quando o botafogo enfrentava a equipe do Ríver Plate, na Cidade do México. Garrincha não deixava o argentino Vairo tocar na bola. O público, encantado, a cada drible desconcertante do nosso "gênio das pernas tortas" sobre o pobre marcador portenho gritava "Olé!" sem parar, e assim criou-se a tradição. Revista de História n° 26 Novembro 2007

** *
Veja mais um pouco do Garimpo em :
http://www.glan.com.br/page_1141575196500.html

* **
Veja no fotolog Radar Zinético, o que o Dola diz sobre "O Garimpo" ;
http://fotolog.terra.com.br/khneira:81

***
Saiba mais sobre o escritor Cosme Custódio da Silva no site da UBE : http://www.ube.org.br/lermais_materias.php?cd_materias=2294