terça-feira, 5 de outubro de 2010

IMPRENSA ALTERNATIVA

Na postagem de hoje, divulgo mais uma publicação da cena alternativa. Dessa vez , um livro de P.J. Ribeiro ..
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CONTOS SOB SUSPEITA

P J RIBEIRO

P.J. Ribeiro
pjribeiro2006@hotmail.com
Edições Totem , Cataguases/MG
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Capa e efeitos visuais : Natália Tinoco – Projeto editorial e gráfico : Joaquim Branco
Impressão : Gráfica Líder –
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Contos brasileiros
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A apresentação , na orelha do livro, traz a assinatura de Joaquim Branco , que , entre outras coisas, diz : “Pelos títulos dos livros de Pedro José Branco Ribeiro, que assina P.J. Ribeiro, dá para sentir o insólito de sua construção literária.”
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E, a seguir, uma pequena mostra do trabalho de P.J. :

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99X4-9Y61

Tava dançando com ela, de repente ela me disse que ligasse pro celular dela que era 99X4-9Y61, mas que lhe avisasse na véspera, pois este ficava sempre desligado.
Em seguida perguntou s'eu tinha papel e lápis pra anotar, eu disse que não, mas que não importava, eu guardava esse número na cabeça, afinal tinha sido bancário, pra mim era fácil guardar um número tão fácil.
Depois, trocamos muitos beijinhos de despedida.
Dias mais tarde nos desligamos
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BEM ACIMA DO MEU QUARTO

Bem acima do meu quarto mora uma viúva, com dois filhos pequenos, que atende 24 horas por dia. É só marcar. Logo abaixo dessa viúva moro eu num quarto cujo telhado é todo, todo-todo, de vidro.
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PENUMBRA

Quem dera se estivéssemos abraçados na penumbra, ao som de um fox-trote trotando nossos corpos, moldando nossos rompantes.
E depois logo viria o beijo caliente saindo de nossas bocas trepidantes, suadas mãos se apertando, membros se esfregando.
Eu arrumando o cabelo, você passando os dedos agéis na minha nuca.
Fervendo a cuca.
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MINUTOS

Faltam dois minutos preu ir-me embora.
Mas, não penso em fazer nada agora, pois só vejo estradas e canais e mangues e capinzais.
Aí percebo dentro de mim uma rima abóbora e imbecil, talvez até um pouco torta.
Porém, só faltam dois minutos p'reu ir-me embora quando também noto, bem acima da minha cabeça, a presença de um novo espaço azul infinitamente aberto.
Enfim, tomo coragem e peço aos céus que mandem com força e de imediato uma grande quantidade de vento ou tempestade, para que finalmente tudo se acalme e assim eu possa nascer de novo.
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FUTURO AO MOLHO PARDO

Não sabia que era sua filha, oh, Trude, não almejo tanto, se soubesse garanto que não insistiria.
Agora os dias irão se fazendo como o barro faz telhas e, os pedreiros, casas.
Não me pergunte, Trude, aonde pretendo chegar qu ' eu não saberia lhe responder mesmo.
Vamos levando a coisa assim, desse jeito, temperando, preparando um caldo especial.
Pra depois jogar por cima, bem por cima, do nosso futuro ao molho pardo.
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- Para saber mais sobre P.J., acesse http://portalcataguases.com.br/portal/index.php/2009/10/24/sobre-p-j-ribeiro-titulo-a-descobrir/

- E aqui outros contos de P.J.: http://www.jornaldepoesia.jor.br/pjribeiro1.html http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=471&rv=Cigarra

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CONCURSO DE POESIA OFICINA DA PALAVRA

Conheçam e participem do Concurso de Poesia idealizado e coordenado pela amiga Cathiato do blog Reflexo D’Alma - http://reflexodalma.blogspot.com/

CONCURSO DE POESIA OFICINA DA PALAVRA 2010 :

OBJETIVO DO CONCURSO:REUNIR PESSOAS QUE ESCREVEM AO REDOR DA 'PALAVRA " E INCENTIVA-LOS A MOSTRAREM SEUS TEXTOS

INSCRIÇÕES ABERTAS DE 05 A 30 DE SETEMBRO DE 2010:
INFORMAÇÕES SOMENTE PELO EMAIL
catiaho@hotmail.com

Mais informações em http://oficinadapalavraemreflexo.blogspot.com

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

No post de hoje, referências a algumas correspondências enviadas para a redação do Versos Livres, cujos recebimento agradecemos.

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O CAPITAL 
Diretamente de Aracajú, Sergipe, recebemos da sua editora Ilma Fontes,  uma edição do excelente jornal "O Capital", que tem como dístico " Jornal de Resistência ao Ordinário", .
Redação: Av. Ivo do Prado, 948 , Aracaju /SE , Cep 49015.070.  Dele, transcrevo um poema de Hunald Alencar, extraído da coluna "Rede Alternativa de Poesia"
:

O Quinto

Por quatro solidões povoadas
permeias a fonte subterrânea
que o universo equilibra.

Noturnamente renasces
de algas sombrias a vestir
a clara roupagem dos dias.

Distante errante domicílio
em que te revisitas.
fisionomia de bruma,
será este o castigo ?

Não sei se te busco. Não sei
se entre pessoas me perco.
- finjo então que te conheço

Hunald Alencar

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O LITERÁRIO
O editor  Osael de Carvalho nos envia  "O Literário", do  Rio de Janeiro; Caixa Postal 8109 - Bonsucesso - Rio de Janeiro- RJ - Cep 21032.970 , de onde destaco uma trova .

Contra um ato que degrada
não lances tua censura,
pois a flor, mesmo tocada,
continua bela e pura.

Humberto Del Maestro. 

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LITERARTE- SP
O jornal Literarte, foi encaminhado para a redação do Versos Livres, pelo seu editor , o incansável Arlindo Nóbrega, presidente da FEBAC, Federação Brasileira de Alternativos Culturais. O Literarte, tem como slogan " Espaço cultural para todos" e seu endereço é Rua Rego Barros,316, São Paulo, Cep 03460.000. O poema a seguir, consta em sua edição nº 291 :

Invenção

Foi preciso
inventar um mundo
para caber-me
Criar imagem
para ver-me no espelho
Uma linguagem
para falar.
Criar um Deus
para proteger-me
deste nada.
Foi preciso
inventar um mundo
para existir

Djanira Pio

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BINÓCULO
É uma publicação vinda de Fortaleza, Ceará. Seus editores são Dias da Silva e Batista de Lima. Correspondência : ivonildodias@secrel.com.br ou jbatista@unifor.br .Confira, a seguir, um dos poemas ali  publicados :

Décimas

Eu tranquei medicina certamente
Por não ser minha área preferida
E deixei de ser médico salva-vida
Pra ganhar minha vida com repente
Quando a arte do povo está doente
Com um verso singelo recupero.
Normalmente a mensagem que opero
Não faz dor e nem deixa cicatriz
Ser poeta eu só sou porque Deus quis
Ser doutor eu não sou porque não quero.

Minha mente é igual um casarão
Onde mora um imenso conteúdo
Foram mais de dez anos de estudo
Pra chegar nesta minha afinação
E por mais qu'eu alcance a perfeição
Não descanso um segundo e nem me intero
Cada verso ou estrofe que tempero
Quem provar se lambuza e pede bis
Ser poeta eu só sou porque Deus quis
Ser doutor eu não sou porque não quero.

 José Edson

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E prá terminar, uma frase esperta : " Todas as cores concordam no escuro " ( Francis Bacon) .

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

IMPRENSA ALTERNATIVA

No post de hoje, mais uma publicação da cena alternativa. Dessa vez, o fanzine "Silêncio Atroz", de Salvador, Bahia. 

SILENCIO ATROZ

SILÊNCIO ATROZ
Poesias 
Editora : Kleide Keite
End: Rua Primeiro de Maio, 112 - Pernambués - Salvador – BA - 41120.120
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A publicação "Silêncio Atroz" é um inúmeros fanzines editados pela baiana Kleide Keite, seguindo a estética tradicional do fanzineiro : colagens, desenhos, textos manuscritos e na velha máquina de escrever.
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O fanzine, feito em uma folha de papel A4, frente e verso, traz poesias de temática gótica e da escola romântica. Não por acaso, alguns textos são de Álvares de Azevedo , Manuel Bandeira e novos poetas românticos.
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A seguir uma pequena amostra dos poemas existentes no fanzine :

Cancao-de-amor

CANÇÃO
Christina Rossetti

Em minha sepultura
Ó meu amor, não plantes
nem cipreste nem rosas
Nem tristemente cantes.
Sê como a erva dos túmulos
que o orvalho umedece.
E se quiseres, lembra-te ;
Se quiseres, esquece.
Eu, não verei as sombras
quando a tarde baixar ;
Não ouvirei de noite
o rouxinol cantar.
Sonhando em meu crepúsculo
sem sentir, sem sofrer
Talvez possa lembrar-me
talvez possa esquecer

 http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=969

chuva

LÁGRIMAS DE CHUVA
Kleide Keiti

A chuva gela as lembranças
Sensual desliza em meu corpo
Meu semblante demente em saudades
Sentir o fluir amargo vultuoso

Teço meus versos tristonhos
No sangrar do vinho embriago-me
Ávido em meus devaneios
Ausente em neblina tão fria

Chuva erótica e boemia
Gotas autônomas
Me deixam sem ação

Centralizo minha dor
Na chuva que molhou-me
Deslizou sobre minha face
Como um toque caricioso
Sentir o céu chorar comigo...

Raiva 

RANCOR
Jurandir Marinho

Há tempos. Outrora
Distante no ontem
E indigestamente presente.

O mais terrível dos males !
Eu o extirparia se pudesse
Porém, tu és assim - Como disse o Gullar -
Doença !

Crônica. Enlouquece e degenera.
Pouco a pouco. Dia a dia.
Nos come vivos...
....sempre.
Intocável. Nocivo.
Se ao menos eu pudesse estrangular-te !
Nefasto, passas,
voltas,
ficas.
Cruel, asfixia e espanca a alma,
Ontem, hoje...
E sempre.
Até o fim !

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Saiba mais sobre a poetisa K.Kleite :
http://infernoticias.blogspot.com/2006/11/conhea-sombrias-escrituras-um-universo.html
http://infernoticias.blogspot.com/2006/11/lady-vanishes-fanzine-de-temtica-gtica.html

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

VERSOS LIVRES #08

Mais alguns poemas publicados no Versos Livres # 08 . As imagens que ilustram alguns dos poemas são de Edward Hopper.

versos oito

SEM TÍTULO
Nilza Menezes

para poeta
angústia não é
aquele lugar
onde se põe um poema triste

angústia de poeta
é quando no vazio
não cabe um poema

(Extraído do livro “Duas Palavras” Novamente recorro ao blog do amigo Selmo Vasconcelos, dessa vez para indicar a entrevista de Nilza : http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com/2009/04/momento-litero-cultural-entrevista_30.html )

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SEM TÍTULO
Droos

livre ?
para que a minha
razão ande como um cachorro
sem dono pelas ruas e eu atrás ?

Dieter Roos [Alemanha] – Poeta e artista plástico. Autor de vários livros de desenhos e poemas em suábio, alemão, inglês, português e francês. Participou de exposições na África, França, Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Alemanha, Suíça e Estados Unidos. Atualmente vive em Divinópolis. www.droos.de

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CARPE DIEM
Lari Franceschetto

Andaime a andaime
Tijolo a tijolo
Passo a passo
Massa à massa
Construo a casa
Da minha história

O amanhã é depois :
Eu sou agora,
A vida me convoca
E não demora
Tudo que busco
E não me basta
Agendo para agora

Mergulhado em alma
Aproveito o dia
Que o vento sopra,
A vida passa

Poeta e jornalista gaúcho, premiado em muitos concursos literários por todo o país. atualmente reside em Veranópolis, RS

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QUERUBIM
Mery Speck Thiesen

Querubim, traz prá mim
aquele amor sem fim
Que venha do céu
em forma de anjo
Corajoso e valente
Um cavalheiro existente.

Que o nosso abrigo
Tenha como cortesã mais bela
A lua cheia, tão singela.
Que acendem as velas
Abrilhentando nossa festa

Toquem os clarins ,querubins
E anunciem aqui
o amor sem fim !

Mery é uma poetisa de Santa Catarina.

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SEM TÍTULO
Carlos Moreira

à margem da margem
imagem vira
miragem

http://carlosmoreira-silencio.blogspot.com/

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NASCER DO SOL
Renata Paccola

Maravilha incontestável
Espetáculo indefinível
É a natureza que tenta
- Inutilmente - dar à luz
Meu espírito ainda cansado

http://www.avspe.eti.br/sonetos/RenataPaccola.htm
http://margaretcendon.sites.uol.com.br/renatapaccola.html

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ASPIRAÇÃO
Almir Carvalho Filho

Eu não quero sentir-me tão antítese
Certo/errado, mocinho/bandido
Feliz/infeliz
Não...não quero .

Quero sentir-me, apenas,
um pleonasmo :
Pleno de vida, cheio de vigor
Sempre em busca de Paz
Sempre em busca do Amor

Eu quero ser a gradação constante:
O Ínicio..o Meio.. o Fim

Não quero o chão /eu quero o ar
Não quero a terra/eu quero o mar
Não quero o ódio/eu quero amar
Não quero o mundo, vasto, imundo:
- Eu quero Deus !

Saiba mais e veja mais poemas do carioca Almir em; http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=63847

VERSOS LIVRES #08

Neste post estou disponibilizando alguns poemas da edição nº 08 do fanzine Versos Livres. As ilustrações são de Edgar Degas .

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“ A vida é a infância da imortalidade” (Goethe)
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versos oito

L’AMOUR
Rynaldo Papoy

Às vezes não sei o que é morrer
Há uma planta que se chama
Comigo-Ninguém-Pode
Há uma planta etimoscópica
Há um véu e seres antropofágicos
Lógico que unhas sentem dores..

Terminalmente

Carnes vivas e sangrentas
malvadas elevadas a certos nomes
caridades perdidas
em animais mentes

Mas torres caem
Piratas nos corações de viagens

Saiba mais sobre o guarulhense Rynaldo em http://rynaldopapoy.blogspot.com/

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AGORA EU SEI
Adriana Ribeiro Vieira

Pensei que eu sentia
apenas uma paixão
Mas se fosse acabaria..
e você está no meu coração
Adoro quando ficamos abraçados
trocando beijos apaixonados
e compartilhando os nossos instantes
de imensa felicidade

Adriana Ribeiro , uma das PARTENONISTAS DO SÉCULO XXI ) é do Rio Grande do Sul

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EU PRECISO DO TEU AMOR
Élmantos

Aqui me dói tanto
poder relembrar tudo aquilo
Saber que um dia fomos felizes
E o mais inacreditável era saber
Que você realmente me amava.

Não podia me encontrar
E teus olhos brilhavam .
Podia sentir o teu coração
Acelerando o pulsar...

Ah ! Se você soubesse
Como sinto tanta saudade de você !

Fico olhando o orvalho
Na madrugada caindo
Fazendo-me sentir ainda mais
A falta do teu calor ...

Como outras vezes, gritei ao relento
Eu preciso do teu amor !

Élmantos, autor do livro “Enquanto Existir Vida Haverá Sempre uma Poesia” , é da cidade de Embu das Artes/SP

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ZIELONA GORA
Emérson Oliveira

Zielona Gora
Vestida de preto, perto de Oder
Despia-se Zielona Gora os seus trajes
Toda vida Zielona Gora fez núpcias
Perto de Oder

Onde os caminhos chegam
À tarde, manhã, noite e madrugada
Zielona Gora pôs suas mãos suaves
Em mim, seu corpo nu
Embriagava o Oder todo,
Sugou o sangue dos cordeiros.

Zielona Gora amava as rosas,
Perto das margens do Oder
A lembrança de Zielona Gora
Pequena perto dos carvalhos

A nudez de Zielona Gora era pura,
Os prados a queriam aspergida o corpo
Cheio de retóricas entusisamadas
E aplausos eufóricos
Trocamos sensações íntimas de gozo.

Zielona Gora se equilibra fantástica
Na arena olímpica,
Abre-se e me cativa plenamente,
Toques de ternura.

Cicládes e Eubéia trouxeram
Encantamento à minh’alma.

Saiba o que é Zielona Gora em http://pt.wikipedia.org/wiki/Zielona_G%C3%B3ra .
Emérson é paulista, da cidade de Cubatão.


 degas

FEDRA
Regina Maria de Mello

Pedra, só tu viravas pó ? Pé ante pé.
Quedavas só. Figuras de néon.
Respiravas dentro da vitrine.
Andavas sòzinha. Estavas por ventura
Entre o mar e o céu ?

Regina é de São Paulo.

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O MELHOR DE MIM
Touché

Trago o melhor de mim
Na essência do meu desejo .
No que sonho
No que engendro
No que invento
Nas horas silenciosas ..

Quando me introspecto
Tenho o melhor de mim
No desejo etéreo
Que não tem realidade,
No esóterico sonho
Sem comparação..

Tenho o melhor de mim
No que não sou
No que as circunstancias
Não me prepararam

Touché é de Guarulhos, São Paulo e editor deste blog.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

VERSOS LIVRES # 08

Neste blog estou disponibilizando todas as edições do fanzine Versos Livres, editado em Guarulhos, São Paulo, cujo objetivo é a divulgação de poesias. No post de hoje , mais alguns poemas da edição nº 08.. As imagens que ilustram alguns dos poemas são de Claude Monet

versos oito 
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“O silêncio não é uma ausência da fala, é o dizer tudo sem nenhuma palavra” ( Mia Couto) _____________________________________

SEM TÍTULO
Leda B.S. Figueiró

Vamos plantar
Para depois colher
Onde andamos
E só depois perguntar :
De onde viemos ?
E para onde vamos ?

A gaúcha Leda colaborou nas primeiras
edições do Versos Livres.

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CRIANÇA
Hélio Militão

A expressão facial de criança
É natural . E nos transfere
Paz e carinho
A criança é sempre sincera
E não esconde duas faces
No seu bonito e inocente rostinho !

No sorriso da criança
Reside um encanto profundo
Que traz diferente emoção
Razão de ser .
E luz divina para este mundo !

A presença da criança
Nos transfere esperança e alegria
E melhora o nosso relacionamento
No dia a dia ..

Quem é mãe, Quem é pai
de verdade , cuida, cria ,
ama com total devoção ,
Com determinação , sem cansaço

Militão é de São Paulo . Sempre tem notícias
suas no blog http://ajebsp.blogspot.com/

monet2

SEM TÍTULO
Laércio Zaramella

Chuva rima com mãe
Se forra de nuvens cheias
Cheias de veias
De água que depois pingam
Gota a gota
se tornando um caudaloso rio
que fecunda toda a terra

Minha mãe cantava no caos
No incêndio de estrelas

Zaramella é colaborador do meu fanzine
desde os primórdios e se tornou meu amigo “postal”
e agora “virtual”. Colabora também com poemas
para o meu blog “Poetas de Guarulhos e Todo Verso”

monet-madamemonetandherson

PORTO INSEGURO
Benildo de Campos

No caminho há pedras
Pedras demais para contá-las
A vida é assim : uma Imensa Estrada
Tortuosa : eu bem sei ...

Sangram os meus pés ..

São tantos os espinhos
Que a Dor não me cala,
nem tampouco a Solidão
que invade minh’alma
e corrói todo o meu Ser
Na caminhada sem fim

Não há Porto e nem o Tempo
para chorar o que se foi ...

Sim, não posso parar..
Não posso..
Não posso..
Jamais...

Benildo é de Taubaté/SP

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VELUDO VINHO
Marta Maria Margaritelli

Lábios veludo
Beijo paixão
Vinho vermelho.

Tenros lábios
Vinho tinto
Tinto sangue
Pele quente

Veludo Vinho
Olhos negros
Penetrantes.
Hipnóticos

Luar que embeleza
O delirante sonhador
O delírio do amor

Veludo vinho .
Palpitação
Meu abismo
Minha salvação

Vencedora de diversos concursos literários,e presença constante na cena alternativa é também autora dos livros “Sempre Haverá o Amanhecer”e “Melodia”, entre outros; Marta é de São Paulo/SP

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