No post de hoje, Marina Bruna , Deusdedit Rocha , Laercio Zaramela , Cecília Meireles e Amâncio Netto , publicados na edição nº 32, do fanzine Versos Livres.
TROVA
Marina Bruna
Tu chegavas e eu ouvia
o trem, em tons comoventes,
tocar canções de alegria
no teclado dos dormentes...
poema extraído do jornal O Fanal, Rua Álvares Machado, 22 - 1° - São Paulo SP - 01503.000. Saiba mais sobre a trovadora Marina Bruna em http://www.falandodetrova.com.br/site/livrodemarinabruna
.
TROVA
Deusdedit Rocha
Nossa amizade é bem mais
do que um convívio qualquer,
porque transcende os umbrais
do mal que alguém nos fizer
Deusdedit Rocha integra a União Brasileira de Trovadores - Seção Fortaleza e edita o jornal alternativo Meya Palavra. Mais informações em
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=920574
-
A VIDA E A FLOR
Laercio Zaramela
Desfalece a inebriante
Flor
Que ao calor fenece
Exalando o seu olor.
Fenece a vida
No decorrer de escaladas íngremes
De ribanceiras difíceis e inimigas...
-Expressões de vidas-
Que pouco dizem ou nada dizem.
Que nesse pequeno espaço selam vidas
No gesto insignificante de afagar de mãos.
Mãos calejadas do calor do sol
Abrasadas e aflitas
Necessitadas de consolação humana.
O amigo Laércio é um atuante colaborador do Versos Livres.
VALSA
Cecília Meireles
Fez tanto luar que eu pensei em teus olhos antigos
e nas tuas antigas palavras.
O vento trouxe de longe tantos lugares
em que estivemos que tornei a viver contigo enquanto
o vento passava.
Houve uma noite que cintilou sobre o teu rosto
e modelou tua voz entre as algas.
Eu moro, desde então, nas pedras frias
que o céu protege
e estudo apenas o ar e as águas.
Coitado de quem pôs sua esperança
nas praias fora do mundo...
- Os ares fogem, viram-se as água,
mesmo as pedras, com o tempo, mudam.
Do livro "Viagem", de 1.938
-
O CORTE
Amâncio Netto
o sangue escorre:
O corpo
e sua caligrafia
derramada
Amãncio é de Vila Velha IV - Fortaleza CE . Edita o excelente zine "O Céu do Arco Íris Tem Cor de Nada"