No post de hoje , alguns poemas publicados no fanzine Versos Livres, edição 19 . E ainda poemas de Adriana Manarelli e de Adão Wons.
CALE-SE E AME
Fátima Segatto
Para que falar
se o silêncio diz mais
pelas curvas dos caminhos
dos corredores só de medo
de paredes enegrecidas.
Com pensamentos ausentes
junto a nós anda o mundo
eu, procuro meu espaço
e te perco no labirinto.
Para seguir minha vida
aflita ando a passo
com medo ou covardia
apago minha imagem
do espelho
Com olhos tristes e lúcidos
escondo-me no teu abraço
perdida em minha vida
(do livro “Conquistando Mais Amizades Do Que Solidão IV)
Fátima Segatto edita há muitos anos a coletânea "Conquistando... ", com participação de escritores de todo o país. Todo mundo que escreve pode participar. Basta enviar uma carta para Fátima, no endereço Av. N.S.Medianeira, 2017/04 - Centro - Santa Maria - RS - 97060.001. Mais informações sobre a escritora em
http://www.mensagensvirtuais.xpg.com.br/eu.php?id=66111
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PUREZA
Ivone Vebber
Deus não olha
minha aparência
se sou feia ou bonita
se católica ou budista
se fria ou quente
Deus só vê a luz
na minha mente
a qual reverencia
em silêncio
e alegria
A gaúcha Ivone, além de escritora, é astrologa. Editou durante anos o premiado jornal Entre Amigos. Mais informações em http://blog.clickgratis.com.br/bigrendaextra
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SEM TÍTULO
Almir de Carvalho Filho
se um pássaro é preso,
qual foi o seu crime ?
http://www.carpediemvivaavida.blogspot.com/
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SEM TÍTULO
Arlindo Nóbrega
mãe,
quem a tem,
a beije .
quem não a tem como eu,
ore hoje e sempre
O paraibano Arlindo Nóbrega, é editor do jornal Literarte-SP e, entre outras atividades culturais, presidente da FEBAC, Federação Brasileira de Alternativos Culturais. Conheça o Literarte em http://jornalliterarte.blogspot.com/
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ANTI FÍSICA
Touché
teu amor ocupa
o espaço . da ausência
dos meus sentidos
Touché é de Guarulhos,SP e editor deste blog.
touche.sp@uol.com.br
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AR-TESÃO
Marilda Confortim
tua língua-cinzel
em riste, restaurando-me .
pietá ! !
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ESPETÁCULO
A ousadia, pensava,
Embalava o fim de uma era.
De repressão e distorção da identidade.
E a oprimida cinzenta
Num interlúdio paradoxal
Desabrochou um embrião corporificado.
Aspiro o puro veículo acumulado,
Rota de fuga singular,
Centro magnético
De perplexa subjetividade.
Esta manhã quero esse gótico
Azul, feito de abóbora de ocre à tarde.
Quero esse apinhado de brocado: noite
Dos olhos de Irina da noite.
De rígidas estruturas passivas
A singular alteridade
Grunhiu espontânea:
A destemida Laélia
No gemedouro do universo.
A terra, os cabelos de açucena,
Os interlúdios de primazia,
O soberbo sol de ébano
Tombando Órion,
Sobre o espaço da verve.
Adriana Manarelli é da cidade de Araçatuba, SP. Outros poemas dela podem ser apreciados no blog Jornal Telescópio, do advogado Everi Carrara, em http://jornaltelescopio.blogspot.com/2011/03/adriana-manarelli.html
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Extraído do blog de Adão Wons
http://adaowons.blogspot.com/
Adão é editor do jornal Coitiporã Cultural