quinta-feira, 9 de junho de 2011

VERSOS LIVRES # 18 - PARTE OITO

No post de hoje, poemas que foram publicados originalmente no fanzine Versos Livres, edição 18 . E ainda, poemas de Adriana Manarelli, poetisa de Araçatuba e de Doroni Hilgenberg, do blog Estrelas.

VERSOS 18

TROVA
Mac Dowell P. de Brito

Amor é palavra doce
que sequer gênero tem
sendo pois comum de dois
como aos corações convém

Extraído de  Boletim da UBT - Seção Recife - Saiba mais ,aqui no site do Jornal Carranca.

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SEM TÍTULO
Edvandro Pessoato

traço um caminho distante
em passo descompassado
com horizontes e tempo ;

afio os dentes na vida
prá roer sem nostalgia
cada palmo de memória..´

Edvandro Pessoato é cearense de nascimento mas há muitos anos vivem em Belém do Pará. Em Belém, Edvandro integra a Malta de Poetas Folhas & Ervas, entusiastas da palavra dedicados à causa da poesia. ( fonte: Editora Paka-Tatu)

annbar13xb

REFLEXÃO
Larissa 2B

Insinuações propositais,
olhares declarantes.
Pessoas que passam,
por passar.
Pessoas que olham,
por olhar.
Pessoas que falam,
por falar.
Tudo é relativo,
Nada tem nexo.

Larissa é de  Jaguariuna - SP, e durante algum tempo, foi colaboradora do fanzine Versos Livres, com textos e sugestões

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FRAGMENTO     
Maria de Lourdes Piton      

"..Eu quero apanhar o fruto
que amadureceu mais alto
Para que o sumo da vida
não se misture na areia.."

(do poema "Agosto" )
Maria L. Piton, é natural de Barretos (SP) e reside em Olímpia. Licenciada em Filosofia pela PUC de Campinas,é  membro da Academia Barretense de Cultura,

annbar13xb

CORAÇÃO DE SABEDORIA

FESTIVAL DE LAMMAS
Adriana Manarelli

A cada esgar de prata
O funeral de um medo.
Na teia translúcida
Se recolhe, o inatingível.
As tempestades
São apenas o refugo
De núcleos obsoletos.
Essa terra não vela natimortos.
Na arena enferrujada
De cadáveres rubro-negros,
A tuculência aborrece e dorme.
Na imersão límpida a percepção profunda,
Depressões, cabelos de espuma,
Sabedoria real do absoluto.
Isso é o dogma:
Desafia as perguntas —
Indiscutível nesga
Na pele de léguas tórridas.
Achincale dourado
Sobre tudo,
Cada vez mais
Até a perfeição
Do silencioso
Alvo.

13/ 02 / 2011. Adriana já esteve várias vezes nesse blog e seus poemas foram publicados no fanzine. Ela é de Araçatuba e tem mais trabalho seu no blog do amigo Everi Carrara.  

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NUANCES
DORONI HILGENBERG

QUE IMPORTA
A GRANDEZA DE UM RIO
QUANDO A MAGIA DE UM LAGO
JÁ NOS BASTA...

MAS É PRECISO ASSUMIR-SE
COMO UM LAGO
PARA TER-SE A GRANDEZA
DE UM RIO!

roubado do blog Estrelas ,
http://doronihilgenberg.blogspot.com/

domingo, 5 de junho de 2011

VERSOS LIVRES # 18 - PARTE SETE

No post de hoje, poemas que foram publicados originalmente no fanzine Versos Livres, edição 18  ; do blog Nova Poesia Brasileira e um poema meu. 

VERSOS 18 

SONETO
Luís Vaz de Camões

Aquela triste e leda madrugada,
cheia toda de mágoa e de piedade,
enquanto houver no mundo saudade
quero que seja sempre celebrada.

Ela só, quando amena e marchetada
saía, dando ao mundo claridade,
viu apartar-se de üa outra vontade,
que nunca poderá ver-se apartada.

Ela só viu as lágrimas em fio,
de que uns e outros olhos derivadas
se acrescentaram em grande e largo rio.

Ela viu as palavras magoadas
que puderam tornar o fogo frio,
e dar descanso às almas condenadas

Começamos bem, com um soneto de Camões.
Saiba mais sobre o vate português
 
AQUI

-

MÁCULA
Guilherme Scalzilli

Queria um poema a pleno som
como o estalido do cigarro aceso só.
No entanto, meu breve segredo,
soberbo, quer arrancar o redor.
Queria um poema raiz,lenha,
um poema sangue, urina, cinzas.
Mas a fraqueza esplandece uma manhã
sem sal ou odor, só essa dor atroz.

para Carolina Garutti. Poema do livro "Pantomima". Guilherme é de  Campinas – SP . Saiba mais em http://www.guilherme.scalzilli.nom.br/

-

SONETO D'ALMA
Gertrudes Grecco

Sorrir com a alma, é fácil,
basta só, sinceridade...
O restante é mais frágil,
basta viver a verdade!..

A alma quando tocada,
voa longe, vai distante...
querendo trocar é trocada,
abandonando o restante...

O que mais vale ? é o que vai ?
Ou será que o que fica ?..
Podendo viver sem dor...

Expressando, vive, sai !
Pois a vida significa :
Um real e grande amor !!!

Gertrudes é de Guaratinguetá - São Paulo . Atualmente integra a diretoria da FEBAC, Federação Brasileira de Alternativos Culturais e a UBT. Confira AQUI 

-

SEPARA~1

MOMENTOS DAS DECISÕES
Luiz Fernandes da Silva

A manhã abortou em minhas mãos
o vazio de nossos gestos
na união de nossos corpos adormecidos
A infância de nosso querer
suado e aquecido por palavras,
exercita-se na praia cansada.
Nossos olhos frustrados,
nossas sombras varrem espaços
e arrebentamos todos os infinitos.
Nossas mãos sentiram desejos
de matar nossos receios.
Na escuridão nossos segredos
foram ouvidos mais uma vez
e fomos imunizados
para gozarmos todos os medos.

Luiz é de João Pessoa, Paraíba, onde edita o jornal independente "Correio de Poesia"
R. Dr. José Maia, nº 31 - Cidade do Funcionário 1 - 58078-100 - João Pessoa - Paraíba 

-

O QUE MAIS DÓI
Patativa do Assaré

O que mais dói não é sofrer saudade
Do amor querido que se encontra ausente
Nem a lembrança que o coração sente
Dos belos sonhos da primeira idade.

Não é também a dura crueldade
Do falso amigo, quando engana a gente,
Nem os martírios de uma dor latente,
Quando a moléstia o nosso corpo invade.

O que mais dói e o peito nos oprime,
E nos revolta mais que o próprio crime,
Não é perder da posição um grau.

É ver os votos de um país inteiro,
Desde o praciano ao camponês roceiro,
Pra eleger um presidente mau

Patativa é a nossa cereja no bolo de hoje.  Esse é apenas um dos seus inúmeros poemas
http://www.suapesquisa.com/biografias/patativa_assare.htm

-

desPERTENÇA
mao_escrevendo

Luiz Otavio Oliani

o que escrevo
não cabe em mim
extrapola o sopro da língua
e se faz terra
enquanto sou ar

com raízes fincadas
a palavra não aterrissa
brota qual semente

roubado do blog de Benilson Oliveira
Nova Poesia Brasileira - 
http://novapoesiabrasileira.blogspot.com/

-

SONS
Touché

Ela ouvia a loirinha tatuada, gemendo no quarto ao lado. Ouvia a música alegre que ainda rolava na sala. Garrafas quebradas, gritos de alegria. Ouvia
o som do relógio na mesa de cabeceira.
O coração disparado do garoto de lábios doces,
pulsava nas suas mãos, como se pudesse ouví-lo.  

http://poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net. 

VERSOS LIVRES # 18 - PARTE SETE

No post de hoje, poemas que foram publicados originalmente no fanzine Versos Livres, edição 18  ; do blog Nova Poesia Brasileira e um poema meu. 

VERSOS 18
-
SONETO
Luís Vaz de Camões

Aquela triste e leda madrugada,
cheia toda de mágoa e de piedade,
enquanto houver no mundo saudade
quero que seja sempre celebrada.

Ela só, quando amena e marchetada
saía, dando ao mundo claridade,
viu apartar-se de üa outra vontade,
que nunca poderá ver-se apartada.

Ela só viu as lágrimas em fio,
de que uns e outros olhos derivadas
se acrescentaram em grande e largo rio.

Ela viu as palavras magoadas
que puderam tornar o fogo frio,
e dar descanso às almas condenadas

Começamos bem, com um soneto de Camões.
Saiba mais sobre o vate português
AQUI

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MÁCULA
Guilherme Scalzilli

Queria um poema a pleno som
como o estalido do cigarro aceso só.
No entanto, meu breve segredo,
soberbo, quer arrancar o redor.
Queria um poema raiz,lenha,
um poema sangue, urina, cinzas.
Mas a fraqueza esplandece uma manhã
sem sal ou odor, só essa dor atroz.

para Carolina Garutti. Poema do livro "Pantomima". Guilherme é de  Campinas – SP . Saiba mais em http://www.guilherme.scalzilli.nom.br/

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SONETO D'ALMA
Gertrudes Grecco

Sorrir com a alma, é fácil,
basta só, sinceridade...
O restante é mais frágil,
basta viver a verdade!..

A alma quando tocada,
voa longe, vai distante...
querendo trocar é trocada,
abandonando o restante...

O que mais vale ? é o que vai ?
Ou será que o que fica ?..
Podendo viver sem dor...

Expressando, vive, sai !
Pois a vida significa :
Um real e grande amor !!!

Gertrudes é de Guaratinguetá - São Paulo . Atualmente integra a diretoria da FEBAC, Federação Brasileira de Alternativos Culturais e a UBT. Confira AQUI

SEPARA~1

MOMENTOS DAS DECISÕES
Luiz Fernandes da Silva

A manhã abortou em minhas mãos
o vazio de nossos gestos
na união de nossos corpos adormecidos
A infância de nosso querer
suado e aquecido por palavras,
exercita-se na praia cansada.
Nossos olhos frustrados,
nossas sombras varrem espaços
e arrebentamos todos os infinitos.
Nossas mãos sentiram desejos
de matar nossos receios.
Na escuridão nossos segredos
foram ouvidos mais uma vez
e fomos imunizados
para gozarmos todos os medos.

Luiz é de João Pessoa, Paraíba, onde edita o jornal independente "Correio de Poesia" . R. Dr. José Maia, nº 31 - Cidade do Funcionário 1 - 58078-100 - João Pessoa - Paraíba 

-

O QUE MAIS DÓI
Patativa do Assaré

O que mais dói não é sofrer saudade
Do amor querido que se encontra ausente
Nem a lembrança que o coração sente
Dos belos sonhos da primeira idade.

Não é também a dura crueldade
Do falso amigo, quando engana a gente,
Nem os martírios de uma dor latente,
Quando a moléstia o nosso corpo invade.

O que mais dói e o peito nos oprime,
E nos revolta mais que o próprio crime,
Não é perder da posição um grau.

É ver os votos de um país inteiro,
Desde o praciano ao camponês roceiro,
Pra eleger um presidente mau

Patativa é a nossa cereja no bolo de hoje.  Esse é apenas um dos seus inúmeros poemas . http://www.suapesquisa.com/biografias/patativa_assare.htm

-

desPERTENÇA
mao_escrevendo

Luiz Otavio Oliani

o que escrevo
não cabe em mim
extrapola o sopro da língua
e se faz terra
enquanto sou ar

com raízes fincadas
a palavra não aterrissa
brota qual semente

roubado do blog de Benilson Oliveira
Nova Poesia Brasileira - 
http://novapoesiabrasileira.blogspot.com/

-

SONS
Touché

Ela ouvia a loirinha tatuada, gemendo no quarto ao lado. Ouvia a música alegre que ainda rolava na sala. Garrafas quebradas, gritos de alegria. Ouvia o som do relógio na mesa de cabeceira. O coração disparado do garoto de lábios doces, pulsava nas suas mãos, como se pudesse ouví-lo.  

http://poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net

quinta-feira, 26 de maio de 2011

VERSOS LIVRES # 18 - PARTE SEIS

No post de hoje, poemas de Adriana Manarelli, poetisa da cidade de Araçatuba, SP ; de Cecília Fidelli, do blog Reviragita Poesia e poemas que foram publicados originalmente no fanzine Versos Livres, edição 18

VERSOS 18

FRAGMENTO
Vera de Barcellos

"..ensine outros a sorrir
esta é a lição da vida
com alegria sorria
as estrelas sorriem
piscando..piscando.."

Belo Horizonte - MG

-

POÉTICA
Vinícius de Moraes

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

-

SENTINDO A VIDA
Manoel Gomes

Um destino
coroado pelo ritual da vida,
Um momento
desencadeado
pela liberdade,
Um amanhã,
rumo ao nascimento
da alma,
Uma luta,
desencarnada, límpida,
Um combate,
sem mudar as causas,
Liberdade,
a conquista das horas,
a realidade estampada,
Um conhecimento,
adornar a sabedoria
como arma

http://gdesgomes.blogspot.com/

amar

POETRIX
Ivone Vebber

Amar
é desarmar
- se

Além de escritora,Ivone  é astrológa e editora do fanzine  "Entre Amigos" , premiado com o Troféu Capital. Saiba mais em http://blog.clickgratis.com.br/bigrendaextra

-

TROVA
Jairo de Mattos

O lápis foi a herança
o exemplo, o pivô,
alegria e esperança,
lembram sempre o avô !..

Jairo é editor do jornal  "O Grilo" , de  Jundiaí - SP

-

CEIA

poetisa 
Adriana Manarelli

Seis concavidades amarelas
No semblante fosco —
E o reflexo velado, salgado e gélido,
Sem cor, transcende
No sétimo circuito, centro
Do círculo embaciado.

Mensagem entrançada nas artérias,
Pétala negra,
Pétala azul,
Minhas entranhas
Se estreitam
Bem fundo:
Um racemo de orvalho.
Essa noite

Em que os astros
Se entrelaçam,
Meus querubins em sangue
Guardam minhas veias
E velam por minha respiração
Quando meus dogmas aurinegros cantam
As espirais que serpentiam
Prata e vermelho.
A cordélia alva dispara
O míssil anil perene.

Confira outros poemas de Adriana, no blog de Everi Carrara : 
http://jornaltelescopio.blogspot.com

-

PENSA RÁPIDO
Cecília Fidelli

Razões.
Quem tiver ouvidos pra ouvir,
que as ouçam.
Sonhos e ilusões.
Quem tiver coração,
que acolha.

http://ceciliafidelli.blogspot.com/

quinta-feira, 19 de maio de 2011

VERSOS LIVRES # 18 - PARTE CINCO

No post de hoje, poemas que foram publicados originalmente no fanzine Versos Livres, edição 18 e alguns que recebi por email. O email do Versos Livres é touche.sp@uol.com.br prá onde podem ser enviados textos, críticas e sugestões.
VERSOS 18

ACASO
Renata Paccola Frischkorn

Não sei se foi o vinho
ou talvez aquela música,
ou,ainda, a luz escura.
Talvez tenha sido a solidão,
ou, quem sabe, o medo dela.
Talvez tenha sido tudo,
ou,quem sabe, não foi nada.
Acho que foi o acaso.
Foi tudo por acaso.
E a lágrima que rola agora
também é por acaso.

Confira a entrevista de Renata no blog do amigo Selmo Vasconcelos ,

-

ESTRELA
Cecília Fidelli

Cada estrela do céu
Me inspira pensar
Que são anjos acordados
Uma lista de sentimentos
Me invade
A noite é minha
Melhor companhia
Enxuga uma lágrima
E me toma de poesia

Extraído do livro  "Coisa Nossa"- Ed. Opção 2 . - http://poesiaeoxigenio.blogspot.com/

-

CIDADE LÍRIO
Adriana Zapparoli

Cidade Lírio
líquida é a língua
duma cidade escorrida
de lágrima ou delírio

http://zeniteblog.zip.net

-

EM RAPSÓDIAS
Touché

Tomo em teus seios
um  fio  de  sonho
ao clarão da língua
        púrpura
nos vieses da poesia

ao  sons  de  flauta
  - em  rapsódias -
quero  inundá-los
      de  canções

Guarulhos/SP.
http://poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net

- sleep

ADORMECER
Osael de Carvalho

Quero dormir nos sonhos
de minha manhã serena
até que lá no céu
a estrela mais pequena
se despeça da minha noite
para dar lugar ao meu sol

O carioca Osael edita o jornal "O Literário", um dos mais longevos da imprensa alternativa. http://www.revista.agulha.nom.br/1osael.html

-

ARCO-IRIS
Jurema Chaves

Num  pedaço de veludo azul
Vi pintar-se um  Arco-Iris , de repente
Encantadoramente, repintou  magia
E, em uma nuvem fantasia viajei
Bailei ao léu.
Sem mover  meus pés do chão
Alando meu coração
Fui dar um beijo no céu.

Cerrei do olhos a cortina
E  abri na alma o olhar
Galguei meu céu de ilusão
Sem  ruflar  as asas, silênciosamente
Pura e simplesmente
Me deixei levar.

E o Arco-Iris  colorida ponte,
que em meus horizontes
sempre esteve lá.
a açenar-me a luz se refletia
É o sonho poesia
suspensos  no ar
é como se a brisa, com mãos   coloridas
abrise a janela, e soprasse...  BOM-DIA.

enviado por email.  

-

ASSIM
Rumi

      Se alguém lhe perguntar como se desvela
      a mais perfeita sensação do gozo,
      eleve os olhos e diga
      Assim.
      E quando alguém mencionar
      a graça do céu noturno,
      suba no telhado, dance, e diga
      Assim?
      Se alguém quiser saber o que é
      o espírito, ou a essência de Deus,
      incline a fronte em sua direção,
      mantenha o rosto colado
      assim.
      E quando alguém evocar a velha poesia
      das nuvens que, aos poucos, encobrem a lua,
      afrouxe pouco a pouco os nós da tunica.
      Assim?
      Se alguém quiser saber como Jesus
      levantou os mortos das tumbas,
      não tente explicar o milagre.
      Beije seus lábios.
      Assim. Assim.
      E quando alguém perguntar
      o que é morrer por amor,
      faça um sinal
      aqui.
      Se alguém quiser saber quão alto é,
      hesite, e meça com seus dedos
      os espaços entre as rugas da sua testa.
      Deste tamanho.
      A alma às vezes larga o corpo,
      e então retorna. Se alguém não acreditar,
      volte para a minha morada.
      Assim.
      Quando os amantes sussurram,
      estão contando a nossa
      história
      Assim.
      Eu sou um céu onde espíritos vivem.
      Mergulhe neste azul profundo
      onde a brisa espalha segredos
      Assim.
      Quando alguém perguntar
      o que há-de se fazer,
      acenda a vela em suas mãos.
      Assim.
      Como o perfume de José
      chegou a Jacó?
      Shhhhhhh!
      E como retornou
      o suspiro de Jacó?
      Shhhhhhh!
      A brisa suave limpa os olhos.
      Assim.
      Quando Shams retornar de Tabriz,
      seu rosto há-de mostrar-se atrás da porta,
      e nos surpreenderá.
      Assim..

poema enviado por Célia MorgadoConheça a bela história de amor entre o poeta Rumi e Shams, AQUI

segunda-feira, 16 de maio de 2011

VERSOS LIVRES # 18 - PARTE QUATRO

No post de hoje, poemas que foram publicados originalmente no fanzine Versos Livres, edição 18 .  Deixo ainda um link para as correspondências recebidas, mencionadas no meu outro blog, Poetas de Guarulhos e Outros Versos.

VERSOS 18

DEUS TV
Jacy Gê de Almeida

Fica-se ali
horas a fio
em sublime
contemplação.

Somos nós
diante da
Televisão

do jornal Cultural Ação Poesia - http://acaopoesia.vilabol.uol.com.br/

-

MOCIDADE
Gregório de Matos

Goza, goza da flor
da mocidade,
Que o tempo trata a toda a ligeireza,
e imprime em toda a flor sua pisada.
Ó não aguardes,
Que a madura idade,
te converta essa flor,
Essa beleza,
Em terra, em cinza , em pó , em sombra, em nada

-

DO SOL AO SUL
Silvério R. da Costa

Do sol
ao sul
         de mim
         há um abismo
de mar
e    sal
          um mar salgado
          cheio de medo
          Um mar encapelado
onde mora  o meu segredo.

Silvério é de  Chapecó/ SC . Confira essa deliciosa CRÔNICA  de Nelson Hoffman que fala sobre o poeta .. 

ltinta bico de pena 1990

POEMETO I
Almir de Carvalho Filho

Diminuto é o poema, 
onde eu traço o meu destino,
a bico de pena.

O amigo Almir é de Campo Grande/RJ. Saiba mais sobre ele,visitando o seu blog no endereço  http://carpediemvivaavida.blogspot.com

-

QUE AS CRIANÇAS CANTEM LIVRES
Taiguara

O tempo passa e atravessa as avenidas
E o fruto cresce, pesa e enverga o velho pé
E o vento forte quebra as telhas e vidraças
E o livro sábio deixa em branco o que não é

Pode não ser essa mulher o que te falta
Pode não ser esse calor o que faz mal
Pode não ser essa gravata o que sufoca
Ou essa falta de dinheiro que é fatal

Vê como um fogo brando funde um ferro duro
Vê como o asfalto é teu jardim se você crê
Que há sol nascente avermelhando o céu escuro
Chamando os homens pro seu tempo de viver

E que as crianças cantem livres sobre os muros
E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor
E que o passado abra os presentes pro futuro
Que não dormiu e preparou o amanhecer...

-

CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS

As correspondências enviadas para a redação do Versos Livres, podem ser conferidas e comentadas no meu outro blog;, AQUI - 

-

QUE AS CRIANÇAS CANTEM LIVRES  

sábado, 14 de maio de 2011

VERSOS LIVRES # 18 - PARTE SEIS

No post de hoje, poemas de Adriana Manarelli, poetisa da cidade de Araçatuba, SP ; de Cecília Fidelli, do blog Reviragita Poesia e poemas que foram publicados originalmente no fanzine Versos Livres, edição 18

VERSOS 18 


FRAGMENTO


Vera de Barcellos


"..ensine outros a sorrir
esta é a lição da vida
com alegria sorria
as estrelas sorriem
piscando..piscando.."



Belo Horizonte - MG


-

POÉTICA

Vinícius de Moraes


De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

-

SENTINDO A VIDA

Manoel Gomes

Um destino
coroado pelo ritual da vida,
Um momento
desencadeado
pela liberdade,
Um amanhã,
rumo ao nascimento
da alma,
Uma luta,
desencarnada, límpida,
Um combate,
sem mudar as causas,
Liberdade,
a conquista das horas,
a realidade estampada,
Um conhecimento,
adornar a sabedoria
como arma

http://gdesgomes.blogspot.com/
amar
POETRIX
Ivone Vebber

Amar
é desarmar
- se


Além de escritora,Ivone  é astrológa e editora do fanzine  "Entre Amigos" , premiado com o Troféu Capital. Saiba mais em
http://blog.clickgratis.com.br/bigrendaextra

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TROVA
Jairo de Mattos

O lápis foi a herança
o exemplo, o pivô,
alegria e esperança,
lembram sempre o avô !..

Jairo é editor do jornal  "O Grilo" , de  Jundiaí - SP
-
CEIA
poetisa 
Adriana Manarelli
Seis concavidades amarelas
No semblante fosco —
E o reflexo velado, salgado e gélido,
Sem cor, transcende
No sétimo circuito, centro
Do círculo embaciado.

Mensagem entrançada nas artérias,
Pétala negra,
Pétala azul,
Minhas entranhas
Se estreitam
Bem fundo:
Um racemo de orvalho.
Essa noite

Em que os astros
Se entrelaçam,
Meus querubins em sangue
Guardam minhas veias
E velam por minha respiração
Quando meus dogmas aurinegros cantam
As espirais que serpentiam
Prata e vermelho.
A cordélia alva dispara
O míssil anil perene.

Confira outros poemas de Adriana, no blog de Everi Carrara :  http://jornaltelescopio.blogspot.com
-
PENSA RÁPIDO Cecília Fidelli
Razões.
Quem tiver ouvidos pra ouvir,
que as ouçam.
Sonhos e ilusões.
Quem tiver coração,
que acolha.

http://ceciliafidelli.blogspot.com/