sábado, 6 de agosto de 2011

VERSOS LIVRES 17 - PARTE NOVE

NO post de hoje, poemas extraídos do fanzine Versos Livres, edição 17.  E um poema de Adriana Manarelli, de Araçatuba e um conto de "Nato" Azevedo.

versos 17

FRAGMENTO
Cláudio Rabello

Faça como se já fossem
reais os sonhos que eu trouxe
e que joguei a seus pés

in “ Todas “

-

EU QUERO
Adriana Ribeiro Vieira

Eu quero aceitar a Jesus
como meu único rei
levando a minha cruz
obedecendo a Sua lei.
E ainda que encontre no caminho
quem me diga algo cruel
darei o meu testemunho
de quanto Ele é fiel.

Eu quero muito ser escolhida
para morar com Jesus Cristo
na maravilhosa Terra Prometida
e ter meu nome escrito
no eterno Livro da Vida.

Eu quero em cada oração
ao fazer pedidos sábios
que Jesus perceba no meu coração
a sinceridade que sair dos meus lábios
e que ele me proporcione seu perdão
nas horas que estiver enganada.

Eu quero fazer com Jesus uma aliança
ao deixar tudo do mundo
e segui-lo com confiança
quando ele segurar minha mão
e me livrar do abismo
ao atravessar as águas
no instante do meu batismo
com irmãos falando em línguas.

Eu quero com vestes brancas
glorificar Jesus com palmas
e agradecer com felicidade e paz
por salvar a minha alma.

Adriana é de Poá, RS e sempre que pode me envia poemas.
Adriana integra a Sociedade Partenon Literário
.
Saiba mais em
http://www.partenonliterario.com.br.

-

POEMA DO CRISTÃO
Jorge de Lima

Porque o sangue de Cristo
jorrou sobre os meus olhos,
a minha visão é universal
e tem dimensões que ninguém sabe.
Os milênios passados e os futuros
não me aturdem porque nasço e nascerei,
porque sou uno com todas as criaturas,
com todos os seres, com todas as coisas,
que eu decomponho e absorvo com os sentidos,
e compreendo com a inteligência
transfigurada em Cristo

Continue lendo POEMA DE CRISTÃO  no blog Fúrias de Orfeu, http://furiasdeorfeu.blogspot.com

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POETRIX
Maria Thereza Cavalheiro

as árvores
se enfeitam de flores
para a festa do dia

http://www.sorocult.com/el/colunista_texto.php?name=Maria%20Thereza%20Cavalheiro

-

HAI CAI
Humberto Del Maestro

a noite é de prata
o chuveiro das estrelas
me banha de sonhos 

http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com/2010/01/humberto-del-maestro-entrevista.html

-

POETRIX
Touché

a  felicidade sonha..
nas várias  madrugadas
do  olhar

http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com/2010/03/touche-entrevista.html

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SOMBRAS
20070108224303_sombras%20en%20la%20niebla
Adriana Manarelli

Ressoa o bronze
sob a pele de papel
Essa face, essa face
máscara
argila escarlate
desnudando a memória

Estátua de sal
Himalaia
A chave da palavra
é cada chaga
e no silêncio serpenteia
o tempo
visceral

Eis o que faz
o reino descoberto
e se consagra
o ouriço e a férula
com a fúria do oceano

As espirais das algas
correntes, algemas
sombras submersas
e os corais transparentes
e o lodo e o lodo

Outros poemas de Adriana Manarelli podem ser encontrados no blog do meu amigo Everi Carrara , escritor e advogado de Araçatuba/SP - http://jornaltelescopio.blogspot.com/

-
jogo-loteria 
A ÚLTIMA CHANCE
"Nato" Azevedo

Temmiko Nashapa era nissei ou sansei (nem sei, que essas coisas são bem complicadas), nascido no coração de São Paulo, num pedacinho do Japão incrustado em terras "brasirêras", no orientalíssimo bairro da Liberdade.
Criado e instruído como seus ancestrais o foram, geração após geração, Temmiko abrasileirou-se com o tempo e a convivência com a "galera" da periferia "classe média pobre-pobre" e, apesar do calvário que as gozações e trocadilhos com seu nome lhe proporcionaram, fez muitos amigos, assimilando o linguajar e os trejeitos da rapaziada esperta da área.

Assim que pode, trocou seu belo nome de batismo por um sonoro "Fernando" e os hábitos de labor persistente e diário, herdados dos produtivos pais, pela certeza de que um só jogo ou aposta resolveria seu futuro. Pôz para funcionar sua inteligência privilegiada e, após longos meses de constante análise dos resultados das loterias, estava pronto para o sucesso.
Meteu-se a contragôsto no ramo da pastelaria, num restaurante chinês (oh, quanta humilhação !) denominado "Hakata's Town" e passou duros e intermináveis meses varrendo e lavando o chão, além de esvaziar cestos de lixo. Seus pais sequer sabiam desse "emprego", pois "Nando" -- conforme o chamava a turma de videogames e bailes "techno" -- saía de casa muito bem vestido, todas as manhãs.

O montante de parte dos salários economizados mês a mês crescia no cofrinho em forma de templo japonês e Fernando passava horas esquecidas "rezando" sobre a estrambótica casinha, porque até simpatias êle aprendera. Não andava debaixo de escadas, esconjurava gatos pretos e, de família budista, habituara-se ao "sacrilégio" de fazer o sinal da cruz diante de cemitérios. Enfim, estava irreconhecível !
Quando o valor acumulado após tantos meses de suor e cheiro de pastel queimado atingira a almejada quantia o ex-Temmiko Nashapa deu adeus à chapa de "hamburguers" e ôvo frito (fôra promovido!), deu uma vistosa "banana" para o antipático "china" que gerenciava a loja e pediu as contas, juntando o saldo da rescisão aos seus direitos trabalhistas garantidos por lei.

Chegara o tão sonhado momento...a conjunção dos astros estava quase em seu ponto ideal, sob a regência de Libra, belo nome a lembrar cifrões. As moedas do milenar I Ching cantaram seu doce futuro de opulência e esplendor e, culminando esse raro período benfazejo, para o "tupi-nipo" Fernando iniciara o Ano do Dragão, sua fase de sorte e sucesso.
Retirou da gaveta os trezentos cartões da Lotomania, um jogo oficial que virara mania no país inteiro. Aquelas apostas lhe consumiram semanas de estudos profundos, noites e madrugadas em claro, analisando tendências e possibilidades.

Investiu seus conhecimentos de álgebra e física, de logaritmos, relatividade e até mesmo geometria para construir apostas que cobrissem todas as probabilidades, não deixassem ao acaso nenhum tipo de resultado.
Desenhos verticais e horizontais, entrecruzados, perpendiculares, figuras de animais e aves, números marcados aleatóriamente, repetição de sorteios anteriores, os números mais e menos frequentes... tudo foi pensado, analisado meticulosamente e cravado "cientificamente".

Com 50 números jogados pareceu-lhe fácil acertar os 20 do sorteio oficial.As trezentas chances de fortuna rápida vibravam em suas amarelas mãos quando saíu do guichê de apostas. O resultado viria sábado à noite, via Internet, ou no domingo em todos os jornais do país.
Ademais, homem precavido, guardara verba suficiente para quatro semanas de apostas. Mesmo que a sorte de início lhe fosse madrasta, no fim do mês estaria rico. Uma vida de milionário era tão inevitável que Fernando não se abalou com o resultado da primeira semana, quando acertou alguns poucos cartões, com 16 pontos cada, o que representava em dinheiro uma micharia, a "bolada" só viria se acertasse todos os vinte números sorteados.

Na segunda semana, um breve instante de glória: 18 pontos num cartão, o dinheiro investido já lhe retornara, mas o que importava mesmo era dar "uma tacada" que mandasse para o espaço todos os problemas e preocupações. Contudo, quando o resultado da terceira semana saiu, seu ânimo abateu-se quase por inteiro.
Acertar aquilo era impossível, nem mago poderia prever aquele "desenho"... por isso, ficaram acumulados os prêmios maiores. Mesmo assim, emplacou 17 pontos em dois míseros cartões.

Fernando dera a si mesmo uma última chance, a derradeira; afinal, segundo o horóscopo chinês aquele era seu ano de realização e progresso. Acompanhou ansioso o sorteio via computador, direto da sede da CEF, bola por bola, com seu PC informando a cada segundo quantos dos seus 300 cartões estavam no páreo.
Os números saíam fáceis e o que era só pensamento positivo em Fernando transmutou-se de expectativa em certeza e, a seguir, num berro de samurai kamikaze, o coração a explodir no peito, a glória orgasmática a satisfazer o ego combalido.

Seu dia finalmente chegara ! Tremiam-lhe as pernas e os joelhos se entrechocavam, os braços se agitavam descontrolados, as maçãs do rosto balançavam, a casa toda estremecia... a capital de São Paulo assistia boquiaberta de espanto e de terror ao primeiro terremoto do século, transformando arranha-céus em geléia de concreto e aço e a sala do sorteio num pandemônio, com o teto de gesso desabando por completo e os computadores que registravam os números sorteados entrando em pane geral, virando "bolas" de fumaça e fogo.
Mais tarde, um boletim extra-oficial informaria à nação que o sorteio fôra anulado, com todas as apostas valendo para a semana seguinte. Nem a sanguinária bomba "Fat Man" teria feito um estrago tão devastador em Temmiko-Fernando. Ainda chorava um mar de lágrimas quando o mais estimado amigo adentrou seu quarto.

Entre guitarras, periféricos de computador, posters de gueixas e montanhas de livros do curso superior de eletrônica que abandonara para "trabalhar", "Nando" contou ao "General" -- o amigo era muito "mandão", daí o apelido -- seu segredo e sua desdita. Perdera mais de um ano de sua preciosa existência só para realizar aquele sonho e, agora, o cruel Destino lhe pregara aquela peça. Não queria saber mais do jogo... sua sorte acabara. Os deuses não lhe dariam outra chance!
Desfez-se dos 300 cartões e de suas respectivas apostas, dando tudo para o amigo. Celso ainda protestou: poderia ganhar desta vez, o que estava fazendo era loucura. "Nando" recusou todos os argumentos. O que quer que ganhasse, era seu. A sorte dele se fôra !

Oito dias depois a periferia da capital acordou em polvorosa... um jovem morador, dos mais humildes, acertara a sorte grande. Abiscoitara mais de meio milhão de reais, além de vários prêmios menores.
Quando a imprensa o procurou, Celso de Moraes, vulgo "General", confessou que ganhara as apostas de um amigo, desiludido com o adiamento do concurso que já o premiara.

Perguntado se devolveria o fabuloso prêmio ao tresloucado rapaz, respondeu sem pestanejar:
-- "De jeito nenhum... êle fez estes jogos diversas vezes e não ganhou nada. Quando acertou, cancelaram o sorteio. Vai ver a sorte tinha que ir era prá mim mesmo. Só vou lhe dar uma bela moto... o "Nando" adora uma Harley Davidson incrementada! E despediu-se feliz e faceiro, com a multidão em festa atrás de si.

roubado do blog NATO AZEVEDO- QUASE NADA
http://natoazevedo-quasenada.blogspot.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

VERSOS LIVRES 17 - PARTE OITO


Olá, no post de hoje, poemas extraídos do fanzine Versos Livres, edição 17. E alguns poemas recebidos por email e uma poesia minha. E ainda, um link para meu outro blog , com  informações sobre o fanzine O Patusco.

versos 17 

SE SE MORRE DE AMOR 
Gonçalves Dias

Se se morre de amor! – Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n’alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve e no que vê prazer alcança!

Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d’amor arrebentar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro

Clarão, que as luzes ao morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D’amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo, é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, té capaz de crimes!

Compreender o infinito, a imensidade
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D’aves, flores,murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!

Amar, é não saber, não ter coragem
Pra dizer que o amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis d’lusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compreender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!

http://www.artedavida.net

*

SEM TÍTULO
P.J. Ribeiro

Não me deseje mais do que sou.
Se sou um cipreste, escoIha-me como cipreste.
Não me veja como relva ou rio, esgoto ou porco-espinho
Se me deseja, deseje-me simplesmente.

do livro "Besouros Falantes"
P.J  é deCataguases - MG . Saiba mais em
http://www.revista.agulha.nom.br/pjribeiro.html

*

LOUCO “MY LOVE”
Aline Leal

Meu amor era tanto!
Que desvestia minhas tempestades.
Eram tantos versos doidos
Com um riso de liberdade...
Meu amor era tanto !
Que no final
Se transformou em guerra:
Hoje você me atropela
E amanhã te dou uns tiros.

Aline é bastante conhecida na cena alternativa através de contribuições a diversos fanzines e por editado por algum tempo a revista  A Goiaba, com hq  e poemas . É de Niterói - RJ 

Farol

FRAGMENTO
Regina Menezes Loureiro

Que luzes divinas caiam sobre nós iluminando nossa caminhada.
Cada semente minúscula que  plantamos hoje é o trigal produtivo que trará a ave poderosa do amanhã que nos traz esperanças de um novo  porvir. ...

trecho de um dos  editorais de As Acadêmicas , folha literária editada por Regina e Maria José Menezes , em  Vitória — ES . Saiba mais clicando POETAS CAPIXABAS

*

INCOERÊNCIA
Arethuza Viana

Fui sim,
o teu porto seguro,
quando tateavas
no escuro,
aqueci teu corpo frio
no inverno...

Esqueci
as minhas dores,
do mundo,
mostrei-te as cores,
fiz um céu
do teu inferno...

Nunca desejei
teu amor forçado,
com abnegação,
fiquei ao teu lado
com desvelo
te dei guarida...

Não contava
com tanta incoerência
e não sei como
não te dói a consciência,
pelo desgosto
que me consome a vida!

http://www.youtube.com/watch?v=Ebst0rY5ux0

*

VELHOS AMIGOS
Touché

revivemos o passado
e entre risos paramos o tempo .
sobre o futuro : só
o que irá em nossas lápides

Guarulhos- SP
http://ekr2.blogspot.com
________

IMPRENSA ALTERNATIVA

Conheça a revista alternativa O Patusco, AQUI

terça-feira, 19 de julho de 2011

VERSOS LIVRES 17 - PARTE SETE

No post de hoje, poemas extraídos do fanzine Versos Livres, edição 17 e textos roubados de alguns blogs. Confiram.

versos 17

TEMPO
Walmor  Dario Santos Colmenero

O tempo trouxe a vida 
na palma da mão
E ela, viva, disse que o amor
existe sempre

(In: Versos Vivos  e  O Poeta) - Santos - SP
http://www.gargantadaserpente.com.br/toca/poetas/walmordario.php?poema=9

-

ANATOMIA DE UM DIA
Maria Eliza F. Feijó

Nasce o sol
vem a chuva,
e molha o girassol.
Ao meio-dia,
a chuva para
e o gato mia.
Mais à tarde,
o homem passa
e faz alarde.
Quando anoitece,
o relógio dispara,
e o trabalho pára.
Chega a noite
o sol se esconde,
atrás do monte.
E todos felizes,
como aprendizes,
tentando mostrar,
as várias
maneiras,
que se tem de amar,
Em cima,
ou embaixo,
de seus lençóis,
prá enfrentar
mais um dia
sob os raios do sol

Caxias do Sul - RS

-

VIDA DE POETA
Salvador Pereira Matos
Sapema

Ouvindo músicas suaves e românticas
Acalento o meu romantismo interior
Vejo através dele vistas panorâmicas
De um lugar que só inspira amor.

O paraíso afrodisiaco do poeta interior
É aquele que lhe traz firme inspiração
O real ou o imaginário, qual é o melhor?
A musa é quem responde a esta interrogação.

Esta musa, estro e fonte de inspiração
É como uma poética e dialética divindade
Das partes liberais, freme como um vulcão
Em larvas ardentes e vibrantes tenacidades

O real dá lugar ao delicioso imaginário
Passa- se do comum ao mundo da imaginação.
Vive-se a vida sem se preocupar em um horário
Entregando-se totalmente às delícias da ficção.

Rio de Janeiro - RJ
http://www.caestamosnos.org/Benedita_Azevedo/Academia_Nova_Diretoria.html

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DEFINIÇÃO
Ricardo Sena

O amor é privilégio de poucos
Inspiração para poetas e loucos

http://poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net/arch2010-05-01_2010-05-31.html#2010_05-07_00_15_19-6846865-0

olhando a lua

A LUZ DO AMOR 
Angelo Augusto Ferreira

Amar é uma lâmpada acesa
Uma bola de fogo
que torna o corpo doce
cheio de amor
É a luz que fica retida 
em nossas mãos
Guardada na memória da alma
Num ritual de um viver risonho
Numa festa de sonho!

in Pró-Dons , o jornal da Poesia
Caixa Postal 4515 - Uberlândia - 38400.000- MG

-

PERDÃO
ICÊ DIAS

A OSTRA PERDOOU
A  AREIA
E A FEZ  PÉROLA

roubado do blog da Ivone Vebber
http://blog.clickgratis.com.br/bigrendaextra

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MURMÚRIO
Diracy Vieira

Tua madrugada
Irrompe em mim
Madrigais tímidos e gerânios matutinos
Enquanto
Beijas a boca da noite
Eu me contento
Em destilar sentimentos
Na varanda dos teus medos.

João Pessoa - PB
roubado do blog Nau Cultural, do amigo Harley Meirelles
http://naucultural.blogspot.com

*

quarta-feira, 13 de julho de 2011

VERSOS LIVRES 17 - PARTE SEIS

No post de hoje, poemas extraídos do fanzine Versos Livres, edição 17 e alguns poemas recebidos por email .  Este blog e a nossa publicação estão abertos à textos e sugestões. Nosso email é touche.sp@uol.com.br

versos 17

BUSCA DE MIM
Gílmar Soares Franco

Onde te escondes?
Eis que em vão clamemos
suspirando e erguendo as mãos em  vão.
Já a voz enrouquece e o coração está cansado.
Já desesperamos.
Por céu, por mar, por terra procuramos.
O espírito que enche a solidão,
só a própria voz
na imensidão fatigada nos volve.
Não te achamos.
Céus e terra, clamai.
Aonde?
Mas o antigo espírito só responde
em tom de grande tédio e pesar.
Não nos queixeis  ó filhos da ansiedade,
eu mesmo,  desde toda a eternidade,
também me busco a mim.
E nunca me encontrei.

Guarulhos, SP

-

I LOVE YOU
Élmantos

Quero deleitar carinhosamente
nos teus mais secretos desejos
Esmaecer de tanto prazer
Amar- te até o dia amanhecer

Reencontrar nos teus mais profundos sentimentos
Uma única iguaria para nos acalentar eternamente
Ultrapassar os limites de nossas realidades
Resgatar uma a uma nossas felicidades.

E ainda violentar o tempo
De braços dados com o mundo
Tirarmos glórias do nosso amor profundo
Buscar no universo  uma gota d’água do oceano
E assim todos os dias e durante todo ano
C’ est mon amour
I love you! 

Élmantos é de Embu das Artes,SP, onde, por algum tempo, trabalhou na Secretaria de Cultura da Prefeitura de Embu.
http://ceciliafidelli.blogspot.com/2011/02/cecilia-fidelli-e-o-poeta-elmantos.html

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O AMIGO
Reneé Cardoso Fontenele

E então, foi-me concedido o ensejo
não posso mais o meu coração enlutar
Em alcova, taciturno, eu só desejo
poder uma formosa crônica declamar

Proferir aos céus, aos mares, noites e dias,
Que minh´alma ,outrora, de mim sorria.
Hoje,contíguo a mim, o Imagens Fugidias,
do cauto, amigo e exímio João Maria.

E assim, minhas primícias e o presente
vivem juntos, com uma tal razão.
Busquei um amigo, excelso amigo João,
Probo,incontestável e, sim, perfulgente.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Renne%C3%A9_Cardoso_Fontenele

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ENCONTRO
Lia-Rosa Reuse

..... O encontro se fez conforme determinara
o destino.., mas destino não existia! Então, o encontro se fez conforme  determinara
o acaso.. .mas o acaso era uma questão !
Então, o encontro se fez porque ultrapassou a inexistência do destino e era a resposta para a questão do acaso, como para todas as
questões, porque era um encontro de Amor...

in LeReLer - LiReLiRe
www.lereler-lirelire.org
http://www.reuseliarrosa.net/

-

ONIPOTÊNCIA
Alaorpoeta

Quando criança brincávamos
de ser gente importante
do mundo dos adultos.
Um dia fui Deus...
Enquanto José erguia cidades
Maria trocava fraldas
eu abobalhava uma formiga
numa caixa de fósforos redonda
azul vista do espaço
e dizia: - Comece a rezar!
Deixava um curto escape
de liberdade. Mas advertia:
- Só quando eu quiser!
Então a formiga, sempre,
porque era formiga
e não sabia o que fazia
desafiava pelo orifício
seu cérebro de saudade
e com olhos de finitude
lograva a consciência
na guilhotina de Deus.
Nunca entendi o despropósito
daqueles seres ínfimos
a corroer minhas dúvidas
porque jamais me deixaram
brincar de ser formiga.
Quando cresci
virei formiga de verdade.

http://alaorpoeta.blogspot.com/

-

POETRIX
Harley Meireles

no vôo dos pássaros
já fui vento
quem sabe ao certo
tempestade
ou apenas
sopro

http://antologiamomentoliterocultural.blogspot.com/2010/11/harley-meireles-entrevista-n-281.html

sábado, 9 de julho de 2011

VERSOS LIVRES 17 - PARTE CINCO

No post de hoje, poemas extraídos do fanzine Versos Livres, edição 17. E um link para uma postagem com poemas extraídos de algumas correspondências enviadas para a nossa redação.

versos 17

SEM TÍTULO
Kleide Keite

Na brisa perdida
da manhã
tudo se desfaz
inclusive eu
Nostalgia, inimiga minha
vai-te embora
deixa o vinho
preencher meu vazio

Kleide é de Pernambués, Salvador, BA e fanzineira.
http://fanzineversoslivres.blogspot.com/2010/09/imprensa-alternativa_24.html
______

ESTRELA GUIA
Vanda A. Castro

Estrela Guia
Brilha, brilha lá em cima
Minha linda
Estrela guia.
Brilha
Ilumina os meus
Caminhos
Me faz feliz
Ainda que por um dia.
Pois aqui embaixo
Eu acho
Que não estou muito
Distante de ti...

Restinga Nova - Poá - R S
______

O DEMISSIONADO
Raimundo D´Magalhães

Estou com meu salário
mínimo
no bolso...
Não sei se ouço o tilintar
de novas dívidas
e fico nú das calças
ou se me empolgo
como um bom cidadão
e pago as antigas
e fico nú...completamente :
Dos olhos
das tripas
da pele.
Na dúvida !...
Peço demissão
de mim mesmo
e tomo um belo copo d´água com açúcar.

Raimundo  é de Belém, PA
______
sonhar34456 

ORDEM SONHADORA
Luiz Antonio

Quando ( acordado) sugerimos
o que sonhar ?
E quando o sonho sugere,
o que fazer ao acordar ?
O sonho inconsciente, muitas vezes,
não explica o sentido às claras.
Daí o motivo da conduta,
não está no ato pensado,
pela razão consciente.
Dar ordem quando acordado
ao sonho, para o que fazer,
quando de novo  despertar.

Curitiba, PR 
______

O DOM DO SONHO
João Weber Griebeler

Quem escreve
Tem às vezes de sonhar,
Navegar nas ondas
Dessa senhora, Fantasia.
Todos nós sonhamos,
Só que a maioria
Não vive emoções
Em seus sonhos
Privados que foram
Desta varinha mágica
Que nutre ilusões
Chamada Inspiração

in "Letras Contemporâneas")
Roque Gonzales, RS  -  igaçaba@uol.com.br
http://pt.netlog.com/urutau/blog
http://urutau-10.blogspot.com/
______

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Confira no blog Poetas de Guarulhos e Todo Verso, poemas extraídos de  algumas correspondências enviadas para a redação do Versos Livres. Confira
AQUI..

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

VERSOS LIVRES 17 - PARTE QUATRO

Olá, no post de hoje, poemas extraídos do fanzine Versos Livres, edição 17. E um link para informações sobre a imprensa alternativa, lá no meu outro blog. 

versos 17
-
NAS GARRAS DA SOLIDÃO
Marcelo Marat

Todo dia eu me despeço de algum sonho
Toda noite eu me encontro com algum louco
E o luar me abraça,
Da face da nobreza cai uma máscara
E os olhos da solidão, apagados,
brilham na escuridão.
E é sempre a mesma desculpa, tola
E é sempre a mesma faca
Que rasga o coração e a memória,
Eu não quero perder o meu rumo
Nem tampouco encontrar o caminho de casa
...antes da aurora...
Toda noite eu me encontro com fantasmas
Todo dia eu enfrento desencantos
Mas há milagres para todos
Embora eu desconheça meus próprios olhos
E ande na fina corda entre o vinho e o sangue

Belém - Pará 
http://ecosdonada.blogspot.com/

*

UMA PALAVRA
Chico Buarque de Holanda

Palavra prima
Uma palavra só, a crua palavra
Que quer dizer . Tudo
Anterior ao entendimento, palavra

Palavra viva
Palavra com temperatura, palavra
Que se produz . Muda

Feita de luz mais que de vento, palavra ...
Talvez, à noite
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra

Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar .  Fundo
O coração do pensamento, palavra

http://youtu.be/gvnK7x0tGc0

*

TRAIR
Raphael Couto

Te fiz navegar dez dias
Desidratei seus destinos
Refiz suas marés
Contei intestinos

Travei cem vinhedos
Desfiz seus segredos
Invariável remanescência
da cadeia de existência

in Via de Expressão
R. Guarapari, 96 - Trindade
24456.130 - São Gonçalo - RJ

*
SEM TÍTULO

Saquarema_rj_brazil
Beatriz Dutra

Em Saquarema
Por longas horas
fiquei a fitar o mar.
E não me cansei,
porque minha necessidade
de beleza
é inesgotável

in Deleites-  edição : Márcia Leite— APPERJ -
www.apperj.com.br 
______________

IMPRENSA ALTERNATIVA

Confira informações sobre a publicação "O Literário", editado por Osael de Carvalho, lá no meu outro blog 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

VERSOS LIVRES 17 - PARTE TRÊS

Olá !!!
No post de hoje, poemas extraídos do fanzine Versos Livres, edição 17. E um poema de Eliane Alcantara, uma poetisa que gosto muito.

versos 17

POEMA
Jurema Barreto de Souza

A boca da noite
tem sabor de café expresso
onde adoço meus versos
e os sorrisos
que eu não tinha
por dentro...

http://kplus.cosmo.com.br/indice_geral.asp?rv=Cigarra
http://www.palavrarte.com/equipe/equipe_jurema.htm

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CARTA
Barros Pinho

pássaro escreve
escreve na folha
no vento na chuva
no rio no mar
na sílaba do sol
na metáfora do canto
semântica do verde
estranho poeta
semente da vida
na carta do pássaro

in: Jornal Vaia - Porto Alegre - RS  -editor : Marco Marques
http://jornal-vaia.blogspot.com / vivavaia@ig.com.br -
Confira a obra de Barros Pinho em 
http://www.revista.agulha.nom.br/pinho.html

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BRISA
Maria do Socorro Xavier

Passou-me
Um furacão
De ódio
Uma trepidação
De ciúme
Uma ventania
De paixão
Uma brisa
De ternura
Uma umidade
De desejo.

(in  " Psicopoética") Maria do Socorro é  João  Pessoa - PB . Saiba mais em  http://www.revista.agulha.nom.br/mscardoso.html

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Arrependimento barra9me

SEM TÍTULO
Jamil Dias Pereira

Neste momento
queima-me o fogo
das coisas que eu não fiz ; 
e das que tive que fazer    

Jamil é ator, diretor e poeta bissexto. É um dos poetas de Guarulhos/SP. http://www.4act.art.br/jamil-dias.html

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SEM TÍTULO
Ilídio Soares

O inferno
pertence àqueles
que quiseram
o abraço ...

E tombaram
antes de terem sido queridos

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O (MEU) CORAÇÃO
Mulher_sensual
Eliane Alcântara.

Meu coração quer sentir o calor de seus lábios em meus ouvidos
entender certas mentiras em voz doce e um pouco sincera.
Meu coração quer sentir o encanto de sorrir criança na chuva,
pequenino voar em seus segredos pela razão de não existirem.

Quer sentir o prazer de seus olhos e deitar nu, puro,
no seu peito macio e calmo a controlar meus medos.
Provar do gozo dos seus delírios, junto deitar e amar
violetas, canções, fumaça, qualquer besteira a quatro mãos.

Um poema, um comer, um rir-se do tudo/nada e mais.

Minha vida quer rolar sem paradeiro em seu corpo,
cair no abismo de seus sonhos e arrematar a tarde
princípio de nós, noite e fogo nos conchavos do tempo
a brindar sussurros e abraços no fundo das cores.

Enredar um vaso de estrelas na cama acesa
vento de onde sinaliza o bom e o gosto predileto
da dança colada fora do jeans, fora do ontem,
só o agora crispado de essência na pele, saliva.

Na verdade, meu coração quer saber-te de qualquer forma.
Beber-te, comer-te, lambuzar-te, ternurar-te
E dane-se a gramática em constante reforma!
Meio a arte meu coração só tem um propósito: amAR-TE!

http://www.eliane_alcantara.blogger.com.br