quinta-feira, 13 de outubro de 2011

LIVROS RECEBIDOS

No post de hoje, poemas extraídos do livro "Poemas no ônibus e no trem", vários autores, projeto da Prefeitura de Porto Alegre, RS.

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Artesanato

ARTESANATO

Busco aquelas semanas
em que a avó trêmula
pintava bules de porcelana
e ouvia orquestra de orquídeas.

Traço rascunhos
de um bule pintado
de cacos, quedas e
gemidos de valquírias.

Sigo estradas tricotadas:
não há teorde mãos eruditas
ou chás de camomila

Bianca Zanini
in: Poemas no ônibus e no trem

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Dias melhores verão

PRIMAVERAA

Desfruta
sem pressa
essa tua primavera
quando o verão chegar
e fores fruto maduro
vou te colher
com apuro
e te comer
de colher

Germana Konrath
in: Poemas no ônibus e no trem

-

Juras de Amor

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Juro pelos Girassóis de Van Gogh
Pelos Relógios Moles de Salvador Dali
Pelos versos de Fernando Pessoa
Pela Estátua de Davi

Juro pela Odisséia de Homero
Pelo Édipo Rei de Sófocles
Pelas Sinfonias de Beethoven
Pela sapiência de Sócrates

Juro pelo Dom Quixote de Cervantes
Pela Mona Lisa de Leonardo da Vinci
Juro pela Divina Comédia de Dante

Juro por tudo em que me ufano
Pela sabedoria de Confúcio
Juro por Deus que te amo !

Cosme Custódio
in: Poemas no ônibus e no trem

-

Haikai

riquezas

Valeu mesmo a pena ?
a cada milhão
duas pontes de safena

Rafael Vecchio
in: Poemas no ônibus e no trem
_

Os Pães

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Os pães nunca se os
cozem à noitinha. É
com o ar recém amanhecido,
com as mãos larvadas de
luz. Com olhos saídos
dos sonhos, mornos e a
boca selada apetecida.
Mas o fogo sim, quer-se
adentrado, que os pães
nunca se os cozem em fogo
iniciado. É no fogo derradeiro,
aquele que, extinto,
transferiu-se aos tijolos
abrasados.

Maria Carpi
in: Poemas no ônibus e no trem

-

O livro "Poemas no Ônibus e no Trem", foi gentilmente enviado pela escritora Zaira Cantarelli. Projeto da Prefeitura de Porto Alegre, Secretaria Municipal de Cultura .

Na página de apresentação, faz-se um agradecimento especial à professora e pesquisadora Rosane Salmoni. Incluindo os que constam neste post, foram selecionados poemas de Adão Jorge dos Santos, Bianca Zanini, Antoniel Campos, Alcir Nicolau Pereira, Eduardo Morais, Ane Arduim,Erik dos Reis, Ana Mello, Germana Konrath,Gabriel Dinnebier,Ivanise Mantovani, Carlos Pessoa Rosa, Carlos Bruni, Cosme Custódio, Magali Velasco Eidt, Marcelo Lopes, Márcia Carneiro, Jardel Estevão, Jéferson de Souza Tenório, Márcio Davie Claudino, Reginaldo Costa de Albuquerque, Maria da Graça Landell de Moura, Ricardo Rodrigues Jesus, Nelci de Abdala, Sérgio Luis da Silva Vargas, Paulo Roberto Faria, Tania Melo, Sérgio Peixoto Mendes, Rafael Vecchio, Mathias Cramer.

No capítulo "A Mulher e a Poesia", pesquisa de Rosane Salomoni, foram incluídas as poesias de Rita Barém Melo, Olga Savary, Adelaide de Castro Alves Guimarães, Francisca Júlia Silva, Florbela Espanca, Delfina Benigna da Cunha, Anna Alexandrina Cavalcanti De Albuquerque, Cândida de Oliveira Fortes, Maria Carpi , Martha Medeiros e  Sor Juana Inés de La Cruz.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

VERSOS 33 - PARTE TRES

No post de hoje, alguns poemas publicados na edição nº 33, do fanzine Versos Livres, editado em Guarulhos, SP. E ainda a poesia de Eliane Alcântara.

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TROVA
Henny Kropf

Braços mostrando na cruz
tanta abundância de dor.
Olhos de nosso Jesus
Que nos ofertava amor

Cantagalo - RJ

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QUADRA
Deusdedit Rocha

Se eu pudesse, ah, quem me dera 
novamente voltaria
à minha infância, onde eu era
tão feliz e não sabia

Aldeota - Fortaleza - CE

-

HAI CAI
Mário Kassawara 

Manhã de outono
a natureza desperta
vestida de cores

-

HAI CAI
Fernando Yamada

Aberto o diário 
dele salta rosa seca
é o primeiro amor

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FRENTE A FRENTE
Eugênio de Andrade

Nada podeis contra o amor,
contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.

Podeis dar-nos a morte ;
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco !

poema extraído do  jornal "Vaia" -
R Demétrio Ribeiro, 706/601 - Centro - Porto Alegre - RS - 90010-312 -
http://jornal_vaia.blogspot.com

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ESCULTURA
Escobar Franelas

o poema está lá :
basta esculpir
nas palavras virgens

publicado na revista  Fundinho Cultural
Cx Postal 1005 - Uberlândia. MG -  38400-204

-

CURIOSIDADE  
Eliane Alcântara
.

Foi perdendo o medo
De abrir minhas cortinas
Que vi flores e borboletas
Na transparência do novo dia.

http://www.eliane_alcantara.blogger.com.br

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

VERSOS 33 - PARTE DOIS


HAI CAI
Antonio Cabral Filho

Sabiá veloz
Cruza meu pomar qual raio
Sem Gonçalves Dias

Rio de Janeiro / RJ

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SEM TÍTULO
Eunice Mendes

ponte
entre a parte
e o todo

todo amor
é sobrevôo
porque
em tudo
que amo
eu morro

meu corpo
é nau frágil
em águas de batismo

Santos /SP

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NEM ROSA NEM CRAVO
Nanû da Silva

A pequena garoa banha lentamente a rosa
K se escraviza no jardim urbano
O pequeno raio solar banha lentamente o cravo
K se escraviza no urbano jardim
Afinal, ke tipo de escravos queremos ser ?
Rebeldes ? Dóceis ? Audaciosos ?
Medrosos ?

São Paulo /SP

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POEMETO
Teresinha Machado Guimarães

Nossos filhos são raios de luz
Pérolas preciosas
Amor que conduz

Publicado em Pró-Dons, o Jornal da Poesia
www.poetabrasileiro.com.br   

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TROVA
Aparecida Mariano de Barros

O trem expresso da vida,
não pára nas estações,
nem dá sinal de partida,
nos levando aos trambolhões

Extraído do jornal “Fanal”, Rua Álvares Machado, 22
1º and, São Paulo/SP, 01501.030

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ALQUIMIA
Adriana Manarelli

O sensorial se desdobra:
Eco pungente
Do coração
Que não se altera,
Bate-que-bate.
Visceral língua quente
Que despontada ao longe
É o núcleo
Da lua de cipreste
Cor de alfazema.

Coágulo de sangue
No rastro puro
De verbena e sândalo,
E penugem de prata,
E mãos de veludo:
Profundezas do essencial,
Pulsação vermelha do torvelinho aquecido,
Túnel de ouro azul.

Na ponte dos suspiros,
Orgulhosa de mim mesma,
Suspiro
Gratificada,
Sob esse amparo
Água flórida lápis-lazúli.

http://jornaltelescópio.blogspot.com

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SEMENTES DA VIDA
Efigênia Coutinho

Refiz meu jardim, ressurgido o tempo,
Vitória da vida na maior idade!
Futureceram flores de alegria
O meu sonho feliz da fantasia...

Vão acordar as flores adormecidas
No calor da terra em gestação,
E quando acordarem o mundo treme
Por ser a terra inteira uma emoção!

O alimento é um abraço cheio de força,
Que vai futurecer, na sucessão
das horas mostradas nos grandes relógios,
o grão, amanhã caule, da paixão...

Semeio uma mão pura de sementes
que outros semearam noutras gentes...

http://jornaltelescópio.blogspot.com

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THE BECKFORD CHILDREN
George Romney

romney-george-the-beckford-children

http://www.allposters.com.br

terça-feira, 27 de setembro de 2011

VERSOS 33 - PARTE UM


No post de hoje, alguns poemas publicados na edição nº 33, do fanzine Versos Livres, editado em Guarulhos, SP. E ainda poemas de Alaorpoeta e um pequeno poema meu.

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OS SEGREDOS 
António Soares

Segredos não têm casa prá morar
mas a tê-la
segredos já não são
Segredos e conquistas
Nem ao pó dos sepulcros sejam dados
Teu segredo te diz
o quanto vales

in : Sorriso Matinal
Porto Alegre - RS -

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SUBURBANO
Eliana Wissmann Alyanak

Dias e noites
passam a galope
eu caminho

in Revista Literária, Oficina Editores
RJ - RJ

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REALIDADE FÉRREA
Raimundo D'Magalhães

Que tua estrela brilhe
Não somente no lábaro
Mas também no estribilho
De cada poro de teu filho...
Que teu tesouro efulvente,ouro...
Deságüe ingente
Nas artérias de um porvir
Desse hoje emergente
Pro-esperança
Dos nativos de ti...
Ó garrida Belém-do-Pará
Que não conjuguem crateras
Na tua carne férrea
E que a realidade térrea
Seja-te a locomotiva infinda do veio
Por teu reagir
Aos golpes que sangram
O ventre do teu seio.
Respira Amazônia...Grita!
Grita teus ais!
Mostra que o coro da parcimônia
Tu não queres mais!...
Respira Amazônia...Grita!
Grita teus ais!
E mostra que o coro Cabano
Não te orquestra
Só nos ancestrais!

Ananindeua - BE - PA

-

selo

SELO
Jacy Gê de Almeida

O selo
desgarrou-se da carta que eu abria
assustando-me
Só quando ele interrompeu
o seu vôo
pousando no recôncavo
da minha mesa de trabalho
é que eu pude entender
o fenômeno :
trazia ele, em sua face,
a estampa de uma irrequieta
borboleta...

Ferraz de Vasconcelos, SP
poetajacy@emferraz.com

-

QUADRA
Maria José Menezes

Por caminhos percorridos
fui sentindo as leis da vida
os meus versos tem sabor
de lembranças mui queridas

in Letras Taquarenses
Rio / RJ

-

PASSAGEIROS EM TRÂNSITO
alaorpoeta

Partíamos a destinos disformes
sombras etéreas de fátuos momentos
olhos ausentes vagando uniformes
o silêncio aflito dos pensamentos.
Peles multicores feitas de roupas
secretas coxas estirpes gravatas
borboletas cobras veladas bocas
e o céu metálico nas mãos fumaça.
Fixávamos suaves miragens
no átimo da infância livres bagagens
o último adeus do sabor das almas
a fila móvel nos pontos amargos
quando corpos doentes dos encargos
acolhem outras formas bem mais calmas.

http://alaorpoeta.blogspot.com/

lapidee

LÁPIDE
Touché

Quero um verso de Larí Franceschetto :
"A arte é amanhecer-se enquanto o sol vai embora "
Viver eternamente nos poemas. 

http://www.poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CARTAS RECEBIDAS

ESPERO-TE

espera2
Eunice Mendes

Espero-te
com um morango
entre os dentes
e
derramo-te
pequenas sementes
dentro do meu beijo
na dança das línguas
lânguidas serpentes
límpidas e inocentes
até que o fruto vermelho
irrompa o néctar docemente
beijando a flor
dos teus desejos
acesos

in: Missionários da Poesia, ano 2, nº 13, editado por Antonio Pereira Mello, Santa Maria, RS. 

ANTOLOGIAS PARA FERREIRA GULLAR - O poeta mineiro Aricy Curvello me enviou, entre outras publicações e livros, uma edição da revista Fundinho Cultural, editado por Hélvio Lima, onde consta um bom texto sobre três antologias organizadas em homenagem aos 80 anos do poeta Ferreira Gullar.
A primeira delas, "Poesia do Brasil -11", foi coordenada por Ademir Antônio Bacca e Claúdia Gonçalves ( Editora Grafite). A segunda, "Terça, conVerso no café", foi coordenada pelos integrantes do grupo carioca Poesia Simplesmente, e a terceira "Vozes na Paisagem -II", foi organizada pelas Edições Galo Branco, do Rio de Janeiro. O poeta uberlandense Aricy Curvello está incluído nas três coletâneas . (
http://www.riototal.com.br/coojornal/aricycurvello1.htm)


CITANDO RICARDO ALFAYA - " Penso que o poeta sempre escreve para o Outro. A comunicação da obra faz parte do "jogo" artístico. A cena que mais me ficou do filme " O Pequeno Príncipe" foi aquela da criança querendo mostrar o trabalho a "alguém". No caso,era um desenho. Isto é inerente ao ser humano. Você escreve um poema, tem aquele impulso de mostrar a alguém. Com  o tempo, você consegue mais ou menos administrar melhor isso. Já consegue fazer e guardar, deixar "de molho" para melhor avaliação posterior. Porém, nem sempre. Se houver alguma "vítima" por perto ou se você puder inventar um pretexto, vai acabar submetendo o seu trabalho ao Outro e, principalmente, submetendo o Outro a seu trabalho. Ou seja, a gente sempre escreve pensando num leitor. Se vai conseguir atingi-lo , ou não, é outra história."
( Ricardo Alfaya, poeta carioca, em entrevista à revista  "Poetizando", editada por Eunice Mendes e Walmor Dario Santos Colmenero, editora Artesania –
http://www.revistapoetizando.blogspot.com )

OUTROS SONHOS - Estava na esquina e conversava sobre nada e sobre coisas com meninas, adolescentes como eu, que passaram num instante, a povoar meu mundo, tão minúsculo.Era um projeto, razão, era a vida que se fazia visível e possível. Ao abrir os olhos, a esquina era outra, em outro lugar,com outras pessoas. Foi preciso (re)conhecer as esquinas novamente, as pessoas e outros sonhos ( mini conto de Djanira Pio, publicado no jornal "Binóculo", editado por Dias da Silva e Batista de Lima - ivonildodias@secrel.com )

UM POEMA DE ADÉLIA EINSFELDT

jacaranda

Um pé de jacarandá
se debruça
na minha janela
e derrama
suas pétalas
lilases
que caem no chão
da minha sala
Um presente que
a natureza me oferece
todos os dias
durante a primavera
tal qual um poema
me encanta
e emociona

( poema " Pétalas Lilases". Adélia é de Porto Alegre,RS)
__________
textos extraídos de correspondências enviadas para a redação do fanzine "Versos Livres", de Guarulhos, SP. Textos, críticas e sugestões podem ser enviadas para o email touche.sp@uol.com.br

sábado, 24 de setembro de 2011

CORRESPONDÊNCIA


EU E MINHA INSÔNIA
insonia
Miguel Russowsky

Minha insônia não quis dormir comigo.
Queria conversar !... - disse-me ela.
( desde então, tornou-se tagarela ;
desde então, tornei-me seu amigo )

Hoje eu não julgo mais ser um castigo
ter esta insônia aqui,de sentinela,
falando a toa, dês que venham dela
as sugestões magnifícas que sigo

Não não sofro de insônia... gozo insônia
Levanto e estou de bom humor, mais cedo
e escrevo afoito, até sem parcimônia

Exercícios mentais, me dão saúde
e vou levando a vida, assim, sem medo
com a velhice em plena juventude

Joaçaba, SC -  jornal "A Voz da Poesia", orgão de divulgação do Movimento Poético Nacional.

DOAÇÕES PARA UMA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA -  O professor Francisco Assis Mattos criou, em Itarema, Ceará, a Biblioteca Comunitária João Rodrigues de Mattos, que sobrevive graças a doações de publicações em geral. Mais informações sobre a Biblioteca e sobre doações no email bibliocommatos@gmail.com ou bibliocommatos@yahoo.com.br


LEITURA SEGUNDO  TERESINKA - " A leitura para mim é uma exploração de minas de diamantes guardadas dentro de livros insuspeitos ou de sermões chantageados de fé. Busco na leitura a palavra clara e precisa que possa chegar ao meu entendimento sem adornos superficiais nem subterfúgios: a palavra real. Júlio Cortázar, o contraporte de Clarice Lispector na literatura hispano-americana, discípulo de Jorge Luís Borges, dizia que as palavras deviam ser escovadas e lustradas pelos escritores antes de serem usadas. E tinha razão. Reusar palavras contaminadas pela corrupção literária é um vício que deve ser eliminado da escritura, por mais "rasca y pinganilla" que queira ser .( Teresinka Pereira, na crônica "O Peso da Solidão" - Teresinka é Presidente da Associação Internacional de Escritores e Artistas, IWA - email : tpereira@buckeye-express.com )

INDEPENDÊNCIA  - Em uma crônica sobre o Sete de Setembro e citando o grito de independência, a escritora carioca Glenda Maier, diz: " Não é preciso dizer que este brado continua se fazendo necessário a cada vez que tomamos conhecimento de mais um ato de corrupção ou outra maracutaia. É necessário bradar outra vez diante do constante descaso e desfaçatez de nossos políticos ao lidar com o dinheiro público, ao prestar contas de suas falcatruas tentando convencer o povo de que estão cobertos de razão, e outros muitos crimes diariamente cometidos por esses malfadados seres, infelizmente eleitos por nós ! A vergonhosa situação no Senado Federal torna imperioso um novo bardo de "independência ou morte !". Glenda prossegue falando sobre a destruição do planeta, sobre o lixo reciclável : "este brado de "independência ou morte" diante do lixo que ameaça nossa própria existência deve ser dado por todos e cada um de nós"
( Glenda Maier, na crônica "Independência ou Morte", jornal Jacarepaguá em Destaque )

ARTEIRO - Gosto de pintar. E quando criança fui arteiro. Hoje em dia sofro de artrose que não é cognato nem cognarte. Cognarte não consta da família de qualquer aurélio. Já não cumpro o ritual de ajoelhar, porém não dispenso uma hóstia. Gosto de ouvir : astrolábio, caleidoscópio, obsconso, oblongo, engonço e Augusto dos Anjos ( Ivan de Paulo Jacinto, Florianópolis, SC - jornal literário Letras Santiaguenses, editado por Auri Antonio Sudati e Zé Lir Madalosso)

UM POEMA DE MARGARETE SCHIAVINATTO

ah_o_poeta

Não sou poeta
Sou
a eterna vontade
de ser

( "Confissão", de Margarete Schiavinatto, poema extraído da revista "A Cigarra" , nº 24 )
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textos extraídos de correspondências enviadas para a redação do fanzine Versos
Livres. O Versos Livres é editado em Guarulhos, SP . Textos,críticas e sugestões podem ser enviados para o email touche.sp@uol.com.br 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

VERSOS LIVRES 15 - PARTE QUATRO

No post de hoje, alguns poemas publicados na edição nº 15, do fanzine Versos Livres. Também poemas extraídos de correspondências enviadas para a redação do fanzine e de publicações da imprensa independente.

VERSOS 15

O POETA
Maria das Graças Cavalcante Freitas

Artífice dos sonhos
Leves, belos e risonhos
Que o próprio Deus arquiteta !

extraído do jornal Pb Letras, Campina Grande , PB

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QUADRA
João Batista Serra

Meu universo deserto
muda o clima, quando eu falo
que está totalmente aberto
para nós dois povoá-lo !

Caucaia - CE

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PRELÚDIO 
Raul Seixas

Sonho que se sonha só
É só um sonho que sonha só
Mas sonho que se sonha junto
É realidade

http://youtu.be/EbCdVG_T_U0

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MEIA NOITE
Francisco José Lacerda

Meia noite em ponto    
cinderela se despiu    
nos jardins do castelo    
Mil sinos repicam   
os anjinhos saltitantes   
descobrem o sexo    

in: Jornal A Voz , Av Dr José  Rufino, 3625 , Teijipió , Recife,  PE  -  Cep 50930.000      

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relogio mulher hora

TROVA
Maria Thereza Cavalheiro

No tempo mais se comprova
quando é verdadeiro o amor
que não quer jura nem prova
não faz escravo ou senhor

poema extraído do jornal O Literário, enviado por Osael de Carvalho, Rio de Janeiro, RJ. Confira mais poemas enviados para a redação do Versos Livres no meu outro blog, no post  Correspondências Recebidas ,

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TROVA
Neide Freire

O milagre da memória
nos traz a cada momento
Pedaços da nossa história
Nas asas do pensamento

essa quadra foi publicada na edição nº 13, na revista "Meya Palavra", editada por Deusdedit Rocha. Confira outros poemas publicados e mais informações sobre o M.P. no meu outro blog, no post  Imprensa Alternativa , em http://poetasdeguarulhoseoutrosversos.zip.net/arch2011-09-01_2011-09-30.html#2011_09-20_00_16_03-6846865-0