sábado, 12 de abril de 2014

POUSOU UMA BORBOLETA...

Margaridas-com-Borboleta

Pousou uma borboleta
na minha cama vazia,
como uma flor violeta
sobre uma campa sombria

Humberto Del Maestro

Nascido em Vitória, Espírito Santo, no dia 27 de março de 1938, Humberto Del Maestro, poeta, teatrólogo, ator, bancário aposentado, intelectual, pensador, produtor cultural, cronista, ensaísta, contista, trovador, crítico literário, é autor de inúmeros livros, entre os quais, “Poesias modernas,” “O tesouro,” “O sonho dos séculos,” “Poesias,” “Contos  Impossíveis ...?” “Aloendros,” “Sonhos e Canções e Breves,” “Trovas, Haicais e outros poemas,” “Dísticos” e tantos outros já publicados, além de participar de algumas dezenas de antologias espalhadas pelo Brasil.

Membro da Academia Espírito-santense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, associado do Postal Clube, do Rio de Janeiro e colaborador efetivo da revista alternativa A FIGUEIRA, de Florianópolis – SC. É detentor de vários prêmios, entre outros, Melhor Poeta Nacional de 1997, Embaixador da Poesia do Brasil 2000. É verbete da ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho Botelho, ( fonte : http://www.oocities.org/humbertodelmaestro/)

O CANTO DA PASSARADA

Encontro a rua molhada,
mas um sol ao longe, vejo,
e o canto da passarada
traz as delícias de um beijo

Humberto Del Maestro

terça-feira, 1 de abril de 2014

ANIMAIS



Referências a animais aparecem já nas primeiras obras da literatura de informação sobre o Brasil, desde a Carta de Pero Vaz Caminha aos cronistas dos séculos XVI e XVII. 

A poesia não ficou isenta desse entusiasmo pelas grandezas da terra. Para objetivar seus ensinamentos, o Padre Anchieta comparava virtudes e defeitos humanos ao comportamento dos animais, o mesmo fazendo Gregório de Matos, com relação aos vícios da sociedade baiana.

É porém,no século XIX que se vai encontrar o primeiro grande animalista da literatura brasileira: José de Alencar. Em "O Guarani" e "Iracema", a paisagem se aviva de animais de toda a espécie.Em "Iracema", Japiri,o cão e a Arara que acompanham a jovem índia participam ativamente da história.

Nos seus romances regionalistas,os animais ganham especial relevo,como em O Gaúcho e O Sertanejo. 

Os poetas românticos identificam seus estados sentimentais com alguns pássaros.O canto do sabiá lembra a terra distante e saudosa de Gonçalves Dias,enquanto a juriti é um símbolo da doçura amorosa,na poesia de Casimiro de Abreu,Fagundes Varela ou Castro Alves.

Rolando Morel Pinto
in: Os Animais na Literatura Brasileira,Dicionário de Literatura,1º volume,3ª edição,1979,Figueirinhas,Porto.

sábado, 15 de março de 2014

POETAS DO BRASIL

São Paulo 

Quando o vento enlaça a rosa
num amoroso queixume
ela, fremente e dengosa
nele esparge o seu perfume

Maria Thereza Cavalheiro 

ilustração: Marco Angeli
http://angeliretratosdavida.blogspot.com.br

MARIA THEREZA CAVALHEIRO nasceu em São Paulo/SP a 25 de janeiro de 1929. Coincidentemente faz aniversário junto com sua cidade. Escritora, poetisa, advogada, jornalista, tradutora e ecologista. 

Vários livros publicados: entre outros, em 1960 lançou "Antologia Brasileira da Árvore"; em 1989 publicou "Segredos do Bom Trovar - Como fazer Trova - Exemplos práticos" e, em 2009, "Trovas para Refletir".

Como dirigente, foi co-fundadora e a primeira presidente da UBT (União Brasileira de Trovadores), seção São Paulo, em 11.09.1969, que esteve sob sua batuta até 1976, quando se afastou por problemas de saúde. 

Publica, desde 1973, em vários jornais e revistas da capital paulista, a coluna "Trovas", estendida depois a "O Radar", de Apucarana/PR, e "Bali", de Itaocara/RJ.

Traz a poesia no sangue. Não por acaso é sobrinha/neta de Yde Schloenbach Blumenschein que, literariamente é a célebre Colombina, que aprendemos a admirar, fundadora e presidente perpétua da "Casa do Poeta "Lampião de Gás" de São Paulo. 

saiba mais em http://www.falandodetrova.com.br/therezacavalheiro

quarta-feira, 5 de março de 2014

ELOGIO DA DIALÉTICA

O EREMITA - óleo sobre tela, 100x60cm

A injustiça avança hoje a passo firme.
Os tiranos fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas
continuarão a ser como são.
Nenhuma voz além da dos que mandam.
E em todos os mercados proclama a exploração:
Isto é apenas o meu começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem:
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.
Quem ainda está vivo nunca diga: nunca.
O que é seguro não é seguro.
As coisas não continuarão a ser como são.
Depois de falarem os dominantes, falarão os dominados.
Quem pois ousa dizer: nunca?
De quem depende que a opressão prossiga? De nós.
De quem depende que ela acabe? De nós.
O que é esmagado, que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe e o que se chegou, que há aí que o retenha?
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.
E nunca será: ainda hoje.

Bertold Brecht  
-
Confira outros poemas de Brecht em
http://mepr.org.br/cultura-popular/poesias/96-coletanea-de-poemas-de-bertolt-brecht.html

domingo, 2 de março de 2014

A POLÍTICA BRASILEIRA - O perfil dos candidatos

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No Brasil há candidatos
Que só querem enriquecer
Depois que estão eleitos
Do povo não querem saber
Trazem um mundo de ruínas
Começam a fazer rapinas
Fugindo do seu dever.

É fácil se conhecer
Basta prestar atenção
São dos que usam o dinheiro
Só para comprar mansão
Da cidade sempre esquecem
E depois só aparecem
Na hora de nova eleição.

No momento em que aparecem
Procurando nos enganar
Veem um pobre pela rua
Vem correndo abraçar
Aí que está o perigo
Tenha cuidado meu amigo
E saiba em quem vai votar.

Pode colocar na mente
Com toda maturidade
Prepare seu alicerce
Cuidado com tempestade
Não siga por aventura
Pois tem gente que procura
Desdenhar nossa cidade.

Pra quem pensa no progresso
Trabalho e manutenção
Através dessa leitura
Dou-lhe uma sugestão
Cuidado com o perigo
Abra os olhos meu amigo
Na hora da votação.

Não vote num candidato
Que só vem atrapalhar
Quando passa as eleições
Não lembra mais do teu lar

É melhor pedir a Deus
O nosso Pai Criador
Que nos mostre entendimento
Coragem, paz e amor
Que nos dê determinação
Um voto de gratidão
A um homem trabalhador.

Joaquim Araújo da Silva
Gandu /BA 

Ilustração: Claúdio Souza Pinto

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A ÚLTIMA ESTAÇÃO

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Na fila dos desamparados
todos têm cabeça branca
Os ombros são arqueados
Carregam o peso do tempo,
O rosto marcado pelos infortúnios
E os olhos tristes dos abandonados
Ficam ali, na fila, silenciados
Como cordeiros
Escolhidos e separados
para o sacríficio

Djanira Pio

Ilustração: Luis Royo

pm

".. silenciados , como cordeiros ...."

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

AUTORIAS FALSAS


Fábio Rocha
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Até as pixações de poemas pela cidade são falsas autorias… Essa eu descobri através de um amigo que fotografou esse trecho, num muro quase ao lado de onde moro, no Recreio (Rio de Janeiro). A partir daí, fomos pesquisar e confirmamos mais essa autoria trocada.

Não é de Pablo Neruda nem de Fernando Pessoa, como dito em vários sites. O “Pensador”, que tanto combatemos como propagador de autorias erradas, publicou o poema como se fosse de Neruda aqui.

A confusão já estava descoberta também nessa lista enorme de textos com autorias trocadas que acabei descobrindo.

Saiba mais em http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/

Por Fábio Rocha, para "A Magia da Poesia."
http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/