sábado, 14 de março de 2015

FILHOS DA ÉPOCA













Somos filhos da época
e a época é política.
Todas as tuas, nossas, vossas coisas
diurnas e noturnas,
são coisas políticas.
Querendo ou não querendo,
teus genes têm um passado político,
tua pele, um matiz político,
teus olhos, um aspecto político.
O que você diz tem ressonância,
o que silencia tem um eco
de um jeito ou de outro político.
(...)

Wislawa Szymboraka,
Poemas.


publicado no face de Vanna Viana

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

INTERCÂMBIO

No post de hoje, mais alguns poemas extraídos da correspondência enviada para a redação do Versos Livres. Textos, criticas e sugestões serão benvindos no email touche.sp@uol.com.br 


ODE A COPA DO MUNDO NO BRASIL
Paulo Silva 

Lágrimas de um povo
Os de baixo da pirâmide
Na longa sombra da ganância
Esconde a mutilação da vida
(Anigav/Sujeira - povo boliviano ferve! – como eles
dizem e pixam pelas ruas: Fuzil, metralha, o povo não
se cala!)

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ODE A ÚLTIMA SEMENTE
Paulo Silva 

Na plantação de jaz
Os pássaros constroem chips para controle Uno
As abelhas arrumaram emprego em fabricas de ondas
curtas
Os beija-flores vendem flores nas esquinas da vida
A semente brota
Tatuada em seu caule
Prazo de validade
(Anigav – Boicote a Monsanto – Kem controla a
comida controla tudo)

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ODE A KEM CONTROLA A COMIDA
CONTROLA TUDO
Paulo Silva 

Ao passar pela plantação
Indo em direção
A busca dos cindo As
A pekena pombinha
Mudou seu curso
Pois o semeador semeava
Veneno ao invés de alimento.
(Anigav – Viva o alimento orgânico)

Paulo Silva 
poemas extraídos do livreto Floresta no Asfalto 
dadazdawa@hotmail.com; 




domingo, 1 de fevereiro de 2015

Nélida

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"..a gloriazinha fácil não me interessa, essa glória atada com esparadrapos ou arames farpados. Minha obra não tem preço: eu acredito noutro tipo de investimento, que não se paga. Acredito na função social do escritor e é essa crença que sustenta sete ou oito versões do meu texto, o meu alimento diário.

Sou muito ambiciosa, tenho a propriedade de fazer mil combinações verbais. Luto com a palavra, e eu sei que ela é transitória. Quando não consigo a definitiva, quando não tenho outra saída, outra paixão, então eu compreendo que aquela palavra terá que ficar.

Só despacho o texto quando sinto que o dominei temporariamente, quanto sinto uma coisa muito profunda dentro de mim. Eu não me deixo sucumbir pela tentação..."  (Nélida Piñon, em entrevista a Norma Couri, revista Escrita, nº 4)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

POEMAS DE SONIA PALLONE

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"...Eu Te Amo Tudo... Amo até, que doidice, o teu desamor.
Esse esfacelamento que cada ausência tua fez de mim...
Essas ausências estão contigo, são pedaços meus, esmagados
em ti como feridas..."

Sonia Pallone

Confira mais poemas da poetisa Soni@Pallone em  http://solidaodealma2.blogspot.com.br e em
https://www.facebook.com/encantodaspalavras

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CENÁRIOS

Em-uma-tarde-chuvosa

"...Aos poucos, todos os cenários se fecham...
Paisagens desmaiam seus últimos tons alaranjados
e o sol morre num suspiro de acordar a Lua...
Pequenas e breves ventanias abraçam as horas
que se esvaem desertas...
A noite toma silenciosamente o seu lugar
e os sonhos dentro dela acontecem..."

Sonia Pallone

Imagens: Miranda The Tempest, John Waterhouse

terça-feira, 25 de novembro de 2014

IMPRENSA ALTERNATIVA


UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS

uberlândia mg - centro - by bkm_br

PRÓ-DONS ,O JORNAL DA POESIA

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No post de hoje, poemas extraídos da publicação alternativa "Pró-Dons, O Jornal Da Poesia", editado em Uberlândia, MG. Filiado à Febac.

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ANTES, SIMPLES EMPREGADO
Arlindo Nóbrega

Antes, simples empregado
agora virou patrão
Mas, alguém desconfiado,
só lhe taxa de ladrão

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DIAS FELIZES
Janice Martins de Castro Santos

Nesse deserto, eu sinto
alguém olhando prá mim.
Muitas vezes,eu sou uma.
Outras, sou outra. Uma na outra.
No tempo, comanda Deus e eu,
Mais um dia que inicia..
Imensas bênções.

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AS JANELAS DO VIVER
Angelo Augusto Ferreira

Não existe hora, minuto, segundo
Que determinem o acontecer, sem prever
A vida comparável à um grande casarão
Abre a janela e surge o acontecer
A nova visão..

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NÃO TE EXPRESSO, EM VERDADE
Oefe de Souza

Não te expresso em verdade
Um simples bem passageiro
Pois quero é felicidade
Cercando teu ano inteiro

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PRÓ-DONS, O JORNAL DA POESIA, é um periódico literário, distribuido gratuitamente aos grupos de amigos apreciadores da poesia. Projeto Fundação Casa do Poeta em Uberlândia, MG.

Filiado à Federação Brasileira de Alternativos Culturais

Seu editor é Angelo Augusto Ferreira ( pseudônimo), detentor de muitos prêmios em literatura. Pertence a vários entidades literárias no país.

Contato: Angelo Augusto Ferreira -  CP 4515 -  38408-971 - Uberlândia, MG

AAF