POEMAS, CONTOS, INTERCÂMBIO CULTURAL. O CONTEÚDO DE TODAS AS EDIÇÕES DO FANZINE VERSOS LIVRES.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Macacos e Monstros
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Canção do Amor Imprevisto
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita…
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.
( Mario Quintana )
Ilustração: Sérgio Astral
segunda-feira, 30 de março de 2015
A PRIMEIRA ANTOLOGIA
Explica-se,assim, o aparecimento, no século XIX, de grande número de antologias, dentre as quais se podem apontar, como mais importantes, as de Pereira da Silva, Francisco Adolfo Varnhagem e Melo Morais Filho.
Com o desenvolvimento, a partir do fim do século XIX, do ensino médio brasileiro, surgiram as antologias escolares.
Januário da Cunha Barbosa foi presbítero no ano da chegada da família real portuguesa ao Brasil; lecionou filosofia moral e racional em 1814; foi Cônego na Capela Imperial em 1824 e deputado pelo Rio de Janeiro em 1826; diretor da tipografia nacional e do diário fluminense; partidário e defensor de D. Pedro I.
A partir de 1835, deixou a política para destinar-se às atividades intelectuais; lutou por conquistas democráticas. Em 1839, foi diretor da Biblioteca Nacional. E fundou, em 1838, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
( fonte: Dicionário de Literatura, direção de Jacinto do Prado Coelho, 1979, Figueirinhas, Porto, Lavra Livros Ltda)
sábado, 14 de março de 2015
FILHOS DA ÉPOCA
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
INTERCÂMBIO
ODE A COPA DO MUNDO NO BRASIL
Paulo Silva
Lágrimas de um povo
Os de baixo da pirâmide
Na longa sombra da ganância
Esconde a mutilação da vida
(Anigav/Sujeira - povo boliviano ferve! – como eles
dizem e pixam pelas ruas: Fuzil, metralha, o povo não
se cala!)
-
ODE A ÚLTIMA SEMENTE
Paulo Silva
Na plantação de jaz
Os pássaros constroem chips para controle Uno
As abelhas arrumaram emprego em fabricas de ondas
curtas
Os beija-flores vendem flores nas esquinas da vida
A semente brota
Tatuada em seu caule
Prazo de validade
(Anigav – Boicote a Monsanto – Kem controla a
comida controla tudo)
-
ODE A KEM CONTROLA A COMIDA
CONTROLA TUDO
Paulo Silva
Ao passar pela plantação
Indo em direção
A busca dos cindo As
A pekena pombinha
Mudou seu curso
Pois o semeador semeava
Veneno ao invés de alimento.
(Anigav – Viva o alimento orgânico)
Paulo Silva
poemas extraídos do livreto Floresta no Asfalto
dadazdawa@hotmail.com;
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Nélida
"..a gloriazinha fácil não me interessa, essa glória atada com esparadrapos ou arames farpados. Minha obra não tem preço: eu acredito noutro tipo de investimento, que não se paga. Acredito na função social do escritor e é essa crença que sustenta sete ou oito versões do meu texto, o meu alimento diário.
Sou muito ambiciosa, tenho a propriedade de fazer mil combinações verbais. Luto com a palavra, e eu sei que ela é transitória. Quando não consigo a definitiva, quando não tenho outra saída, outra paixão, então eu compreendo que aquela palavra terá que ficar.
Só despacho o texto quando sinto que o dominei temporariamente, quanto sinto uma coisa muito profunda dentro de mim. Eu não me deixo sucumbir pela tentação..." (Nélida Piñon, em entrevista a Norma Couri, revista Escrita, nº 4)



