domingo, 26 de abril de 2015

Eu não duvido do poder da música













“Eu não duvido do poder da música. Em um dia preto e branco ela me colore. Em um momento de tristeza ela traz de volta um meio sorriso. Em uma situação delicada ela me socorre.”  Clarissa Corrêa.  

Ilustração: Don Pulver 

sábado, 18 de abril de 2015

À FLOR DA PELE

















Às vezes, não há tempo de pensar nas consequências.
Não sou uma mulher sem emoções.
Quando desejo você,com intensidade, beijo com carinho, sufoco, com jeitinho, não dá nem prá sussurrar.
E quando você me endereça aquele olhar apaixonado;
é respirar fundo..... e deixar rolar !

Cecília Fidellí 
do livro "Ponto de Vista", edição independente

Saiba mais sobre a saudosa C.F. em http://fetozine.blogspot.com/2011/07/cecilia-fidelli.html

quarta-feira, 15 de abril de 2015

FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO


boton
site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO
Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro
(Prêmio Francisco Igreja)

A APPERJ - Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro convida todos os poetas a participarem do FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO - PRÊMIO FRANCISCO IGREJA.

Em 2015 - ocorrendo o VIII FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO

O tema do concurso é livre, sendo aceitos todos os estilos poéticos. Poderão participar poetas residentes ou não no país, de qualquer nacionalidade, exceto os diretores da APPERJ. Cada concorrente poderá enviar até três poemas inéditos, em língua portuguesa, digitados, de no máximo 30 linhas (espaços inclusive), em 3 (três) vias de cada, acompanhados da taxa de inscrição: 10 reais por poema (cópia do depósito feito em nome de APPERJ, Banco Itaú, ag. 9291, cc 15466-5, até o dia 31 de julho de 2015, para: VIII Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro - Prêmio Francisco Igreja; Rua Oscarito, 61, CEP: 22743-730, Freguesia/Jacarepaguá, Rio de Janeiro/RJ, valendo como data de entrega o carimbo do correio.

O trabalho deverá ser apresentado com pseudônimo e os dados do autor deverão ser enviados em envelope lacrado, digitado (não serão aceitos poemas manuscritos), constando de: nome completo do autor; nome literário; pseudônimo; título da obra; endereço completo - CEP inclusive; telefone para contato - indicar DDD; e-mail. O envelope lacrado com os dados do autor deve ser enviado dentro do envelope maior contendo o(s) poema(s) para o concurso. Colocar como remetente, o nome Francisco Igreja e o mesmo endereço do destinatário. A identificação indevida do poeta, assim como o não atendimento a qualquer item do regulamento, acarretará na desclassificação do mesmo.

Os poemas serão julgados por literatos reconhecidos da comunidade poética brasileira, cuja decisão será irrevogável. Serão considerados na decisão: a correção da linguagem, a beleza das imagens poéticas e a originalidade com que o tema for tratado.

Premiação:
Categoria Única - serão selecionados os 20 melhores textos, cujos autores receberão certificado de Menção Honrosa e prêmios no valor de mil reais, assim distribuídos: 1° lugar: R$400,00; 2° lugar: R$300,00; 3° lugar: R$200,00 e melhor intérprete: R$100,00.
O poeta 1° lugar em texto receberá o Prêmio Francisco Igreja, que constará de: além do prêmio em dinheiro; publicação sem ônus na coletânea PERFIL e medalha Francisco Igreja.
Ao apperjiano mais bem classificado dentre todos os concorrentes selecionados ou não (e em dia com a Tesouraria da associação), será oferecido certificado, o Troféu Francisco Igreja e medalha Francisco Igreja, sendo seu poema publicado graciosamente – sem ônus, na Coletânea PERFIL.
Haverá, ainda, prêmio especial comemorando os 450 anos de Rio de Janeiro, para os poetas que enviarem poemas com tema sobre a cidade do Rio de Janeiro, selecionados ou não, E QUE ESPECIFICAREM NA INSCRIÇÃO tal intenção. O prêmio constará de: certificado de melhor texto sobre o Rio de Janeiro; medalha Francisco Igreja 450 anos de Rio de Janeiro; poema publicado no site da APPERJ.

A seleção dos poemas será feita por associados, especialmente, convidados para este mister. A classificação dos poemas selecionados será feita por júri presente ao evento que, também, considerará a oralidade na seleção do melhor intérprete (tempo máximo de apresentação de 10 minutos, a ultrapassagem do tempo estimado acarretará em desclassificação). Concorrerão todos os intérpretes, autores ou não. Os poemas selecionados para a cerimônia de premiação serão publicados no site da APPERJ e no site da OFICINA Editores (apoio cultural).

O encerramento do concurso acontecerá dia 25 de setembro de 2015 (6ª feira), a partir das 17h, no Auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Pedimos a todos os concorrentes, que indiquem a intenção de comparecer ao encerramento ou o nome de um poeta carioca que possa representá-lo. A Diretoria da APPERJ garante, antecipadamente, a apresentação dos poemas selecionados, durante a festa de encerramento.

Outras informações pelos tel.: Sérgio Gerônimo (21) 3328-4863 e Glenda Maier (21) 3392-2576.
Apoio cultural: www.oficinaeditores.com.br
Site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO
logo_OFICINA_projecao_fbr_letrasp


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Macacos e Monstros



Cantos de cigarras cortam a tarde
Cortam lenha porque o gás acabou
Cortam o céu danças de andorinhas
Contam anedotas amamentando a vida

Mulheres com bindis nas esquinas
De Arroio do Sul e de Santa Maria
Corto as unhas do pé esquerdo
E conto-me histórias de marinheiro
Que o mar sepultou

Pinto poemas na areia, que o tempo
não devora. A noite na janta tem
Lulas, arroz e luas

Corta-me o coração o cãozinho branco
De um branco de alma, abandonado
e chorando, num canto de pátio vazio

Quantos macacos estão, carinhosamente,
Agora, cuidando de seus filhos,
E quantos homens, há tempos,
Matando seus próprios  irmãos

Larí Franchescetto

In: Jornal O Capital, ano XXI, nº 207, setembro, 2011





segunda-feira, 6 de abril de 2015

Canção do Amor Imprevisto

















Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita…
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

( Mario Quintana )

Ilustração: Sérgio Astral 

segunda-feira, 30 de março de 2015

A PRIMEIRA ANTOLOGIA

A primeira antologia da literatura brasileira é o Parnaso Brasileiro, publicada de 1829 a 1832, por Januário da Cunha Barbosa. A obra teve êxito e animou vários críticos brasileiros a iniciativas semelhantes e com o mesmo objetivo: dar aos brasileiros a consciência dos valores literários nacionais.

Explica-se,assim, o aparecimento, no século XIX, de grande número de antologias, dentre as quais se podem apontar, como mais importantes, as de Pereira da Silva, Francisco Adolfo Varnhagem e Melo Morais Filho.

Com o desenvolvimento, a partir do fim do século XIX, do ensino médio brasileiro, surgiram as antologias escolares. 

Januário da Cunha Barbosa foi presbítero no ano da chegada da família real portuguesa ao Brasil; lecionou filosofia moral e racional em 1814; foi Cônego na Capela Imperial em 1824 e deputado pelo Rio de Janeiro em 1826; diretor da tipografia nacional e do diário fluminense; partidário e defensor de D. Pedro I. 

A partir de 1835, deixou a política para destinar-se às atividades intelectuais; lutou por conquistas democráticas. Em 1839, foi diretor da Biblioteca Nacional. E fundou, em 1838, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. 
( fonte: Dicionário de Literatura, direção de Jacinto do Prado Coelho, 1979, Figueirinhas, Porto, Lavra Livros Ltda) 

sábado, 14 de março de 2015

FILHOS DA ÉPOCA













Somos filhos da época
e a época é política.
Todas as tuas, nossas, vossas coisas
diurnas e noturnas,
são coisas políticas.
Querendo ou não querendo,
teus genes têm um passado político,
tua pele, um matiz político,
teus olhos, um aspecto político.
O que você diz tem ressonância,
o que silencia tem um eco
de um jeito ou de outro político.
(...)

Wislawa Szymboraka,
Poemas.


publicado no face de Vanna Viana

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

INTERCÂMBIO

No post de hoje, mais alguns poemas extraídos da correspondência enviada para a redação do Versos Livres. Textos, criticas e sugestões serão benvindos no email touche.sp@uol.com.br 


ODE A COPA DO MUNDO NO BRASIL
Paulo Silva 

Lágrimas de um povo
Os de baixo da pirâmide
Na longa sombra da ganância
Esconde a mutilação da vida
(Anigav/Sujeira - povo boliviano ferve! – como eles
dizem e pixam pelas ruas: Fuzil, metralha, o povo não
se cala!)

-

ODE A ÚLTIMA SEMENTE
Paulo Silva 

Na plantação de jaz
Os pássaros constroem chips para controle Uno
As abelhas arrumaram emprego em fabricas de ondas
curtas
Os beija-flores vendem flores nas esquinas da vida
A semente brota
Tatuada em seu caule
Prazo de validade
(Anigav – Boicote a Monsanto – Kem controla a
comida controla tudo)

-

ODE A KEM CONTROLA A COMIDA
CONTROLA TUDO
Paulo Silva 

Ao passar pela plantação
Indo em direção
A busca dos cindo As
A pekena pombinha
Mudou seu curso
Pois o semeador semeava
Veneno ao invés de alimento.
(Anigav – Viva o alimento orgânico)

Paulo Silva 
poemas extraídos do livreto Floresta no Asfalto 
dadazdawa@hotmail.com; 




domingo, 1 de fevereiro de 2015

Nélida

nelidapinonimages

"..a gloriazinha fácil não me interessa, essa glória atada com esparadrapos ou arames farpados. Minha obra não tem preço: eu acredito noutro tipo de investimento, que não se paga. Acredito na função social do escritor e é essa crença que sustenta sete ou oito versões do meu texto, o meu alimento diário.

Sou muito ambiciosa, tenho a propriedade de fazer mil combinações verbais. Luto com a palavra, e eu sei que ela é transitória. Quando não consigo a definitiva, quando não tenho outra saída, outra paixão, então eu compreendo que aquela palavra terá que ficar.

Só despacho o texto quando sinto que o dominei temporariamente, quanto sinto uma coisa muito profunda dentro de mim. Eu não me deixo sucumbir pela tentação..."  (Nélida Piñon, em entrevista a Norma Couri, revista Escrita, nº 4)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

POEMAS DE SONIA PALLONE

800px-miranda_the_tempest_jww

"...Eu Te Amo Tudo... Amo até, que doidice, o teu desamor.
Esse esfacelamento que cada ausência tua fez de mim...
Essas ausências estão contigo, são pedaços meus, esmagados
em ti como feridas..."

Sonia Pallone

Confira mais poemas da poetisa Soni@Pallone em  http://solidaodealma2.blogspot.com.br e em
https://www.facebook.com/encantodaspalavras

-

CENÁRIOS

Em-uma-tarde-chuvosa

"...Aos poucos, todos os cenários se fecham...
Paisagens desmaiam seus últimos tons alaranjados
e o sol morre num suspiro de acordar a Lua...
Pequenas e breves ventanias abraçam as horas
que se esvaem desertas...
A noite toma silenciosamente o seu lugar
e os sonhos dentro dela acontecem..."

Sonia Pallone

Imagens: Miranda The Tempest, John Waterhouse

terça-feira, 25 de novembro de 2014

IMPRENSA ALTERNATIVA


UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS

uberlândia mg - centro - by bkm_br

PRÓ-DONS ,O JORNAL DA POESIA

-

No post de hoje, poemas extraídos da publicação alternativa "Pró-Dons, O Jornal Da Poesia", editado em Uberlândia, MG. Filiado à Febac.

-

ANTES, SIMPLES EMPREGADO
Arlindo Nóbrega

Antes, simples empregado
agora virou patrão
Mas, alguém desconfiado,
só lhe taxa de ladrão

-

DIAS FELIZES
Janice Martins de Castro Santos

Nesse deserto, eu sinto
alguém olhando prá mim.
Muitas vezes,eu sou uma.
Outras, sou outra. Uma na outra.
No tempo, comanda Deus e eu,
Mais um dia que inicia..
Imensas bênções.

-

AS JANELAS DO VIVER
Angelo Augusto Ferreira

Não existe hora, minuto, segundo
Que determinem o acontecer, sem prever
A vida comparável à um grande casarão
Abre a janela e surge o acontecer
A nova visão..

-

NÃO TE EXPRESSO, EM VERDADE
Oefe de Souza

Não te expresso em verdade
Um simples bem passageiro
Pois quero é felicidade
Cercando teu ano inteiro

-

PRÓ-DONS, O JORNAL DA POESIA, é um periódico literário, distribuido gratuitamente aos grupos de amigos apreciadores da poesia. Projeto Fundação Casa do Poeta em Uberlândia, MG.

Filiado à Federação Brasileira de Alternativos Culturais

Seu editor é Angelo Augusto Ferreira ( pseudônimo), detentor de muitos prêmios em literatura. Pertence a vários entidades literárias no país.

Contato: Angelo Augusto Ferreira -  CP 4515 -  38408-971 - Uberlândia, MG

AAF

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

CONCURSO DE CONTOS E POEMAS - PRÊMIO FLOR DO IPÊ

Concurso_Flor_do_Ipe_02.jpg

O 1º Concurso Nacional de Contos e Poemas - Antologia 2015 - Prêmio Flor do Ipê,  já esta com as inscrições abertas e termina no dia 30/01/2015.

Realização : DEPECAC – Departamento Editorial do Campus Catalão da Universidade Federal de Goiás e o Departamento de Letras da Universidade Federal de Goiás – Regional Catalão, com o apoio da Coordenação de Extensão e Cultura

Cada proponente poderá submeter 1 obra de cada gênero, sendo conto de até 10 páginas e poema de até 3 páginas.

O concurso abrange as categorias infanto-juvenil e adulto.

Para mais informações :
http://www.depecac.catalao.ufg.br
concursoflordoipe@gmail.com
(64) 3441-5351
www.facebook.com/depecac.ufg

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A LUA ME DISSE

 aurea.seganfredo.fine.art.lua.dos.amantes.oil.on.canvas._n

Essa madrugada, a lua me sorriu,
com o mesmo sorriso que abres quando me olhas.
Preguiçosa, no céu,
esticou braços invisíveis,
como teus braços,
quando enlaçam meu corpo
envolvendo minha pequena estrutura,
na imensidão do teu peito.
Inquietas,
as pernas se expandiam no firmamento,
procurando, incessante minhas pernas,
e num balé esquisito, pareciam dançar.
Sorriso no rosto redondo,
braços e pernas,
perdidos na imensidão dos pensamentos,
na minha memória remota,
na minha memória recente,
a confundir meus pensamentes,
a fundir os corpos,
misturando realidade e fantasia,
alimentando o desejo incessante,
que não descola.
A lua, permanecia em seu lugar,
imóvel aos meus olhos,
mas articulada em meus pensamentos,
perdidos em você.

Valentina Fraga

Ilustração:  Auréa Seganfredo , A Lua dos Amantes
http://aureaseganfredo.blogspot.com.br/

Confira os textos da grande Valentina Fraga, publicados no site Usina de Letras, entre eles,  artigos, cartas, contos, crônicas, ensaios, erótico,frases, humor, letras de música ,poesias , textos religiosos, em
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=valentina

e no blog Valentina Fraga, Contos e Poesia , http://valentinafraga.blogspot.com.br/

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

TROVA Nº 069

 Imagem 2806

A dor física, doutor,
facilmente se suporta.
Mas uma tal "dor de amor",
nem anestesia corta.

Pedro Giusti

in: http://pedrogiusti.blogspot.com.br

Ilustração: Luiz Pinto, "Cadeira azul"

domingo, 5 de outubro de 2014

NEON

1463976_1419181414983082_2074880591_n

Silêncio!...
Esse fosso selado
Reconduz
A plenos pulmões
Ao lado esquerdo
Que azul, azul
Sobrevoa a vertigem:
Escrutínio equânime,
Ladeira íngreme
Escarolando a interna turquesa.

Unidade totalitária:
Sanguessuga que emana
Do imo,
Entorpecente argúcia
Que me fala ainda mais límpida
Na luz cor de aço,
Flutuando,
Ampliado de minúcias.

Meus estilhaços:
Percepções sensoriais e fluxos,
Rubro-negros algodões cinzentos,
São como sombras entalhadas nas rochas
Submersas no redemoinho da memória
Para sempre emergindo lucernas.

Adriana Manarelli

Ilustração: José Silva - "Estilhaços"

Outros poemas de Adriana Manarelli podem ser encontrados no blog do meu amigo Everi Carrara , escritor e advogado de Araçatuba/SP - http://jornaltelescopio.blogspot.com/

-

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

INTERCÂMBIO - CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

No post de hoje, poemas extraídos de correspondência enviada para o fanzine Versos Livres. Contato: touche.sp@uol.com.br

PhotoFunia-11777ba5

CAVALGADA
Sônia Maria Carriel Brandão

Faço um cavalo
de vento e vertigem.
Vagamos pela noite,
subimos juntos a montanha.

Ele
cheirando o silêncio,
passando os sonhos entre as pedras.

Eu,
bebendo a vida,
fartando-me de estrelas

Extraído do livro " O Gênero Literário", 3º Prêmio Literário Sérgio Farina, São Leopoldo, RS, Carta Editora.

-

ESTA SAUDADE
Manuel Maria Ramirez y Anguita

Esta saudade que vem
e canta, quando não deve
Relembra a ausência de alguém
cantando o amor que foi breve !

in: O Patusco, nº 100, editado por João Batista Serra, Caucaia,CE

-

NATALINOS
Larí Franceschetto

Quero Natal mesa nutrida de amor,
Olhar-nos nos olhos sem mágoas
Natal de flores mais nas mãos desarmadas.
De menos armas acionadas
Mais filhos perto dos pais.

Luares em todo beco, em toda praça,
De janelas e portas abertas, iluminadas.
Cadeiras na calçada
Onde sentem-se supostos inimigos
Para trégua de ambição.

Oh, Deus-Menino
Nos indique o caminho da essência de tudo
O pão repartido, verdadeiro sentido
De um mundo mais justo.

in memoriam

-

A AMIZADE
Maria Theresa Cavalheiro

A amizade não se faz
de elogio passageiro.
Quem censura e traz a paz
é um amigo verdadeiro

Extraído da folha cultural "O Literário", nº 816, Rio de Janeiro, RJ, editado por Osaeal de Carvalho.

-

PRIMAVERA
Eunice Mendes

Por tão nada sou feliz.
Um pouco de sol no mato
um beijo bom de língua
uma porção de risos.
Se houver um céu aberto,
mais feliz serei ainda....

Do jornal "O Capital", jornal de resistência ao ordinário, editado por Ilma Fontes, Aracaju, SE .

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

LIVROS RECEBIDOS

No post de hoje, poemas extraídos do livro " Além dos Ditos Poemas", de Luiz Antonio  de Souza  Salvia, enviado,pelo autor, para a redação do fanzine Versos Livres

krtsch21

QUANTO COBRO ?
Luiz A.S. Salvia

Então pergunta você
Quando cobro para publicarem meus escritos ?
Não,não digo o valor . "Caridade parece
palavra de pobre, mas haverá virtude mais nobre ?"
Resposta: tolerância e humildade.
Na "hora" do dízimo numa igreja, a música
"Oferto a Deus a alegria"

in: " Além dos Ditos Poemas"

-

BRILHO DE SURPRESA
Luiz A.S. Salvia

Ouve, acontece alguma radiação luminosa.
Ao mesmo tempo, eis que você acende e apaga uma luz.
E, no mesmo instante, você move algo.
Eis que, por acaso, você apaga e acende uma luz e vice versa.
Mas, a qual tempo a variação luminosa ?

in: " Além dos Ditos Poemas"

-

TUDO É NADA
Luiz A.S. Salvia

Disseram:
"- Todo o mundo é um nada".
Entre o todo e o nada existe uma camplexidade
de acontecimentos. Simplificado a diversos princípios.
Mas, numa única verdade?

in: " Além dos Ditos Poemas"

-

FÔLEGO PRÓDIGO
Luiz A.S. Salvia

Tem prodígio que perde o fôlego.
Isto, na averiuação ou comprovação em ser realizado.
Nem mais um suspiro, e já está pronto.
No sinal anterior de fazê-lo .

in: " Além dos Ditos Poemas"

-

ALGUMAS DIVERSAS
Luiz A.S. Salvia

Muitas vezes, perder a essência do sonho.
Quando despertar, porque esqueceu seus princípios ?
Quando a sabedoria do sub mundo auxilia, ajuda,
a classe "dominante".
Pode chamar o terapeuta de professor ?
Mas, muitas vezes, o paciente é o confessor !
É, aprendemos e ensinamos, com os erros dos outros

in: " Além dos Ditos Poemas"

-

O livro "Além dos Ditos Poemas", é uma edição independente, editado em Curitiba, em 2005, com 53 páginas.

Saiba mais em http://www.terceiramargem.com/poesia/10-a-poetica-do-inconsciente-

Contato com o autor :  Editora Terceira Margem - http://www.terceiramargem.com.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

ND EKO PORAN ?

em um canto da cidade

Ninguém mais me diz
que tenha lido um livro de poesia.
Que saiba recitar uma sequer frase
de Cecília Meirelles ou de Drummond.
Nem isto, nem aquilo.
Só o crime do dia anterior
Renovado pelo de agora.
Só o sequestro bem sucedido
Ou o bebê oferecido num ritual satânico.

Meu amigo de coração pueril
quando de passeio,
desembarcou em São Paulo
Perquirindo se todo aquele ajuntamento
era sinal de briga.
Era São Paulo, incansável e cosmopolita.
De onde veio meu amigo,
Gente só junta
Quando vaca brava invade a rua,
Quando cachorro doido morde
criança indefesa
Ou lobisomem sai da toca,
esquecendo que não chegou agosto

Tom

A frase "Nd Eko Poran" significa  "Você está bem ?", em tupi- guarani.

Ilustração : Miguel Angelo 
http://ateliemiguelangelo.blogspot.com.br/

Saiba mais sobre o poeta Tom em http://letrastaquarenses.blogspot.com.br/2014/04/tom-tomzine-de-frei-gaspar-para-os.html

Confira outros poema do grande poeta de Frei Gaspar em https://tomzine24.wordpress.com/