sábado, 23 de maio de 2015

É NA BAHIA QUE SE INICIA A CULTURA BRASILEIRA



É na Bahia, e sob o signo do Barroco, que se inicia a história da cultura brasileira,com o Colégio de Artes,no século XVI.  Circunstâncias favoráveis permitiriam o crescimento duma grande capital e criaram o clima para o florescimento duma cultura humanística, cuja contribuição à evolução do pensamento brasileiro é de inestimável valor.

O que se deve assinalar entre as características marcantes dessa cultura é a participação do povo, sobretudo no domínio das artes: ao lado da literatura e das artes eruditas, criou-se uma rica arte popular, através dos poetas e cantadores de feira, improvisadores e repentistas, santeiros, ceramistas pintores, talhadores, gravadores, etc... 

O primeiro sintoma desse processo cultural é a chamada escola baiana do século XVII, grupo de intelectuais que constitui a primeira manifestação cultural feita por brasileiros,ou estrangeiros educados no Brasil. 

Vieram depois as academias ( "Esquecidos", 1724,"Renascidos",1759), os teatros,as bibliotecas e gabinetes de leitura e de tudo isso resultou o aparecimento de poetas,oradores,historiadores,gramáticos e professores,dos mais ilustres em suas épocas( Gregório de Matos, Frei Vicente do Salvador, Padre Antonio Vieira, Castro Alves, Carneiro Ribeiro, Rui Barbosa, entre outros) 

( fonte: Dicionário de Literatura,direção de Jacinto do Prado Coelho ( da Academia das Ciências e da Faculdade de Letras de Lisboa), 3ª edição, 1979, Figueirinhas/Porto ) 

Ilustração: Carybé :...

domingo, 10 de maio de 2015

LIMITES















Ultrapasso limites nos poemas
que invento. Ignoro
meridianos e paralelos. Busco
em ilhas de memórias um sol
que nunca se põe

Touché

Touché é o editor deste blog. Também sou editor do fanzine Versos Livres,Guarulhos/SP.
Ilustração : Margritte, René. A saudade da Terra,1940. Le mal Du pays.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

VERSOS LIVRES, Edição nº 01
















A primeira edição da publicação Versos Livres, trazia, entre outros, poemas dos guarulhenses Hilton, Castello Hanssen, José Manuel Viveiros, Ibrahim Khouri , além de um poema meu e letras de música. 

O poema "Progresso", do livro "Eu Só,Você Sò" , Editora: Parma, consta dessa edição. 

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PROGRESSO
Ibrahim Khouri











Isto se chama progresso ?
Concreto pelo caminho,
Todos seguem sozinhos
num viajar sem regresso;

Progresso nas águas dos rios
Junto a ganância dos homens
E os pobres de bolsos vazios ?
Não podem amenizar sua fome ?

Progresso num sinal de fumaça
É a guerra das chaminés
O ser humano é caça
Senão, afinal, o que é ?

Isto se chama progresso ?
há algo tão desumano ?
Na revista veio impresso :
o Computador é o Homem...
do Ano .. 

Guarulhos, SP 

Ilustração:Cássio Leitão Camarero e Roberto Ploeg 

Download da edição um do fanzine em 
http://minhateca.com.br/touche.sp/Documentos/FANZINE+VERSOS+LIVRES/versos+livres+um,261700185.pub

domingo, 26 de abril de 2015

Eu não duvido do poder da música













“Eu não duvido do poder da música. Em um dia preto e branco ela me colore. Em um momento de tristeza ela traz de volta um meio sorriso. Em uma situação delicada ela me socorre.”  Clarissa Corrêa.  

Ilustração: Don Pulver 

sábado, 18 de abril de 2015

À FLOR DA PELE

















Às vezes, não há tempo de pensar nas consequências.
Não sou uma mulher sem emoções.
Quando desejo você,com intensidade, beijo com carinho, sufoco, com jeitinho, não dá nem prá sussurrar.
E quando você me endereça aquele olhar apaixonado;
é respirar fundo..... e deixar rolar !

Cecília Fidellí 
do livro "Ponto de Vista", edição independente

Saiba mais sobre a saudosa C.F. em http://fetozine.blogspot.com/2011/07/cecilia-fidelli.html

quarta-feira, 15 de abril de 2015

FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO


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site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO
Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro
(Prêmio Francisco Igreja)

A APPERJ - Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro convida todos os poetas a participarem do FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO - PRÊMIO FRANCISCO IGREJA.

Em 2015 - ocorrendo o VIII FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO

O tema do concurso é livre, sendo aceitos todos os estilos poéticos. Poderão participar poetas residentes ou não no país, de qualquer nacionalidade, exceto os diretores da APPERJ. Cada concorrente poderá enviar até três poemas inéditos, em língua portuguesa, digitados, de no máximo 30 linhas (espaços inclusive), em 3 (três) vias de cada, acompanhados da taxa de inscrição: 10 reais por poema (cópia do depósito feito em nome de APPERJ, Banco Itaú, ag. 9291, cc 15466-5, até o dia 31 de julho de 2015, para: VIII Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro - Prêmio Francisco Igreja; Rua Oscarito, 61, CEP: 22743-730, Freguesia/Jacarepaguá, Rio de Janeiro/RJ, valendo como data de entrega o carimbo do correio.

O trabalho deverá ser apresentado com pseudônimo e os dados do autor deverão ser enviados em envelope lacrado, digitado (não serão aceitos poemas manuscritos), constando de: nome completo do autor; nome literário; pseudônimo; título da obra; endereço completo - CEP inclusive; telefone para contato - indicar DDD; e-mail. O envelope lacrado com os dados do autor deve ser enviado dentro do envelope maior contendo o(s) poema(s) para o concurso. Colocar como remetente, o nome Francisco Igreja e o mesmo endereço do destinatário. A identificação indevida do poeta, assim como o não atendimento a qualquer item do regulamento, acarretará na desclassificação do mesmo.

Os poemas serão julgados por literatos reconhecidos da comunidade poética brasileira, cuja decisão será irrevogável. Serão considerados na decisão: a correção da linguagem, a beleza das imagens poéticas e a originalidade com que o tema for tratado.

Premiação:
Categoria Única - serão selecionados os 20 melhores textos, cujos autores receberão certificado de Menção Honrosa e prêmios no valor de mil reais, assim distribuídos: 1° lugar: R$400,00; 2° lugar: R$300,00; 3° lugar: R$200,00 e melhor intérprete: R$100,00.
O poeta 1° lugar em texto receberá o Prêmio Francisco Igreja, que constará de: além do prêmio em dinheiro; publicação sem ônus na coletânea PERFIL e medalha Francisco Igreja.
Ao apperjiano mais bem classificado dentre todos os concorrentes selecionados ou não (e em dia com a Tesouraria da associação), será oferecido certificado, o Troféu Francisco Igreja e medalha Francisco Igreja, sendo seu poema publicado graciosamente – sem ônus, na Coletânea PERFIL.
Haverá, ainda, prêmio especial comemorando os 450 anos de Rio de Janeiro, para os poetas que enviarem poemas com tema sobre a cidade do Rio de Janeiro, selecionados ou não, E QUE ESPECIFICAREM NA INSCRIÇÃO tal intenção. O prêmio constará de: certificado de melhor texto sobre o Rio de Janeiro; medalha Francisco Igreja 450 anos de Rio de Janeiro; poema publicado no site da APPERJ.

A seleção dos poemas será feita por associados, especialmente, convidados para este mister. A classificação dos poemas selecionados será feita por júri presente ao evento que, também, considerará a oralidade na seleção do melhor intérprete (tempo máximo de apresentação de 10 minutos, a ultrapassagem do tempo estimado acarretará em desclassificação). Concorrerão todos os intérpretes, autores ou não. Os poemas selecionados para a cerimônia de premiação serão publicados no site da APPERJ e no site da OFICINA Editores (apoio cultural).

O encerramento do concurso acontecerá dia 25 de setembro de 2015 (6ª feira), a partir das 17h, no Auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Pedimos a todos os concorrentes, que indiquem a intenção de comparecer ao encerramento ou o nome de um poeta carioca que possa representá-lo. A Diretoria da APPERJ garante, antecipadamente, a apresentação dos poemas selecionados, durante a festa de encerramento.

Outras informações pelos tel.: Sérgio Gerônimo (21) 3328-4863 e Glenda Maier (21) 3392-2576.
Apoio cultural: www.oficinaeditores.com.br
Site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO
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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Macacos e Monstros



Cantos de cigarras cortam a tarde
Cortam lenha porque o gás acabou
Cortam o céu danças de andorinhas
Contam anedotas amamentando a vida

Mulheres com bindis nas esquinas
De Arroio do Sul e de Santa Maria
Corto as unhas do pé esquerdo
E conto-me histórias de marinheiro
Que o mar sepultou

Pinto poemas na areia, que o tempo
não devora. A noite na janta tem
Lulas, arroz e luas

Corta-me o coração o cãozinho branco
De um branco de alma, abandonado
e chorando, num canto de pátio vazio

Quantos macacos estão, carinhosamente,
Agora, cuidando de seus filhos,
E quantos homens, há tempos,
Matando seus próprios  irmãos

Larí Franchescetto

In: Jornal O Capital, ano XXI, nº 207, setembro, 2011