segunda-feira, 23 de julho de 2018

DUETOS - QUINTANA E RAIMUNDO DE MAGALHAES


No post de hoje e nos posteriores, teremos dois poemas, de autores diferentes, que fazem parte do projeto ‘duetos’ . São poemas extraídos,preferencialmente, do fanzine Versos Livres,editado em Guarulhos,SP.  Iniciamos com Mário Quintana  e Raimundo D’ Magalhães. Ilustrações: Alexander Roche e Iman Maleki.
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DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM 



Eu sonho com um poema       
Cujas palavras sumarentas
Escorram  como a polpa  de
um fruto maduro em tua boca.
Um poema que te mate de amor      
Antes mesmo que tu saibas
O misterioso sentido :
Basta provares o seu gosto....

MÁRIO QUINTANA
Extraido do fanzine versos livres, nº 05

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SE ME PERGUNTAS



Se me perguntas se te amo                  
E o que digo, não mostra,
O quão do amor te flamo
O quão do querer me invisto
No olhar do sorrir que dispo,
 Cada vez que te amo....
Pois se demonstrar fosse previsto  
O quão do amor te flamo
Meu Deus !.... O mais ínfimo dum cisco
( como medida )
Pesaria a imensidão d'oceano !

RAIMUNDO DE MAGALHÃES.-
Extraido do fanzine versos livres, nº 05




terça-feira, 19 de junho de 2018

OUTRA VEZ




E outra vez
Chegando de longe
Ela me traz
           Uma estrela  
           Um pedaço de sol
 Uma fatia de plutão
O bolso cheio de infinitos
Me prometendo
O sonho mais bonito
             E vazio
             Um coração
                                    
Valdeli.Vilanova
Guarulhos.

In fanzzine versos livres, edição 04
                                         


quinta-feira, 31 de maio de 2018

TE ENCONTRO



TE ENCONTRO, NO SILÊNCIO DAS HORAS INCERTAS, 
NO MOMENTO EM QUE A LÁGRIMA ESPONTÂNEA
TEIMA EM CAIR PELA SAUDADE.
NO MOMENTO EM QUE O RISO FÁCIL
DENUNCIA A LEMBRANÇA DE UM MOMENTO FELIZ.
NO MOMENTO EM QUE UMA ROUPA SE EXIBE NO ARMÁRIO
LEMBRANDO UM MOMENTO ESPECIAL.
TE ENCONTRO, NO SILÊNCIO DAS HORAS INCERTAS,
EM QUE A LEMBRANÇA DE UM ENCONTRO,
SE FAZ PRESENTE EM UM SONHO,
EM QUE, DE REPENTE, UMA FOTO ANTIGA
APARECE EM MEIO AOS PERTENCES.
EM QUE A RIMA DE UM VERSO DE AMOR  
CONTA A HISTÓRIA DE NÓS DOIS.
TE ENCONTRO, NO SILÊNCIO DAS HORAS INCERTAS,
NAS HORAS INCERTAS, TÃO CHEIAS DE SILÊNCIO
.

VALENTINA FRAGA

domingo, 13 de maio de 2018

CINCO POEMAS DE AMOR


Nas postagens anteriores ,com os poemas de Paulo M e Leonardo Santarolli,iniciamos a série "Poemas de Amor", do projeto "Cinco Poemas", com textos extraídos preferencialmente do fanzine Versos Livres. A série prossegue com Valentina Fraga, Clarissa Corrêa e Valdeli Vila Nova.

No post de hoje,trago Anderson Delano (.andersondelano.com)

Bibliografia ;
Jus Sanguinis — 2005
Laudas Alaudadas — 2008
140 Microcontos — 2013
Aquarelas de Um Aquário Imaginário — 2018

Coração


Deixar ir é um ato de Amor,
Nem sempre a flor bruta brota,
No horto ou na Aorta

Anderson Delano



segunda-feira, 9 de abril de 2018

NOSSO AMOR




Nosso amor é diferente.
Nossa história não viraria um filme
tampouco uma canção calma, lenta e linda.
Nosso amor é diferente desses que são anunciados na TV.
É diferente daqueles que acontecem a primeira vista
ou envolvem uma história linda de como superar as diferenças.
Nosso amor sempre foi dos detalhes.
Nosso amor tinha cuidado e atenção.
Ele começava no brigadeiro de panela e terminava no domingo ao som de uma boa música.
Nosso amor nunca coube textão, desespero ou preocupação.
Nosso amor é diferente.
Ou melhor, nosso amor sempre foi normal e simples demais ao ver dos outros.
Ele sempre coube na palma da mão.
Você e eu sabemos.
Nosso amor pedia no máximo uma mensagem de bom dia e outra de “estou chegando, arruma que vamos ali.” E as brigas eram tão bobas que acabavam sempre com gargalhadas e uma promessa de que nunca brigaríamos por bobagem de novo.
Nosso amor ainda vive aqui.
E cê sabe que vive aí também.
É que amor como o nosso não precisa de telespectador ou apresentador.
Nosso amor é figurante nesse cinema todo que é criado em torno de duas pessoas e de um simples “eu te amo”.
Nosso amor não tem plateia.
Ele sempre esteve representado no brilho dos nossos olhos. (e na perfeita união dos nossos corpos grudados)*

Leonardo Santaroli
Instagram user name "@meumeioverso"
textos autorais sobre o amor e outras manias. @leosantaroli.

(da série "Cinco Poemas de Amor"
Fanzine Versos Livres

terça-feira, 6 de março de 2018

CINCO POEMAS DE AMOR - Paulo -



O AMOR QUE SINTO POR VOCÊ



Eu não gosto do amor com batatas fritas
nem o amor nas novelas da TV
e muito menos nos poemas do Zack Magiezi
Quero o amor nos abismos
nos redemoinhos
nos ciclones
nas tempestades
Quero o amor que te leva ao beco sem saída
para depois te levar para o infinito
Quero o amor nas canções de Nina Simone
Ou o amor que se joga contra o muro como um kamikaze
Quero o amor que chora, que uiva, que guincha
e principalmente que geme
Não quero o amor na geladeira
para ser requentado no sábado à noite
Não quero o amor com um aviso de “Perigo, não ultrapasse”
Quero o amor que ultrapassa todos os limites, todas as covardias
Quero o amor que espalhe venenos e luxúria
Quero o amor dos incêndios, do vôo duplo sem rede de proteção
Quero o amor que depois que se entra, não tem mais volta
Quero o amor dos labirintos, dos animais extintos, do amor sem extintores, sem cobertores
sem desertores
Quero o amor que eu sinto por você e que você sente por mim:
o amor de um bichinho na chuva que sorri quando você chega...

Paulo Mohylovski
dedicado para Margarete E.
https://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=72420

(da série "Cinco Poemas")
blog Fanzine Versos Livres

Ilustração: Georgia Lobo





segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

São Tantas As Palavras Nulas



















São tantas as palavras nulas
que trazem sentimentos vãos
impregnados de de um nada
que toma tanto espaço
de um vazio que abstrato.

Palavras informes
disformes ,
sem sentido
que a mais leve brisa
carrega levando pra longe
não deixando nem lembrança.

Palavras nulas
sentimentos vãos
mentes que ja não produzem
coração que não sente
mais.

Catiaho Alc
Reflexo d' Alma
http://reflexodalma.blogspot.com.br/2017/04/palavras-nulas.html

Ilustração : Jovem com livro, 1895

Filipp Andreevich Malyavin (Rússia, 1869 — França, 1940)