terça-feira, 21 de agosto de 2018

LIVROS RECEBIDOS – HUMBERTO DEL MAESTRO



Recebemos o livro “ Betinho,o menino ardiloso”,de Humberto Del Maestro, com gravuras de Arthur Filho.

Produção Gráfica : Filipe Borges,

 Impressão: Grafitusa.



Na introdução, Humberto diz : “ Dar luz a um sopro do passado, como este em que me empenho com temas infantis, é tarefa espinhosa. Entretanto,com um pouco de disposição,jeito e honestidade, procurarei cumprir meu propósito,registrando cada ensejo com a pureza e inocência de uma criancinha ou de um anjo do céu “

Trecho:
Então perguntou-me se estava com saudades dela,e eu lhe respondi que não sabia o que era “saudade” e me esclareceu ser um sentimento muito particular de quem ama,no sentido de “esperar que algo bom vá acontecer”. Abriu um volume colorido,com muitos escritos,e disse que tudo o que falamos pode ser colocado nas laudas de um livro,em forma de letras,palavras e frases,que os olhos viam e o pensamento,sabido,decifrava.”



Nascido em Vitória, Espírito Santo, no dia 27 de março de 1938, Humberto Del Maestro, poeta, teatrólogo, ator, bancário aposentado, intelectual, pensador, produtor cultural, cronista, ensaísta, contista, trovador, crítico literário, é autor de inúmeros livros, entre os quais, “Poesias modernas,” “O tesouro,” “O sonho dos séculos,” “Poesias,” “Contos impossíveis ...?” “Aloendros,” “Sonhos e Canções e Breves,” “Trovas, Haicais e outros poemas,” “Dísticos” e tantos outros já publicados, além de participar de algumas dezenas de antologias espalhadas pelo Brasil.
Membro da Academia Espírito-santense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, associado do Postal Clube, do Rio de Janeiro e colaborador efetivo da revista alternativa A FIGUEIRA, de Florianópolis – SC. É detentor de vários prêmios, entre outros, Melhor Poeta Nacional de 1997, Embaixador da Poesia do Brasil 2000. É verbete da ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho Botelho, edição revista e atualizada em 2001. 




quinta-feira, 26 de julho de 2018

DUETOS


NILZA MENEZES, CINEAS SANTOS

No post de hoje, trago mais dois poemas do projeto "Duetos",extraídos da oitava edição do fanzine Versos Livres.O Versos Livres, 08, foi publicado nos anos  2000 .Foi o ano em que,entre outras coisas,Charles Schulz publicou a última tira inédita de Snoopy e foi quando foi lançado o quarto livro da série Harry Potter. Harry Potter e o cálice de fogo.  “Corações em Silêncio”,de Nicholas Sparks, foi um dos livros mais vendidos nesse ano.

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ANGÚSTIA


para poeta
angústia não é
aquele lugar
onde se põe um poema triste
angústia de poeta
é quando no vazio
não cabe um poema

Nilza Menezes.
(do livro ‘duas palavras’)
in Versos Livres,edição 08

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Desobediência civil


 Meu pai me queria lavrador
Semente no adubo de seu chão
Minha mãe me queria doutor
De pincenê e anelão .
E eu crescendo desatento
                           aceso
                           solto
Eu queria era  ser o vento
Pra bolinar o teu corpo

Cineas Santos
in: Versos Livres,08










quarta-feira, 25 de julho de 2018

DUETOS - FILOMENA NOVI e TOM



Continuando com o projeto "Duetos",no post de hoje,trago dois poemas extraídos do fanzine Versos Livres.,com ilustração de Vincenzo Irolli .Espero que gostem.

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ATRÁS DA PORTA


Atrás da porta
Encontras outra porta
Que é o avesso da porta

Atrás da porta              
Tem prego, tem calendário,
Tem réstia de cebola e alho,
Tem até a folha da fortuna,
Já seca e inoportuna.

Atrás da porta do quarto,
Tem sapato, tem bengala,
Tem um monte de tralha.

Atrás da porta do banheiro,
Tem balança de ver peso, tem roupão
Tem revista de sexo, tem gaveteiro,

Atrás da porta da frente
Tem mandinga contra mau  - olhado
Tem copo d’água com sal grosso,
Para afastar os azarados,
Tem reza contra roubos.

Mas é pela porta aberta
Que entra e sai para a festa,
E não vê que é atrás da porta
Que fica e mora a promessa.

Filomena Novi
in :Versos Livres 07

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CARPENTERS


Transamos ao som dos Carpenters
Mas você não conhece os Carpenters:
você é um garoto de rodeio

Tom
in:Tomzine e Versos Livres,07

terça-feira, 24 de julho de 2018

DUETOS


CLAUDETTE ASSUMPÇÃO E CIDA MARCONCINE

No post de hoje,a continuação do projeto ‘Duetos”,com poemas extraídos do fanzine Versos Livres. Ilustração: Vladimir Volegov

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SÚBITO


De súbito
a tarde  colheu meus sonhos
E na brandura
dos pingos da chuva
que caíam no chão
vi escorrer entre os dedos
o sabor das palavras
 abandonadas
                                que encharcavam o papel                                                                  de um jeito tão doce
que adormeci nos sonhos !
E quando acordei
a noite debruçava sobre mim toda a sua majestade
límpida, dourada plenitude
vestindo-me com toda
sua Paz ! 

                                                Claudete  Assumpção.
In: Versos Livres 07

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VENDADOS


Escuridão . Tato . Boca
Não é preciso ver.
Sabemos com certeza onde colocar
a mão, o dedo, a língua .

Cida Marconcine
In: Versos Livres, 07



segunda-feira, 23 de julho de 2018

DUETOS - QUINTANA E RAIMUNDO DE MAGALHAES


No post de hoje e nos posteriores, teremos dois poemas, de autores diferentes, que fazem parte do projeto ‘duetos’ . São poemas extraídos,preferencialmente, do fanzine Versos Livres,editado em Guarulhos,SP.  Iniciamos com Mário Quintana  e Raimundo D’ Magalhães. Ilustrações: Alexander Roche e Iman Maleki.
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DE GRAMÁTICA E DE LINGUAGEM 



Eu sonho com um poema       
Cujas palavras sumarentas
Escorram  como a polpa  de
um fruto maduro em tua boca.
Um poema que te mate de amor      
Antes mesmo que tu saibas
O misterioso sentido :
Basta provares o seu gosto....

MÁRIO QUINTANA
Extraido do fanzine versos livres, nº 05

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SE ME PERGUNTAS



Se me perguntas se te amo                  
E o que digo, não mostra,
O quão do amor te flamo
O quão do querer me invisto
No olhar do sorrir que dispo,
 Cada vez que te amo....
Pois se demonstrar fosse previsto  
O quão do amor te flamo
Meu Deus !.... O mais ínfimo dum cisco
( como medida )
Pesaria a imensidão d'oceano !

RAIMUNDO DE MAGALHÃES.-
Extraido do fanzine versos livres, nº 05




terça-feira, 19 de junho de 2018

OUTRA VEZ




E outra vez
Chegando de longe
Ela me traz
           Uma estrela  
           Um pedaço de sol
 Uma fatia de plutão
O bolso cheio de infinitos
Me prometendo
O sonho mais bonito
             E vazio
             Um coração
                                    
Valdeli.Vilanova
Guarulhos.

In fanzzine versos livres, edição 04
                                         


quinta-feira, 31 de maio de 2018

TE ENCONTRO



TE ENCONTRO, NO SILÊNCIO DAS HORAS INCERTAS, 
NO MOMENTO EM QUE A LÁGRIMA ESPONTÂNEA
TEIMA EM CAIR PELA SAUDADE.
NO MOMENTO EM QUE O RISO FÁCIL
DENUNCIA A LEMBRANÇA DE UM MOMENTO FELIZ.
NO MOMENTO EM QUE UMA ROUPA SE EXIBE NO ARMÁRIO
LEMBRANDO UM MOMENTO ESPECIAL.
TE ENCONTRO, NO SILÊNCIO DAS HORAS INCERTAS,
EM QUE A LEMBRANÇA DE UM ENCONTRO,
SE FAZ PRESENTE EM UM SONHO,
EM QUE, DE REPENTE, UMA FOTO ANTIGA
APARECE EM MEIO AOS PERTENCES.
EM QUE A RIMA DE UM VERSO DE AMOR  
CONTA A HISTÓRIA DE NÓS DOIS.
TE ENCONTRO, NO SILÊNCIO DAS HORAS INCERTAS,
NAS HORAS INCERTAS, TÃO CHEIAS DE SILÊNCIO
.

VALENTINA FRAGA