sábado, 23 de fevereiro de 2019

NATO EM VERSOS



No post de hoje, trago poemas do paraense Nato Azevedo, publicados no fanzine Versos Livres. Espero que gostem.

 Arco-íris encantado
em mil tons de claro e escuro
a foto é belo passado
presente em nosso futuro
Nato Azevedo
In: Versos Livres 16

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Destino

   Como o Rei dos Judeus,em priscas eras
- condenado por falar a Verdade -
sou também vitimado por quimeras,
agindo entre os demais com lealdade.
Doa a quem for,Traição e Falsidade
não me têm em seus braços de megeras,
pois não fala em meus atos a vaidade
de quem opta em dizer loas não veras
Me dôo,a cada passo,do meu jeito
e,ao fim do dia, deito-me no leito,
tendo sido com cada um o mesmo.
Vou com sinceridade - desde a aurora
até o poente - a vida toda, embora
caminhe sem amigos, só...a êsmo !
Nato Azevedo 
in: versos 22


Carioca de 1º/10/1952, faço poesias desde os 15 anos e contos & crônicas a partir de l988, tendo publicado mais de 50 textos nos jornais de Belém e Ananindeua, cidade vizinha.
Membro da UBT-Belém (União Bras. de Trovadores) e da ALA-A (Assoc. de Letras e Artes de Ananindeua) fui vencedor em 9 concursos nacionais de poesia/contos, tenho 51 Menções Honrosas em eventos literários de vinte cidades em 11 Estados e 295 textos em jornais culturais e revistas de 52 cidades em 9 Estados.
Estou em 14 coletâneas literárias de 4 Estados, principalmente em obras da IGAÇABA Prod. Culturais, da cidade de Roque Gonzales/RS. Sou compositor de MPB, sambas e rocks sem maiores méritos, fazendo também versões de hits de grandes bandas roqueiras.

Lancei artesanalmente (Edição do Autor, em xerox) PALAVRAS AO VENTO, livreto de poemas & canções com mais de 80 cópias, em 4/1986; coordenei a coletânea com 16 poetas de Vigia/PA, "Livrencontro", em fev./1987, com mais de 200 cópias e editei "QUASE NADA...""miscelânea" com 60 exemplares, em 9/1988.
A partir de dez.1999 produzi o folheto "Jardim de Trovas" nº 0 e 1 (este em nov./2000) e o nº 2, hoje com mais de 500 cópias já enviadas para todo o país, desde junho/2002.
Entre 1990/92 organizei shows anuais em teatros de Belém com artistas de Ananindeua, além de fundar (em 1988, com meu irmão gêmeo Renato) e presidir o CCCP - Centro Cultural de Capoeira do Pará, controverso marco extinto em 6/1992, no qual expedi mais de 300 ofícios diversos defendendo uma visão artítisca dessa luta.
Aguardo a futura (?!) publicação de "QUASE NADA...", estreando como contista e registro as minhas memórias em "AQUELAS TARDES TRISTES...", com cenas da infância no Sul (PR/SC) e "momentos" amazônicos.( in: Overmundo)


terça-feira, 20 de novembro de 2018

FRAGMENTO



Se somos a soma
de tantas substrações

outras gerações,vão
nos multiplicar

 Raimundo Sodré

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

POETAS DO BRASIL - DIVINÓPOLIS


Da cidade de Divinópolis, MG, o post de hoje traz o escritor e artista plástico Dieter Ross,que,além de poeta de Minas é também alemão..Poema extraído do fanzine Versos Livres,edição 13. 
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Olhar  No Espaço  



O que vemos 
Já passou há muito tempo
O que ouvimos, sentimos,
Pensamos, queremos, 

Fazemos ;  é  passado..
O presente nos persegue
Em nossa caça .
Ao futuro fugidio 
Que nunca será. 

DIETER  ROOS 

http://textododia.com.br/dieter-roos-a-vida-basta/

 ROOS

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

POETAS DO BRASIL - ITANHAÉM



Cecília Fidelli foi poeta de Curitiba, depois foi prá Taboão da Serra, SP, onde lançou o Reviragita Poesia e depois foi em Itanhaém,SP, que viveu seus derradeiros anos de paz e poesia. No post de hoje, falando de amor....
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Ah ! O Amor !
Com tato, 
você me faz viver loucuras !
sem disfarces, com ternura
Emoções incontáveis
Em baixo de um céu
cheio de estrelas
A lua olha com meiguice
Captando toda a emoção
Fala de amor, quando brilha
E beija o céu  com paixão !

CECÍLIA   FIDELLI

Extraído do fanzine Versos Livres, edição 12

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

POETAS DO BRASIL - CAXIAS DO SUL



No nosso novo tag ' poetas do brasil', trazemos dia cidade de Caxias do Sul, RS,, a poetisa, Ivone Webber.
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Agora só existimos os dois
Tu e eu, lua e rio
Risos de almas nuas
Molhadas de prata doce

Ivone Webber

terça-feira, 21 de agosto de 2018

LIVROS RECEBIDOS – HUMBERTO DEL MAESTRO



Recebemos o livro “ Betinho,o menino ardiloso”,de Humberto Del Maestro, com gravuras de Arthur Filho.

Produção Gráfica : Filipe Borges,

 Impressão: Grafitusa.



Na introdução, Humberto diz : “ Dar luz a um sopro do passado, como este em que me empenho com temas infantis, é tarefa espinhosa. Entretanto,com um pouco de disposição,jeito e honestidade, procurarei cumprir meu propósito,registrando cada ensejo com a pureza e inocência de uma criancinha ou de um anjo do céu “

Trecho:
Então perguntou-me se estava com saudades dela,e eu lhe respondi que não sabia o que era “saudade” e me esclareceu ser um sentimento muito particular de quem ama,no sentido de “esperar que algo bom vá acontecer”. Abriu um volume colorido,com muitos escritos,e disse que tudo o que falamos pode ser colocado nas laudas de um livro,em forma de letras,palavras e frases,que os olhos viam e o pensamento,sabido,decifrava.”



Nascido em Vitória, Espírito Santo, no dia 27 de março de 1938, Humberto Del Maestro, poeta, teatrólogo, ator, bancário aposentado, intelectual, pensador, produtor cultural, cronista, ensaísta, contista, trovador, crítico literário, é autor de inúmeros livros, entre os quais, “Poesias modernas,” “O tesouro,” “O sonho dos séculos,” “Poesias,” “Contos impossíveis ...?” “Aloendros,” “Sonhos e Canções e Breves,” “Trovas, Haicais e outros poemas,” “Dísticos” e tantos outros já publicados, além de participar de algumas dezenas de antologias espalhadas pelo Brasil.
Membro da Academia Espírito-santense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, associado do Postal Clube, do Rio de Janeiro e colaborador efetivo da revista alternativa A FIGUEIRA, de Florianópolis – SC. É detentor de vários prêmios, entre outros, Melhor Poeta Nacional de 1997, Embaixador da Poesia do Brasil 2000. É verbete da ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho Botelho, edição revista e atualizada em 2001. 




quinta-feira, 26 de julho de 2018

DUETOS


NILZA MENEZES, CINEAS SANTOS

No post de hoje, trago mais dois poemas do projeto "Duetos",extraídos da oitava edição do fanzine Versos Livres.O Versos Livres, 08, foi publicado nos anos  2000 .Foi o ano em que,entre outras coisas,Charles Schulz publicou a última tira inédita de Snoopy e foi quando foi lançado o quarto livro da série Harry Potter. Harry Potter e o cálice de fogo.  “Corações em Silêncio”,de Nicholas Sparks, foi um dos livros mais vendidos nesse ano.

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ANGÚSTIA


para poeta
angústia não é
aquele lugar
onde se põe um poema triste
angústia de poeta
é quando no vazio
não cabe um poema

Nilza Menezes.
(do livro ‘duas palavras’)
in Versos Livres,edição 08

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Desobediência civil


 Meu pai me queria lavrador
Semente no adubo de seu chão
Minha mãe me queria doutor
De pincenê e anelão .
E eu crescendo desatento
                           aceso
                           solto
Eu queria era  ser o vento
Pra bolinar o teu corpo

Cineas Santos
in: Versos Livres,08