segunda-feira, 30 de setembro de 2019

IMPRENSA ALTERNATIVA - COTIPORÃ CULTURAL


No post de hoje, trago um poema do  fanzine Cotiporã Cultural, editado por Adão Wons, diretamente da cidade de Cotiporã, RS. Segundo o editor, o 'zine tem como objetivo o incentivo a cultura e intercâmbio cultural sem fins lucrativos'. O C.C. traz poemas, artigos, indicações culturais.

Da sua edição 80, extraimos o poema Vinhais.

VINHAIS 


Os vinhais adormecidos entre vales
aguardam 
ansiosos a primavera
a transbordar 
vida.

Adão Wons 

*
As correspondências e material devem ser enviados para wonster@gmail.com, 



quarta-feira, 18 de setembro de 2019

CADA ESTRELA


Estrelas solitárias
Estrelas perdidas
Estrelas de areia fina da praia deserta; 
almas indestrutíveis..

Visíveis estrelas dos vícios e virtudes
constelações de almas gêmeas,amores de perdição..
As tentações dos pecadores de desejos incontroláveis
As frágeis janelas abertas à ilusão.

As estrelas são os pássaros da madrugada
passarada de poetas e poetas apaixonadas.
Cada estrela é uma canção !
Cada estrela é uma festa, sonhos, setas 
douradas transpassando o coração.

touché




quinta-feira, 1 de agosto de 2019

MANHÃ


Pinceladas de aquarela:
Azaléias vestidas de luz.
As coisas que não se explicam,
são sempre as coisas mais belas

Touché

imagem Raquel Todorello

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Estranhas Borboletas


Pousam no espelho estranhas borboletas
de asas azuis lavadas pelo inverno.

onde se guardam versos num caderno,
a noite sai de dentro das gavetas.

As estrelas mais altas vão saindo
do veludo das nuvens e aquarelas.
Contemplados de fora das janelas
os astros continuam reluzindo.

Para a ceia dos mortos nas tigelas
anjos acendem velas cor de leite.
O mistério se alastra nas retinas
das borboletas negras e amarelas
que passeiam nas tardes cristalinas
sob uma luz de porcelana e azeite;

Francisco Carvalho
(Esquinas do Tempo)

Extraído do jornal Binóculo 

terça-feira, 4 de junho de 2019

DRUMMONDIANDO




Do alto de Itabira
Piso a terra do poeta
No meio do caminho
O cão vai devagar
Não me chamo Raimundo
Sou Oliani

Minha infância não tão bela
Quanto Crusoé

Os homens estão partidos
Têm desamor aos outros
Há pedras demais
No chão de Drummond
E a vida não é besta
Para quem fez dela
Pura poesia

Luiz Otávio Oliani



Cursou Letras e Direito. Consta em mais de trinta antologias de literatura. Participação intensa em eventos literários, jornais, revistas do País e do exterior. Recebeu mais de 50 prêmios. Publicou "Fora de órbita", Editora da Palavra, poesia, 2007, orelhas de Teresa Drummond e prefácio de Igor Fagundes; livro recomendado pelo Jornal de Letras, editoria dos acadêmicos Arnaldo Niskier e Antonio Olinto, em outubro de 2007. Em 2008, teve o poema "Teresa" musicado por Maury Santana no CD Música em Poesia, volume 1. "Espiral", com prefácio de Reynaldo Valinho Alvarez, orelhas de Astrid Cabral e foto do autor por Eloísa Bateli, é o segundo livro de poemas do escritor, publicação da Editora da Palavra, 2009. 


quarta-feira, 15 de maio de 2019

Global




Tal & qual
C  o  m  o
M u n d o
T  o t a l
N e s t a
S  e l v a
Ninguém
Se  salva
M u i t o
M e n os
Esc a pa
Sem ser
S a l v o
Da  vida

Zho Bertholini
In: Zine Zero
Os Cigarristas


terça-feira, 14 de maio de 2019

PALAVRAS




Há tantos
versos
Quadrados
Batendo
Nas arestas
Querendo entrar
Querendo sair
Querendo
Procriar
Círculos

Jurema Barreto
In: Zine zero
Os cigarristas

imagem /josé moniz